Prossegue a guerra das estrelas na complicada situação que se vive na Europa. Merkel, Scháuble (ministro das Finanças da Alemanha), Trichet e Weidmann (Bundesbank), são as figuras do thriller. O presidente da Comissão, o nosso Barroso, pesa tanto como nós na economia europeia: 2 %.
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A Europa comunitária é feita de ricos e pobres, o problema foi o fascínio de levar a pensar e pior que isso a agir, os pobres como se fossem ricos. O nível de vida, as prestações sociais, as obras públicas, o consumo privado e a compra de habitação, não foram resultado do aumento de riqueza redistribuída, foi resultado dos empréstimos externos, quer aos Estados quer aos bancos e empresas.
Chegado o momento da verdade, os ricos que foram financiando com alegria as esquizofrenias dos pobres, desencadearam uma operação stop e aqui estamos hoje. O sistema em que os periféricos têm vivido, assenta na lógica do jogo da roda, o sistema é alimentado por novas entradas (empréstimos), que pagam os anteriores e o remanescente é injectado na despesa pública ou privada, mas sempre em espiral ascendente. Por outras palavras, cada vez se deve mais na esperança de que o aumento do PIB, permita um dia reverter a espiral e se comece a diminuir a dependência do financiamento exterior. Ilusão sistematicamente negada pelas contas nacionais. Isto provoca um desassossego que os ricos não suportam, afecta a moeda e desvia recursos para acudir a esses esconjurados. Os juros que os pobres têm de pagar pelos auxílios a contragosto dos ricos, em vez de lhes aliviar a carga, ainda os empurram mais para o abismo, não lhes restando outra alternativa que não seja a de fazer a fita de que vão cumprir tudo que lhes foi imposto, quando sabem de antemão que é uma utopia, ganham tempo até que qualquer coisa boa aconteça...é a ilusão de pobre...
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