MEM.


           BITAITADAS...


A pedidos vários, recuperamos a entrevista realizada a Nani Gonzal em 2009, mas que mantém completa actualidade.


 PROFESSOR NANI GONZAL


O JRW, tem o raro privilégio de entrevistar uma grande figura do mercado de capitais nacional e não só, o Prof. Nani . A conversa que mantivemos foi conduzida pelo Dr. Jonas dos Santos, especialista do JRW para os assuntos económicos.
- Prof. é uma honra para o JULIUS RIMANTE WORLD, a sua disponibilidade para abordar um tema, que é do interesse de muitos leitores. O seu conhecimento do mercado é profundo e fala-se mesmo, que Buffet recorre muitas vezes às suas opiniões..
- Como sabeis estou sempre disponível para o intercâmbio do conhecimento. A minha vida sempre foi um ciclo de aprender, ensinar e comunicar. É um dever de cidadania, mas que sempre o fiz com prazer. Na realidade o Warren liga várias vezes para troca de impressões sobre o mercado. Nem sempre estamos de acordo, mas temos uma visão muito parecida, talvez pela experiência de muitos anos. Por exemplo, em plena crise do subprime, ensaiamos vários modelos matemáticos para projecções do fundo do mercado. Abandonamos a ideia, pois os especialistas que nos assessoravam, também não chegavam a conclusão alguma. Combinei com ele e recorremos às ciências ocultas, ao esotérico, que como sabeis em Portugal, é uma área em que temos dos melhores especialistas do mundo. Temos imensa gente que tem premonições para tudo: campeões de futebol, resultados de eleições, doenças, casamentos, divórcios, negócios, etc.
Então eu e o Warren, recorremos a uma senhora de Aljezur, que previu com rigor o momento da viragem. Métodos ancestrais, com inscrições em papéis com várias datas, imersos em baldes de água. Aquele que viesse à superfície com maior rapidez, seria o momento da viragem do mercado. Assim foi e assim se passou. É evidente que definimos estratégias de abordagem, ele no dow, nasdac, s&p e eu naturalmente como nacionalista convicto, nas acções do PSI.
-O prof. pensa que o pior já passou?
-Jonas se está a falar de futebol, não sei, o Benfica já não ganha há muitos anos, mas também acho que não vai estar mais 15 anos para ganhar um campeonato, se passarem só mais 10, já será melhor. Portanto nesse caso o pior já passou.
-Não professor, desculpe, não me fiz entender, estava a referir-me ao mercado…
-Ora bem, isso também não é fácil de responder. Lá está.... outra premonição para a senhora de Aljezur, o Dr.Rui Rio tem uma visão muito particular da cidade, o Bolhão é um local fantástico da nossa urbe, que não tem sido tratado da melhor forma. Vamos ver se o problema do Bolhão fica resolvido, para que possamos usufruir daquele templo magnífico.
-Professor estou realmente infeliz na forma de o questionar, peço-lhe mais uma vez desculpa, é sobre mercado de capitais….
-Ah….estou a ver Jonas……sinceramente não tenho conhecimento sobre qualquer alteração prevista para as capitais, pelo menos na Europa. Lisboa está segura, apesar de que se alternasse com o Porto, não se perdia nada, Madrid é uma cidade fantástica, Roma, Londres, Paris….oh…Paris... a cidade Luz……são capitais belíssimas, que não penso que vão perder o estatuto de grandes capitais. Na minha perspectiva, o mercado das capitais, vai continuar estável.
-Pois professor……passando à frente…..então no momento actual o professor aconselha posições longas?
-Vistas as coisas por esse prisma Jonas, toda a atenção é pouca, as posições curtas ou longas, têm de ser avaliadas a cada momento. Por vezes uma visão simplista, parece aconselhar posições longas, mas eu estou... curto e o contrário também acontece. Sou um apologista de um estilo de jogo trabalhado, tecnicista, de passe curto, mas por vezes a melhor táctica passa, pelo passe longo, a aproveitar desmarcações, ou seja, a criar espaços e surpreender o adversário. Em síntese, não deve haver uma ortodoxia nesse tema das posições curtas ou longas, devemos ter uma visibilidade permanente e ajustar conforme o environment.
-Pelo que depreendo das suas palavras o Professor, recorre mais à análise técnica do que à fundamental ….
-Não é verdade, para mim a análise técnica é fundamental, não dissocio uma da outra. O jogador pode tecnicamente ser muito evoluído, mas é fundamental que se enquadre no sentido colectivo do jogo, que a sua acção técnica seja uma mais valia para o todo, pois o fundamental é o desfecho final, que acaba por ser a sinergia de um conjunto, que no seu todo deverá ser superior â soma das partes, não sei se me fiz entender ?
-Perfeitamente!!!! e com muita eloquência, mas então o professor não recorre aos métodos das ELIOTT WAVES ?
-Repare Jonas, eu recorri e recorro a tudo que considero cientificamente uma mais valia. Sempre utilizei na metodologia do treino, ondas electromagnéticas, sonoras, marítimas, hertzianas e outras. As de Eliott, sinceramente ainda não as reconheço com o carácter infalível, que querem fazer crer….
-Tem toda a razão o professor, pois por vezes verifica-se alguma coerência na Big Picture, mas no trading diário, portanto de curto prazo, denuncia muitas insuficiências……
-Sim…..também acho, tenho um amigo que recorre muitas vezes a esses riscos, mas já me disse que arriscar com os riscos, também é arriscado…..eu continuo com a minha, o verdadeiro BIG PICTURE, é a praia do molhe, no Restaurante do Molhe, a comer uns bolinhos de bacalhau, saborear um copo de cerveja, ler o jornal, com aquela vista única sobre o Atlântico, tanto de Verão como de Inverno….isso sim é o Big Picture…..o resto, sinceramente acho que são litles pictures….
-O que aconselha aos nossos leitores, para uma carteira equilibrada ?
-Jonas, eu não gosto muito de dar conselhos sobre as carteiras de cada um. Já vi bitaites sobre carteiras, que depois foram uma desilusão. O que posso dizer, é que devem procurar uma carteira apropriada, se usa mais cartões de crédito do que dinheiro, pode ser uma carteira mais pequena. Se a guarda no bolso das calças, procure uma mais resistente, que não dobre com facilidade. Se gostar de ter fotos da família, então deverá ter uma maior, com vários compartimentos. Uma carteira é um espólio pessoal, mas que também reflecte a nossa forma de estar na vida.
-Prof. qual o momento de vender os títulos ?
-Esse é dos problemas mais intrincados, Jonas, pois por vezes as pessoas compram, ficam com os títulos muito tempo….pois estavam a perder mais de metade do que investiram e no momento aconselhável para os devolver ao mercado, não senhor, não vendem....ganharam afectos...foram anos de convivência, já não é pelo que valem, mas sim pela companhia..., gostam de ver no extracto aquelas acções..., ficam com pavor de se sentirem abandonados….. argumentam de que vai subir mais….mas não é verdade, não querem é perder aquelas acções adquiridas, sabe-se lá, se num pico de paixão…..é do foro psíquico não do financeiro….em síntese… é amor ….e isso não se vende. Aconselho a quem seja muito susceptível de apaixonamento, que não se envolva no mercado de capitais, pois vai ter ou perdas financeiras ou desgostos por solidão.
-Professor, é famosa a identificação que faz entre empresas cotadas e os CEO, pode referir-nos algumas ?
-Não é muito aconselhável, Jonas, pois poderiam ser mal entendidas as conotações que naturalmente para o cidadão comum têm sentido, mas para outros nem tanto, de qualquer modo vou dar dois exemplos para vocês adivinharem: os merceeiros e o lavadinho que fazem parte do PSI20.
-Professor, para terminar, uma mensagem aos leitores do JRW.
-Sejam felizes, by the way on the road……
-Professor, estamos muito reconhecidos pelas suas palavras, que por vezes metaforicamente, foram uma fonte de ensinamento.
-Obrigado Jonas, foi um prazer, até breve.
O pedagógico Prof. Nani Gonzal, contribuiu com a sua tradicional fluência, para o esclarecimento dos leitores mais familiarizados com estas coisas dos mercados de capitais e deixou pistas muito interessantes, sobre estratégias a adoptar para quem pretende intervir no mercado.
jonas dos santos


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        Atacar os mercados é um erro, diz Cavaco


Lisboa
O JRW atento às palavras do PR, foi a alguns dos principais mercados de Lisboa e Porto auscultar a reacção dos comerciantes às medidas de austeridade, impostas propositadamente para acabar com as dúvidas dos mercados.
Em Lisboa, ouvimos a D. L. Soveral.
P- Está satisfeita com as medidas?
R- Quais medidas?
P- As de austeridade...
R- Não me venha com palavras difíceis, o que é que isso quer dizer?
P- Medidas para reduzir ao déficit...
R- Ó homem, que é que nós temos a ver com isso? Só sei que cada vez há menos freguesia e os supermercados acabam com a pouca que a gente tem. Se esses bandidos ainda vão pôr tudo mais caro e cortar nos salários, então a praça vira feira de antiguidades.
P- Mas as medidas foram para acabar com as dúvidas que os mercados tinham...
R- Desculpa esfarrapada, nunca vi ninguém daqui pôr dúvidas nenhumas, nem o Zé do talho que tem a 4ª classe completa, perguntou nada. Pôr a culpa em cima de nós, é para o povo ir comprar ao Modelo e ao Pingo Doce. Estão todos feitos com o Belmiro e o Jerónimo.

D.L. Soveral
P- Então as dúvidas persistem?
R- Que dúvidas? Que eles são uns completos incompetentes? Ninguém tem dúvidas, toda a gente sabe que são. Que é para melhorar as condições de Portugal? Toda a gente sabe que não , gastaram tanto que agora não sabem como pagar. Que dúvidas? O mercado aqui, já sabia disto tudo, dizer que tínhamos dúvidas?....uns garotos a passar a culpa para os comerciantes...

Bolhão
No Bolhão no Porto, a opinião não foi muito diferente.
P- D. Rosa Caramalha as dúvidas do mercado dissiparam-se?
R- As dúvidas siparam-se?
P- Sim, foi esse o objectivo das medidas de austeridade...
R- Como vamos sipar as dúvidas, se o mercado aqui continua sem  saber bem o que lhe vai acontecer? Se vai passar a shopping e passamos a vender a fruta e o peixe de marca. O carapau é da Armani e as laranjas da Gabana...e esses garotos vêm para cá dizer que foi para acabar com as dúvidas? Ninguém nos disse nada como isto vai ficar, como é que acabaram as dúvidas?

D. Rosa Caramalha
P- O país vai sofrer com as medidas de austeridade e o objectivo foi tirar as dúvidas aos mercados e os senhores continuam a duvidar?
R- Olha que c...., então a culpa é nossa? Nem o fiscal do mercado sabe de nada, ontem quando soubemos disso perguntamos ao Gomes, se as dúvidas estavam resolvidas. O Gomes disse que tinha faltado porque teve uma consulta, mas que ninguém lhe tinha dito nada. Portanto veja bem ,se nem o fiscal sabe, como sabemos nós? Se os gajos fizeram isto tudo para acabar com as dúvidas, voltaram a enganar a freguesia, aqui ninguém sabe de nada, mantêm-se as dúvidas...e mais, eles que venham cá nas eleições para as fotografias, que aí é que vão acabar as dúvidas...ai vão vão...
Depois destas opiniões, verifica-se que as medidas pecam por um esclarecimento, pois os mercados mantém as dúvidas e as certezas que tinham antes. O esforço que vai ser pedido ao país por causa dos mercados, não foi ainda compreendido pelos destinatários. A manter-se este estado de coisas, o Governo deverá voltar à posição inicial e promover uma campanha de esclarecimento junto dos mercados, para que se evitem mais sacrifícios em vão.
Já depois da auscultação que fizemos aos mercados, começam a surgir vozes reputadas a corroborar a opinião do JULIUS RIMANTE, de que os mercados não estão convencidos. As dúvidas não se dissiparam, pelo que urge implementar mais medidas.
@reportagem de juca santomé especialista do JRW em mercados municipais.
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A nave Pamplona iniciou o seu regresso à Terra, conforme o quadro operacional estabelecido. Lembramos aos que não estão familiarizados com o tema, que após os estudos de astrofísicos reputados, concluírem que o futuro da Humanidade passa por viver no espaço, o JULIUS RIMANTE WORLD enviou uma missão no sentido de explorar a Lua e promover a implantação da 1ª imobiliária lunar.


Os 3 astronautas:Pensionista-Maratona e Estaline
Os 3 astronautas concluíram a missão e aguarda-se a sua aterrissagem no oceano Atlântico, na zona da Afurada, o que se prevê para o dia 30 de Agosto.
Maratona emitiu o último telex, antes do regresso ao nosso planeta.

                                                    TELEX


«No fim de semana deslocamo-nos a uma zona nunca anteriormente explorada, que não é visível da Terra, pois está na parte escura da Lua.

Pamplona
Com grande estupefacção, fomos surpreendidos com um LUAL colossal, com a presença de milhares de extraterrestres oriundos de várias galáxias e planetas. Fomos recebidos com curiosidade e simpatia. Passe a imodéstia, fomos as estrelas da noite. Várias bandas de música espacial, com chilout da melhor qualidade, resultaram numa festa lunar deslumbrante. Estaline e Pensionista, foram convidados a dançar no palco principal, levando os milhares de ETS presentes, a uma completa euforia, já que repetiam na grande cratera em que decorreu o party, as coreografias dos 2 terráqueos. Particularmente Estaline, com os seus movimentos compassados e ondulando o corpo em passes lascivos, levou as ETS à Lua, passe a expressão, porque na Lua estávamos todos...


bolinhas das bebidas
Todo o recinto estava coberto por bolinhas, tipo bolinhas de sabão, que mais não eram que as bebidas dos participantes. Como não há gravidade, as bebidas: coca cola, redbull, sumos de laranja e de frutos exóticos, vogavam e eram ingeridas pelos ETS. O álcool, segundo informação de alguns, é apenas utilizado para desinfectar e outros actos médicos.
Aproveitamos para apresentar o JRW à sociedade ET em geral e em particular aos que nos estão mais próximos: Marcianos, Neptunenses, Jupiterenses, Venusianos, Saturninos, Plutões e Mercurenses. Recebemos palavras de simpatia e convites vários para visitarmos aqueles planetas. Mostraram-se disponíveis para intercâmbios de férias. Vêm uns para a Terra e cedem as suas residências aos que forem para lá. A ideia foi de imediato aprovada por todos, Estaline disponibilizou-se a vender mobiliário para equipar os espaços.

Grupo de simpáticas ETS, que conhecemos no Lual
As bandas tocaram todo a noite e os ETS ainda dançavam, quando tivemos de preparar o regresso, com muita pena nossa, pois agora é que a coisa começava a dar...





Núbia de Saturno

Irmã Estalina
As mais belas ETS presentes no party, tiveram a amabilidade de nos querer conhecer pessoalmente, oportunidade que como é óbvio, não rejeitamos e de que damos nota na foto acima, em que se vê: Zanzi de Vénus; Váláválá de Júpiter, Tiona de Plutão e Branca de Mercúrio.
Curiosamente Estaline foi brindado com a presença de Núbia de Saturno, que apesentava muitas parecenças  com a irmã Estalina, dos tempos não muito recuados em que aquele se dedicava à vida monástica,
Autorizaram a que gravássemos uma parte do concerto de música espacial, para que pudéssemos mostrar ao mundo, o que de melhor se faz nas galáxias nossas vizinhas.

                                        
Adoraram alguns CDS que Estaline levou para vender, particularmente : Tina Turner num concerto ainda do tempo em que era casada com o Ike; Rita Pavone; Gianni Morandi; Pat Boone, Marino Marini e Adamo. Também gostaram dos Blusões Negros e de Adolfo Luxúria Canibal, que era o mais espacial que Estaline trazia. Os restantes eram um pouco mais antigos e proibimos Estaline de os apresentar, para não degradar o óptimo relacionamento que se estabeleceu.
Esperamos aterrar na Afurada no próximo dia 30.»
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             Arquivos britânicos sobre OVNIS divulgados


Relatos de testemunhas descrevem objectos e situações relacionados com os muito falados «discos voadores»


A SKYNEWS, deu hoje relevo à publicação por parte do governo britânico de um dossier sobre actividade ovni, em Inglaterra, desde 1944 até ao ano 2000.

Uma referência inclui a aparição de OVNIS, que sobrevoam o clube de futebol Chelsea e a residência de um ex-ministro do Interior inglês.



O JULIUS RIMANTE WORLD, como órgão que procura estar sempre na linha da frente informativa em todas as áreas, seguindo o princípio de que a notícia não é o homem morder o cão, mas sim o cão morder o homem, pois com todas as limitações à livre circulação dos canídeos, é praticamente impossível a ocorrência, mas o contrário já é normal, mais uma vez enfrentou várias vicissitudes e mil perigos, para em primeira mão e em rigoroso exclusivo, dar a conhecer aos leitores o tráfego ovni em Portugal nos últimos anos.

Conseguimos este espectacular furo jornalístico, com a colaboração de um ET residente, que a coberto do anonimato, nos revelou os movimentos da classe extraterrestre em Portugal.

Pas, o ET residente, que habita uma aldeia da Beira Alta, que não nos é permitido divulgar, para não criar dificuldades no ente já integrado na comunidade local, que o acolheu como um cidadão estrangeiro, tomou a iniciativa de abordar o JRW, pelo prestígio do jornal, as palavras são de Pas, para esclarecer algumas confusões que continuam a marcar os fenómenos ET e OVNIS. Este artigo é o resultado da conversa tida com Pas.

P-Amigo Pas, o que o levou a fazer esta abordagem?

R-A situação dos ETs no mundo e particularmente em Portugal, têm vindo a sofrer uma menor visibilidade, o que tem dificultado, por um lado a vinda de mais Ovnis e ETs e por outro, a radicação dos que pretendem residir na Terra.

P-Qual a sua origem ?

R-Vim de um planeta a 150 anos luz da terra, chamado KLUAKA.

P-Tem havido muito tráfego de ETs em Portugal ?

R-Não, nós os ETs não temos nada a ver com tráfico.

P-Não …não Pas, tráfego dizia eu….

R-Ah….já compreendo, afirmativo…tem havido grande tráfego de ETs no vosso país. Portugal tem condições particulares para ETs, muito favoráveis, pois dispõe de uma rede de auto-estradas normalmente sem trânsito, que facilitam a aterragem das nossas naves. Por outro lado o aspecto físico de muitos portugueses não difere muito de alguns de nós, o que facilita o anonimato e a integração. Como é um país hospitaleiro, reage muito bem à nossa chegada, pois como temos normalmente mais de 2 mts, de altura, somos de imediato contratados para equipes de basquetebol, sem se interessarem de saber a procedência, dizendo que somos americanos.

P-Está em Portugal há quantos anos ?

R-Cheguei em 1940.

P-Mas então o Pas, já tem pelo menos 70 anos !!

R-Não, tenho bastantes mais, cerca de 145 anos.

P-Incrível!!!o seu aspecto é de 25….

R-A resposta deu Einstein, com a Relatividade….

P-Fantástico, como a Helena Rubinstein consegue esse milagre com os produtos de beleza…..

R-Não é Rubinstein…é Einstein e a teoria da relatividade, o tempo sideral é diferente do outro tempo….

P-Prossigamos, mas então veio com alguma missão ?

R-Estudar o vosso planeta, pois estamos com dificuldades em KLUAKA, no que respeita ao sobreaquecimento.

P-Mas para invadir e tomar a Terra ?

R-Nada disso, somos pacíficos, queríamos conhecer o que faziam para o evitar….

P-O que pensa ?

R-Fazem muito pouco….

P-Mas ficou por cá….

R-Fiquei porque tenho de fazer uma recolha de diversa informação relacionada com modos de vida, interesses e sistemas de governação da sociedade.

P-A que conclusão já chegou ?

R- Sinceramente até para um ET é complexo, pois está tudo misturado: modo de vida, interesses e governação, é tudo a mesma coisa….pensávamos que eram coisas independentes umas das outras, mas não, vocês conseguem conciliar tudo num átomo só….

P-Mas Pas, olhe que isso não é coisa boa…

R-Pode não ser, mas é um processo de grande tecnicidade, que continuamos a estudar, sem o perceber claramente. Dá para entender que a governação é o modo de vida de muitos cidadãos e o centro de interesse de muitos outros. Vocês chamam ao sistema de Democracia, a nós parece-nos mais uma Dementocracia, sem ofensa, é claro. De qualquer modo continuamos a estudar a sociedade de uma maneira geral.

P-Pas, relaciona-se com outros ETs, instalados em Portugal ?

R-Sempre que é possível, temos encontros, mas não imediatos, pois é uma comunidade de cerca de 5.000 ETs, de várias galáxias.

P-Que actividades têm ?

R- Estamos normalmente na área desportiva, alguns de nós são mesmo campeões em várias modalidades. Infelizmente não podem divulgar a sua naturalidade, pelo que representam o V. país, como se portugueses fossem. Também temos vários ETs na saúde, nas Universidades e em grandes empresas ligadas à investigação.

P-Mas então, verifica-se que há muitos ETs em lugares proeminentes ?

R-Há e onde eles estão os resultados são bastante satisfatórios…se lhe dissesse de alguns, ficaria boquiaberto…

P-Realmente…..então concerteza o Ronaldo, o ministro Amado, a Mariza, o Adriano Moreira, o Damásio, o Lobo Antunes…..o Bruno Alves, a João Pires, o bispo do Porto, o Vítor Bento, o Nobre…para dizer só alguns….são ETs….?

R-Ai isso vai ficar sem saber…..

P-Ainda bem, pois caso contrário temos tão poucos, que se soubéssemos que eram ETs, então é que a depressão seria do tamanho de uma galáxia….

R-Pois… também penso assim….

P-O AVATAR veio desmistificar esse conceito de ET invasor, pelo contrário, situa o ET, como a vítima…..

R-É verdade, o ET não é um invasor, é um visitante, que procura conhecer os seus vizinhos, mas que naturalmente se debate com a desconfiança natural de ser um ser diferente e sem a mesma aparência….

P-Não será inveja nossa, pois vocês chegam cá e nós não temos transportes para ir até vós?

R-Para exemplificar, a distância entre nós e vós é como ir do Porto ao Algarve, nós temos tecnologia para esse percurso…vocês já conseguem percorrer uma distância como se fosse do Porto a Espinho….mas estão no caminho certo…com as energias alternativas….

P-Só do Porto a Espinho!!! Mas então isto para chegar ao Algarve vai demorar anos luz…

R-Vai demorar um pouco...mas a eternidade é isso mesmo…

P-Fazendo parte de uma comunidade regional, como convive com a sociedade local ? A sua aparência não é exactamente a de um humano...

R-Como no filme, utilizamos Avatares para facilitar a integração, mas não há dúvida que suscitamos sempre alguma curiosidade e a comunidade após ganhar  confiança conosco, sem desconfiar da nossa origem, põe-nos até apelidos, pelos quais passamos a ser conhecidos.

P-Ah sim ? qual o seu ?

R-Vou ser genérico,  para que não sejam claramente identificáveis as alcunhas que muitos de nós temos: o Branquinho, Cabeça Bicuda, Gigante, ET, Mocho, são algumas delas. Apelam muito ao nosso aspecto físico.

P-A integração vai ao ponto de constituir família com os meus concidadãos ?

R-Claro, porque não ? Há muitos ETMs e ETFs com famílias com terráqueos. Não desconfia, quando vê os chamados sobredotados ?

P-Nunca tinha pensado nisso, mas tem toda a lógica.....então os sobredotados são resultado da ligações dos nossos com os vossos ?

R-Não direi que será total, mas a grande maioria é. Na arte, cultura, desporto, medicina, engenharia e em muitas outras áreas, essa união tem dado bons resultados para a vossa sociedade. Infelizmente não fazem parte das missões, membros especialistas de áreas como a económica e política, pois poderiam também contribuir para o progresso do vosso mundo.

P-É pena ....mesmo muita pena, porque na realidade,  os ETs que se pavoneiam nessas especialidades, particularmente na política, vê-se bem que são Avatares de Ets...portanto não vêm do céu....são de cá de baixo...

R-Não seria elegante da minha parte concordar consigo, mas reconheço que a Terra apresenta algumas debilidades nessas matérias...

P- Pas, você é um ET esplêndido e que nos conhece melhor que nós próprios, ficamos-lhe gratos pela amabilidade da sua entrevista, que naturalmente apaixonará os nossos leitores, até os mais desconfiados. Muito fica por dizer, mas o só facto de ambos estarmos aqui, num encontro imediato de 3º grau, enche-nos de orgulho...acrescido de que levamos ao conhecimento de muitos leitores, que podem ser já dos felizes contemplados com um ET em casa, como marido, esposa, filhos, etc...

R-Obrigado pela oportunidade e simpatia.Endereço os meus cumprimentos aos leitores do JRW.
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....................................                                         JOE PIRARDO



Joe Pirardo é um coleccionador compulsivo. Desde menino que juntava selos, caixas de fósforos ou postais de navios que atracavam na sua ilha. Hoje, o quinto homem mais rico de Portugal , com uma fortuna estimada em 980 milhões de euros .
O JULIUS RIMANTE WORLD entrevista este famoso comendador madeirense, abordando temas da actualidade e cuja opinião nos interessa recolher
.

-Joe, obrigado pela disponibilidade, que opinião tens sobre o episódio Vara ?

- Thanks pelo invitation Zé, o Vara é um good person, temos que, como se diz????? permanente .....inclusive até o momento exacto... no problem...

-?????????????? Como Pirardo? o que queres dizer? !!!!!!!!

- Por outras palavras Zé, o Vara ainda não foi para o quarto chorar...not cry indeed yet, portanto temos de wait, pois o homem humano, tem direito como é evidente, até lá temos de trust....porque quando se trust........como dizer???? confio, eu confio.... eu trust.

- Ò Joe esclarece melhor, pois os n/ leitores não são todos licenciados.....

- Já disse tudo, me can´t say mais nada, ....o sigilo bancário....,forbide.... há obrigação de pagar, porque o homem tem de viver e pay as contas do merceeiro e much more....
o outro guy entrou foi quickly e vai estar à altura.....como digo???? da vida do banco, é a escolha right.

- Olha que trabalhos os meus...., para descodificar esta conversa contigo Joe....mas ok, tu lá sabes.....então depreendo que o Vara....está ultrapassado?

- Certo, Zé, com a situação do Jardim , vai ser outra talk, muito beautiful na justice, porque esse que eu trust, foi um traste.... limpou???????como se diz cleaned????? o money dos accionistas, vai ser o the good e the nice.....os meus layers estão a trabalhar para malhar nesse FDP. O Vara é um problem de sucateiros com o Garden...não....foi um guy que vai ter de devolver o money...

- Joe Pirardo, vou passar à frente, senão ainda sou eu que fico pirado.....então achaste petróleo?

- Zé , achei e do bom, segundo os técnicos é PALHETE SUPER, 12 OCTANAS, na zona de Mafra até à Malveira....

...............
...(imagem exclusiva das Pipas de Palhete 12 Octanas, do off-shore da Malveira)
- Mas explica lá melhor essa coisa......

- Desde há 10 years, que we walk??????????como digo??? andamos a furar no off shore, com um sistema very modern, com um tubamento pró lado e pra baixo, para ser levezinho, se não......BOOOOOOM, exploding.....Zé nós os 3, eu and more 2 guys canadianos, tanto furamos que o Palhete came over até cá cima e já temos 4 barris full. A análise said que é Palhete de 12 octanas, vai give 5.000.000 de pipas ano....i´m very happy, porque os portugueses go be como a Dinamarca.

- Pirardo, se eu entendi alguma coisa dessa salgalhada, o petróleo vai para as bombas breve....é assim?

- Of course, já temos um deal com a Galp, para refinarem o palhete nas adegas da companhia. Vamos à bolsa soon, mal se encham 5 pipas, fazemos uma Sell Public Offer (OPV). O people vai poder enterrar????como digo??? make investment? na company...

- Em que zonas há o tal dito palhete ?

- Desde o Porto, mas bem longe do Dragão, até ao centro do relvado do Estádio da Luz, os técnicos encontraram uma grande reserva de Palhete no estádio do Benfica, there tem um potencial de 3.000.000 de pipas ano. Aliás the CEO das águias já vendeu cerca de 30.000.000, que é a production de 10 years, para reforçar o team....o picheleiro guy canadiano do furamento also said, que na barrinha de Esmoriz, se vai encher many pipas....

- Ó Joe, vou terminar, pois até estou com os olhos em bico, realmente tu a falares, só com tradutor especializado....

- Thanks Zé, I wait que os readers tenham understand tudo, pois a vida dos peoples vai pra frente e eu fico happy, não forget comprar as acções da PALHETES COMPANY CORPORATE., because vai be um good investment.

- See later.

Esta lenga lenga, foi o possível com o Joe Pirardo, mas deu para perceber que há qualquer coisa na costa.....se é Palhete ou água pé, vamos saber brevemente...
entrevista:Zé Nina
imagem: Anne Koeman
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    Bancos portugueses passaram nos testes de stress



Fomos falar com o Presidente da Caixa de Crédito Agrícola de Alvarenga, sobre os testes de stress, que hoje foram tornados públicos.

P- Sr. Presidente, tem fé em que a CCAM de Alvarenga, passou no teste de stress?
R- Eu acho que sim, apesar de ter sido uma semana de muito stress para pôr tudo em ordem, antes que os fiscais do stress chegassem.
P- Mas em que consistiu o teste?
R- Chegou a brigada do stress por volta das 9 horas, constituída por 6 fiscais que se identificaram, fardados, de óculos escuros e que de imediato interrogaram as pessoas que estavam na agência.
P- Interrogaram como?
R- Interrogando…
P- Certo, mas quais as interrogações?
R- Começaram por chamar os empregados da agência um a um e questionaram-nos se andavam stressados…
P- O que responderam os quadros da Caixa?
R- Os quadros não responderam nada, porque só temos 2 e são de pintores pouco conhecidos, foi oferta de 1 lavrador cliente da Caixa, pelo Natal.
P- Refiro-me aos empregados da agência…
R- Ai esses…disseram que não havia stress nenhum, tudo se fazia com muita calma. Temos normalmente 3 clientes por dia, o que é aceitável e são atendidos com muita calma, sem stress. É verdade que por vezes há dias que tem mais movimento e por vezes chegamos aos 5 atendimentos, aí sim, já se sente algum stress, mas como é muito raro, nem se tocou nesse assunto.
P- Mas os fiscais não foram analisar as reservas de caixa e os activos?
R- Que eu tivesse visto, não, mas eles entravam e saíam sem dizer nada, pode ser que fossem ver as reservas, sem que nós percebêssemos, mas as nossas reservas são boas…não temos qualquer receio,
P- A que reservas se refere?
R- Isso não sei, mas aqui a terra é boa, os clientes na sua maioria são lavradores bem instalados, portanto as reservas agrícolas também cumprem.
P- Questionaram sobre os activos da CCAM?
R- Questionaram mas não faltou ninguém, nem está ninguém de baixa. Viram todos os activos, até a empregada de limpeza estava presente. Entregamos a folha da segurança social, para comprovar que os activos eram os que estavam na Caixa. Ficaram satisfeitos, até pela prontidão e organização com que respondemos a todas as questões.
P- Sobre os capitais próprios da caixa, que é uma das rubricas do teste anti-stress, que responderam?
R- Aí até podíamos falar pouco porque há o sigilo bancário, mas como nós não escondemos nada, demos uma relação dos capitais do pessoal da agência, que no total deu cerca de 46.000 euros, sem abater o crédito à habitação do Albano, que é o caixa da Caixa.
P- Então perante uma crise que surja, a Caixa parece apta a responder sem grande stress?
R- É evidente, os nossos cliente não correm riscos. Aqui há muito rigor, apoiamos com o crédito a actividade da lavoura. Se tiverem 10.000 euros a prazo, emprestamos até 50 %, desde que a totalidade fique cativa até pagar a dívida à Caixa.
P- Mas isso é emprestar o dinheiro dos próprios…
R- Pois é….mas o que queria? Que emprestasse o meu….e não se esqueça que está cá guardado, não há risco, temos guarda-nocturno e televisão.
P-A Csixa de Alvarenga está exposta a  dívidas soberanas?
R- A quê?
P-Dívida soberana, ou seja, a dívida pública de Estados...
R- Nem pense nisso. Só emprestamos à lavoura, quando fizeram os estádios para o europeu vimos logo que era um risco grande. Se tivesse sido feito um estádio em Alvarenga é evidente que entrávamos, mas assim nem pensar. Aqui não se investe em futebóis.
Durante a entrevista recebemos a informação que a CCAM passou no teste e demos disso conhecimento ao Presidente.
P- Sr. Presidente a Caixa passou no teste anti-stress…chegou-nos agora a informação do nosso repórter em Bruxelas.
R- Como???? A sério???
P- Sério…
R- Graças a Deus,,,,,Deus seja louvado….Colegas….- (o Presidente a chorar convulsivamente, chama os restantes 4 empregados da agência e dá-lhes a boa nova, em grande gritaria)
-Rapazes PASSAMOS NO TESTE!!!!
-Como ???? passamos no stress? – questiona o caixa, ainda incrédulo.
-Passamos Albano….PASSAMOS ALBANO- grita num choro de alegria, o presidente agarrado ao Albano, que desata também num pranto ainda maior, soluçando…”Bendito S. Onofre….que ouviu as nossas preces…”
Os outros abraçam-se também num choro colectivo, que quem não soubesse, pensaria que a Caixa tinha reprovado no teste do stress.
“oh que graça de S. Benedito”- clama a empregada de limpeza, com a vassoura apontada para o céu.

Eduardo Gomes, que trata do crédito agrícola e que tinha acabado de atender um cliente com um projecto do PRODER de 2002 que aguarda o pagamento do subsídio, ouve a algazarra e todos os camaradas a chorar…
-“não me digam…vamos ser integrados no Ministério da Agricultura?”- dispara como se uma desgraça se abatesse na Agência.
“Eduardinho, nada disso…PASSAMOS NO STRESS”- informa a empregada da limpeza, Clotilde, com olhos grandes e sem 3 dentes da frente, o que provocou o completo embaciamento dos óculos de Eduardo, ao ponto deste pensar que chovia na agência.
“S. Judas Tadeu, louvado seja seu santo nome, grande graça nos concedeste”- de joelhos Eduardo fez as saudações típicas dos islâmicos, com a cabeça e os braços abertos a tocar o chão e de seguida voltado para o céu, em movimentos contínuos.
P- Receou o teste anti-stress, Sr. Presidente?
R- Para ser sincero, andava stressado, aliás a agência que nunca teve stress, andava toda stressada, mas a S. Torcato, não nos abandonou. Alvarenga pode estar orgulhosa da sua Caixa, que é uma Caixa Forte e sem stress. Os clientes podem estar tranquilos, porque vão continuar a ser atendidos com  calma e o dinheiro fica em boas mãos. O Albano  é um caixa dos melhores, ao ponto de lhe cortarmos o abono para falhas, porque nunca houve falhas. O nosso lema vai passar a ser: A Caixa de Alvarenga olha pelo seu interesse, sem nenhum stress.

O JRW por feliz coincidência, foi quem deu a notícia aos empregados da agência e a todos os santos que participaram, da aprovação em Bruxelas, no teste de resistência, dito stress, que considera a CCAM de Alvarenga como uma instituição sólida e apta a responder a crises imprevistas
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A PJ, conforme é referida na notícia que hoje foi escaparate em grande parte dos orgãos de comunicação social, apreendeu cerca de 130 quadros falsos.
O JRW divulga o espólio que não fez parte do listing da PJ, mas que as nossas fontes acreditadas nos fizeram chegar, junto de galeristas e motéis (estes são proprietários de algumas dessas obras de arte, que foram adquiridas como autênticas, mas após peritagens internacionais concluíram que são cópias, algumas ordinárias).
 Alerta-se os coleccionadores de que deverão estar muito atentos e não adquirir os quadros acima identificados, sem uma criteriosa peritagem por parte de especialistas externos, tipo FMI  ou BCE, pois caso contrário serão alvo de burla. Os actuais proprietários tentam por vários meios despachar as obras falsas e reaver o vultuoso  investimento,  passando para os incautos vindouros o resultado de tão ruinoso negócio.
@Lucas Marcel-dep. de arte do  JRW.



                          Red Bull cancela corrida no Porto e Gaia


                                                               
                                                                     (música e letra de Zé Cabra)


Red Bull Air Race, cuja realização estava prevista para o rio Douro, em Setembro, não vai, afinal, realizar-se. O anúncio foi feito, esta manhã, pela Câmara de Gaia, em comunicado, adiantando que o cancelamento daquela que seria a 4ª edição da prova em Portugal se deve “a motivos de natureza económico-financeira relacionados com a crise internacional.

O JRW foi a VN GAIA e falamos com o Presidente Filipe Minezas sobre o infausto acontecimento, que é a anulação do Red Bull Air Race que se realizaria em Setembro.
P- Dr. Minezas, então não há disponibilidade financeira para o evento?
R- Nada disso, dinheiro para quê? se o festival dá o lucro, que a gente sabe....as razões são outras...
P- Quais?
R- É o Rio que não corre....
P- O rio Douro?
R- Se fosse....o que não corre não é douro...é de folheta...e da fraca.....para aquele pechibeque das corriditas de D. Elviras na Boavista, "o curso de água", arranja tudo...para voar....não tem brevet....só nos aviões da feira popular...
P-Está muito metafórico Dr. Minezas, nem é seu costume....normalmente é directo...
R- Pronto lá vai. O "riachozito contabilista" nunca viu com bons olhos, aquela coisa de Gaia voar e o Porto na Boavista a ver as arrastadeiras e vai daí, não autoriza que o espaço aéreo da zona entre a Foz e a Ribeira possa ser utilizado, a não ser por aeronaves comerciais, durante o Verão.
P- Então foi o seu correlegionário que impediu o Air Race?
R- Correlegionário???? É mas um legionário....isso sim, um autêntico legionário das galés.
P- E não conseguiu contornar o percurso?
R- Tentamos fazer da Afurada até Valadares, mas é preciso pontes...ainda estivemos a pensar fazer 2 pontes pênsil, mas os Irmãos Cavaco, disseram que não havia tempo, pois tinham de ser construídas entre  Valadares e Casablanca....uma ainda conseguiam...2 é impossível...
P- Mas ele invoca estrangulamentos financeiros....
R- Não me fale em estrangulamentos, quem estrangulava...sei eu a quem...
P- Então isto é uma guerra Porto-Gaia...
R- Guerra???? Não fosse o FC Porto treinar cá e a esta hora já tínhamos dado ordens ao quartel da Serra do Pilar para se preparar...assim para já, fica por aqui...mas a vingança serve-se a frio...

Foram estas as palavras de Minezas, sobre as malas à porta do Red Bull Air Race.
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O JRW, ouviu Vader que tem tido uma perda de rendimento, que o penaliza na classificação, aproveitada por Maratona, que o ultrapassou.
JRW-Vader vc. anda desmoralizado, o seu jogo está abaixo das suas reais possibilidade, qual a razão ?
VADER- Hum.......não acho isso, tenho jogado bem, mas para apressada pergunta, vagarosa resposta...
JRW-Então ?
VADER-A ganhar se perde e a perder se ganha e olha que a vaidade é o espelho dos tolos.
JRW-É uma crítica aos outros jogadores?
VADER-Nada disso, mas a valentia com os fracos, só cobardia revela...
JRW-Essa linguagem é muito proverbial....
VADER-Olha, eu antes quero asno que me leve, que cavalo que me derrube. Não é por nada, mas as aparências iludem e não esqueças que até ao lavar dos cestos ainda é vindima...
JRW-Vader vc. então, pelo que depreendo, não está muito preocupado ?
VADER-É evidente, pois que aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro e o apressado come cru . Não se pode esquecer também que cão de raça não usa coleira.
JRW-O que pensa das permanentes questiúnculas entre os consagrados ?
VADER- Amigo, casa que não é ralhada, não é bem governada, mas depois da tempestade vem a bonança e é evidente que contra factos não há argumentos, ainda que continue a dizer que contra a força, não há resistência.
JRW- ??????
VADER-É o que digo, Deus dá as nozes, a quem não tem dentes e isso é muito evidente nos consagrados, falam muito, mas de boas intenções, está o Inferno cheio.
JRW-Os novos jogadores têm tido uma performance curiosa, acha que podem discutir os melhores lugares ?
VADER-Na minha opinião, são entradas de leão, saídas de sendeiro, pois é mais fácil prometer que dar, mas todos sabemos que filho de burro não pode ser cavalo. Eu nesta matéria acho que galo cantador é pouco galador e nos novos também há muito disto.
JRW-Nesta série, ainda pensa que pode haver grandes alterações ?, Caçador parece o mais capaz de vencer.
VADER-Não sei, pode haver surpresas, galinha cantadeira é pouco poedeira e grandes discursos não provam grande sabedoria. Caçador apesar de ser bom jogador e ladrão que rouba a ladrão ter cem anos de perdão, pode ter precalços, por isso mais vale prudência que ciência. Sabes que muitas vezes se perde por preguiça o que se ganha por justiça.
JRW-Vader já entendemos que está muito retórico, ficará para próxima oportunidade uma opinião menos elaborada...
VADER-Concordo, até porque não há guerra de mais aparato do que muitas mãos no mesmo prato. Eu penso sempre que NEM TUDO O QUE ABANA CAI
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O JULIUS RIMANTE WORLD, na eterna missão que nos liga à comunidade planetária e na prossecução do nosso lema " SE HÁ NOTÍCIA......NÃO ESTAMOS LÁ.......MAS HAVEMOS DE CHEGAR",
apresenta um conjunto de imagens, que falam por si, do espectacular concerto de KIDO'S BIGFATHER realizado no DOMINION THEATRE em Londres, que arrebatou a assistência que havia esgotado as entradas desde 1999. A imprensa internacional refere também encomiasticamente a sensacional apresentação de KIDO, que não dava concertos em público desde 1988, quando com Frei Hermano da Câmara, deslumbrou a plateia do Constantino Nery em Matosinhos.
BIGFATHER, interpretou uma série de trechos do seu reportório tradicional, que foi da Rumba ao Chá-chá-cha´, que levou os fans a perder a compostura, com peças de lingerie íntimas masculinas e femininas a ser arremessadas para o palco. Considerando  a faixa etária da assistência,  a maior  parte eram ceroulas, cuecas de cano, combinações rendilhadas, cintas e outros acessórios de


ocultação. O momento alto do concerto, preparado ao pormenor por uma equipe norte-americana especializada, que operava com Frank Sinatra, quando este não sabia já, se o stranger estava in the day ou in da night, foi quando BIGFATHER irrompe pela plateia em delírio, mal ouve os primeiros acordes de "receba as flores que eu lhe dei......" do saudoso Nelson Ned. O climax foi de tal envergadura, que  as fans
 em uníssono quase abafavam a voz tenorizada de BIGFATHER. As lágrimas corriam pela face deles e delas, - diziam os menos familiarizados com estas emotivas explosões colectivas , que choravam o dinheiro gasto com os bilhetes-.
A TIME salienta a grande qualidade do trabalho de KIDO BIGFATHER, que em momento algum omitiu a letra das cançóes.
Também o WASHINGTON POST, elogia o magnífico conserto de BIGFATHER, particularmente no microfone, que estava avariado desde o início do espectáculo.
O verdadeiro show de BIGFATHER foi na 2ª parte do espectáculo, em que interpretou as modas que compõem o seu disco: NA RUA COM O BY THE WAY, que irrompe por novas sonoridades a fazer lembrar Zé Cabra, mas com recurso à Metálica, através de utilização de várias ferramentas, que vão desde o macaco, martelo, panelas, muitos funis, etc. A assistência numa primeira imagem, ficou petrificada, perante o arsenal de BIGFATHER e da banda OS MEDONHOS, que sempre o acompanham nos concertos e


gravações, exceptuando-se como é óbvio, os já falecidos, mas que foram muito bem substituidos por uma nova vaga de músicos, também eles como os outros, completamente desconhecedores do que é uma partitura, mas tocando de ouvido com grande mestria. Os MEDONHOS acasalaram com BIGFATHER numa simbiose perfeita, superiormente evidenciada no trecho "LA LA LA.....GO TO... LA LA LA.....", uma homenagem curiosa ao CSI LA, conforme nos confidenciou BIGFATHER, que entendeu desta forma prestigiar todas as polícias técnicas do mundo, entre as quais a GNR e a GUARDA FISCAL.
Este retorno de BIGFATHER ao contacto com o grande público, num concerto em que demonstrou que o artista está no pleno uso das suas faculdades, contrariando vozes discordantes, que o consideravam com a carreira terminada. Pequenos detalhes como a existência de teleponto, tipo karaoke, em nada beliscam a grande categoria de todas as interpretações de KIDO BIGFATHER. Desde "povo que lavas no rio", até "na cama com ela", passando por  "hey ju" e algumas músicas românticas dos MÃOMORTA e Luxúria Canibal.
O novo trabalho de BIGFATHER é aguardado com grande expectativa e o concerto de Londres denuncia que trilha novos caminhos, que o poderão levar novamente a SINGEVERGA.....e aos famosos duetos com HERMANO........

do enviado especial
Bobby Macgiver
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                                                 REGRESSO DOS HERÓIS????

Esta a notícia do JRW, datada de 24/08/2010:
“A nave Pamplona iniciou o seu regresso à Terra, conforme o quadro operacional estabelecido. Lembramos os que não estão familiarizados com o tema, que após  os estudos de astrofísicos reputados concluírem que o futuro da Humanidade passa por viver no espaço, o JULIUS RIMANTE WORLD enviou uma missão no sentido de explorar a Lua e promover a implantação da 1ª imobiliária lunar.

Pamplona
Os 3 astronautas concluíram a missão e aguarda-se a sua aterrissagem no oceano Atlântico, na zona da Afurada, o que se prevê para o dia 30 de Agosto.”

Maratona
Atónito é o clima que se vive na redacção do JRW, depois do telex de Maratona, que a seguir se transcreve.
A apoteótica recepção preparada na Afurada, em que se previa a arriagem, pois a aterragem seria no rio e não no mar, vai sofrer um revés, que decepcionará a imensa  multidão que pretendia homenagear os astronautas.

Maratona emitiu o seguinte telex:

                                                                                           TELEX


meteorito
«A nave entrou num descontrolo que ninguém consegue acudir. O Pensionista só consegue conduzir se for em terreno aberto. Como começou a surgir o lixo espacial, com meteoritos e outras porcarias,  apanhamos milhares de balões de S. João ainda activos e as manobras para desviar a rota são terríveis e o Estaline está de cama há 3 dias com enjoos e vómitos permanentes; superiores e inferiores.... e não ajuda em nada, sou só eu a gritar para o pseudo-piloto, olha aqui, olha ali, olha acolá e tem de ser numa berraria,  porque o tipo é mouco e tem de ser pró lado esquerdo, porque se falo prá direita, ó meu irmão, zero....mas zero mesmo....uma das vezes com o solavanco, fiquei à direita do gajo, eu gritava "....OLHA O BALÃO....." que vinha mesmo direito a nós, qual meteorito incandescente, e o gajo a chamar por mim virado prá esquerda....”MARATONAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!, OLHA-ME ESSE BALÃO....PUXA O TRAVÃO DE MÃO...”, lá consegui, a Pamplona fez um pião de tal natureza , que o Estaline que na altura estava pela 45º vez na casa de banho, saiu disparado coberto  de fezes até ao pescoço.  Atónito e meio desfalecido  só dizia”....morri, sim estou morto, mas nunca julguei que morria na merda...devo ter vindo para o inferno....afinal o inferno é de merda e eu a pensar que era de fogo....eu mereço, quem passou a vida a fazer merda, morre na merda...” «- Calma, calma.....não morreste nada.....»- disse-lhe eu para o sossegar, ao mesmo tempo que também eu  desfalecia com o cheiro que tresandava na Pamplona....” ...tás vivo e és um poço de merda viva...

Fortaleza
É este o panorama deste final de viagem. O Pensionista conseguiu com algumas guinadas, puxar a nave para a rota e dá para perceber que vamos amarar em Fortaleza, no Ceará....

Mucuripe
Se for na Praia do Futuro, tudo bem, mas na Meireles também serve, o que preocupa é se o Pensionista não acerta e vamos parar ao Pirata ou ao Mucuripe...
A nave está a rodar a 45 rotações em vez de 33, o Pensionista não consegue passar esta porra para tipo LP e lá vamos nós em single, isto põe-nos completamente de cabeça à roda.....olhos esbugalhados e  fora de órbita....o Estaline anda de braços no ar, até parece que está a dançar o vira....tanta volta o gajo dá...

Pirata de Fortaleza

Mucuripe provável amaragem
A gasolina com estas vicissitudes todas já está na reserva, a luz amarela já vem acesa à muitos Kiloquilómetros, mas como é a descer o Pensionista desliga o motor para poupar...mas quando engata a 5ª, para reduzir, ó rapazes é cada solavanco que obrigou o Estaline a algemar-se à cama...para não voltar prá Lua..
É neste clima épico que vamos ver se amaramos, porque amarados já estamos nós...se sucumbirmos, fica este exemplo de coragem, digno dos nossos antepassados, como :o  Infante D. Henrique, o Vasco da Gama, o Pedro Alvares Cabral, o Eusébio e o Mourinho, que deram novos mundos ao mundo, o Estaline não veio para dar nada, ele queria vender tudo, mas pronto, não deixa de ser um "altruísta"...

Armas da cidade

Et rezando pelo regresso
O Pensionista envia uma mensagem de fé e optimismo: “ quem tomar conta do meu cão, pode ficar com o carro, só faltam 48 prestações e  pagar o seguro”
Esperemos que seja até breve.»
É neste quadro de ansiedade que vamos acompanhar o atribulado regresso da Pamplona. Aos nossos leitores agradecemos as palavras de encorajamento e a disponibilidade para ficarem com o cão de Pensionista. Ratificamos a sua última vontade, o carro é para quem cuidar do animal. 
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                                                     MARATONA


Desde que Maratona enveredou pelo profissionalismo, tem tido um percurso ascendente e que lhe augura um desempenho bastante promissor no Paris Open . O JRW auscultou a sua opinião, para avaliar a percepção do jogador, perante este desafio que hoje se iniciou.


                                  
                                                    Maratona a caminho do Louvre
JRW-Maratona qual o seu estado de espírito depois da 1ª jornada do sensacional Paris Open ?


Maratona-Estou muito feliz por estar na cidade luz; Montparnasse, os Champs-Élysées (arquitectado por Le Nôtre), o Arco do Triunfo, edificado para comemorar as vitórias de Bonaparte, l’Opera, La Defense, etc. desde muito jovem me apaixonam. Passear no Sena, as esplanadas…a música de Piaf…oh Paris... uma cidade cheia de charme…


JRW-E sobre o match de ontem…


Maratona-O Paris Match, o Le Figaro, o Le Monde, o L´Humanité, são jornais de grande civilidade..A França é a capital cultural da Europa e talvez do mundo….estar em Paris engrandece o espírito, é como se les uns et les autres, estivessem em harmonia, sem o frisson de outras cidades, tem um encantamento peculiar, até o cinzento do céu, nos dá uma melancolia agradável, sem a sensação de nostalgia…


JRW-Vemos que é um admirador da cidade. Mas sobre a jornada o que nos diz ?


Maratona-Uma jornada nesta cidade é um desafio, pela versatilidade da oferta e pela ansiedade de querer chegar a tudo e  todos, Versailles…oh Versailles, recordar Maria Antonieta, o fim da
 monarquia, a guilhotina, a implantação da República francesa, a Marselhesa que é um hino com uma força agregadora sem igual. A revolução francesa é a grande introdutora da Idade Contemporânea e a impulsionadora da modernidade que foi operada no mundo nos sec. XIX e XX. A Democracia, os Direitos Humanos e o reconhecimento da cidadania na sua plenitude, ficam muito a dever-se aos acontecimentos ocorridos entre Maio de 1789 e Novembro de 1799. A influência do Iluminismo e da Independência dos EUA, foram determinantes numa das maiores revoluções da humanidade...


JRW-Maratona, constatamos um grande conhecimento e admiração pela cultura gaulesa, mas o que nos traz cá, é o PARIS OPEN. Ocupa o 3º lugar ao fim da 1ª jornada, mantém expectativas para a vitória final ?


Maratona- A vitória final leva-nos o pensamento para Napoleão Bonaparte, um general considerado o maior cabo de guerra de todos os tempos, quiçá Aníbal Barca e Alexandre Magno possam ser a sua guarda de honra. Apesar de nós portugueses, não nutrirmos grande simpatia pelo Imperador,  «as invasões napoleónicas com as suas facetas agressivas»,  para isso contribuíram, particularmente o desastre da ponte das barcas na Ribeira do Porto, que aproveito
para recordar e fazer um momento de recolhimento….

JRW-?????????
Maratona- …obrigado por ter aguardado estes 15 minutos de recolhimento, mas impunha-se à minha consciência….dizia eu, que apesar dos portugueses não nutrirem simpatia pelo Imperador corso, não invalida a nossa admiração pela envergadura, não física, pois como sabemos, Napoleão era de estatura baixa, mas pela postura e capacidade de comando de homens, que fez da França a maior potência planetária da época. Já no século XX a envergadura do general D´ Gaullle, que prestou serviços inestimáveis à liberdade na Europa e no mundo, no combate ao nazismo, é uma personalidade “remarcable” que prestigia a identidade do povo francês.



JRW-E sobre o bilhar!!!!!!!..O BILHAR!!?
Maratona- Fez bem em perguntar, Sabe que o bilhar foi um jogo introduzido pelos franceses no sec. XVII exactamente em Paris e no Palais de Versailles ? …Pois não sabia , mas foi exactamente aqui, que esse maravilhoso jogo, que nos trouxe até cá, foi dado a conhecer ao mundo. Estou enchanté pela oportunidade de poder jogar perante os parisienses e lutar pela vitória no PARIS OPEN. Au revoir, vou visitar o Louvre.
JRW-!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Alfena
Eram oito e meia da manhã de um sábado cheio de sol quando um objecto de forma esférica, com o que parecia ser cinco patas, foi avistado por um grupo de rapazes, em Alfena.

betoneira
Outras pessoas, em locais diferentes, também se aperceberam quando estavam na rua, no quintal ou a trabalhar, como operários da construção civil nas obras de um armazém. David Silva, guarda de campo do Atlético Clube Alfenense, estava dentro de uma pequena casa num extremo do campo quando um vizinho, artesão, que costumava ajudar lhe bateu à porta e apontou o céu. Tinha 34 anos e passava o tempo livre que tinha e o que não tinha a tratar de assuntos do clube. Como muitos outros, teve medo do que viu a pairar sobre o campo de futebol.

balão
“Não era um helicóptero nem nada parecido tão pouco. Fiquei perplexo a olhar para aquilo, pensei que estava a preparar terreno para pousar em algum lado”, conta, agora, ao JN.

tartaruga
Nessa altura, a esfera voadora pairava mais ou menos a metade da altura de um poste de alta tensão. Rapazes começaram a atirar-lhe pedras. E a “coisa” moveu-se e deslocou-se rapidamente “na direcção de Paços de Ferreira”, descreveu David Silva. Mário Neves, professor do ensino secundário e investigador que colabora no CTEC, foi a Alfena no domingo seguinte e passou um ano a documentar a visão, recolhendo e filmando testemunhos. “Para mim, o relato mais interessante foi o que descrevia uma tartaruga com pernas, feito por uma senhora de idade”, recordou. 
David Silva chegou a ver um anel com uma espécie de janelas, houve quem visse sombras. Perguntas feitas ao Instituto de Meteorologia e entidades militares derem em nada : não era sonda de sua pertença.
O consultor da NASA. Richard Haines, foi um dos especialistas estrangeiros que analisaram as fotos do OVNI. Até hoje, ninguém sabe o que sobrevoou Alfena.
 Esta notícia que é relatada no JN e que é um mistério com cerca de 20 anos, suscitou todo o interesse do JRW, que através do seu departamento de Ovnilogia e Correlativos, investigou a ocorrência e está em condições de informar categoricamente que não se tratou de extraterrestres.
P. Pisco e M. Ferreira, dois cidadãos do distrito que só se propuseram a prestar declarações, escudando-se no anonimato, recusando imagens e gravações de voz,  relataram para o JRW o que se passou naquela manhã de sábado.
P- Descreva então o que se passou naquela manhã...

Nave espacial a ser preparada
MF- Fácil, mas tomou tamanha proporção, que se disséssemos a verdade linchavam-nos. Eu e o Pisco mandamos serrar uma pipa grande e pusemos-lhe 4 pernas de uma cama velha. Naquele sábado jogava o Alfenense e tínhamos combinado  ver o jogo com um amigo, um tal Liminha. Era e é normal fazermos partidas ao cidadão.
P- Partidas?
MF- Sim, maroteiras...
PP- Sim, não sabe o que é? Malandragens...coisas que o gajo nem sabe como acontecem...
P- Claro, já entendemos....e então...
MF- Então o Felício de Entre-os-Rios montou um motor de avião de feira popular na pipa, comandado à distância. A pipa,  pipa não...meia pipa, porque foi serrada...voava a uma velocidade que impressionava, enquanto as pilhas do comando se aguentavam, porque depois perdia força...
P- Mas qual foi o objectivo da brincadeira?
PP- Meter um susto ao Liminha que até  ia ficar gago...
P- E meteram?
MF- Não, porque fomos de manhã para fazer o teste ao sistema e rapazes aquilo é que foi um teste...
P- Clarifique...

Liminha de costas
PP- Fomos cedo para controlar a coisa, levamos a pipa, gasolina e até um farnel. Eram 8 horas, mal pusemos a pipa a voar,  no arranque desapareceu de vista e ouvimos o povo todo a gritar...”OLHA OS ETS....OLHA OS ETS...” Com a confusão a gente não acertava no comando, aquilo ia para trás e pra frente,  corria o campo de uma ponta à outra...o comando tinha 3 manetes, 1 prá frente, outra pra andar de lado e uma de marcha atrás.
MF- às páginas tantas uns catraios atiraram umas pedras, deve ter acertado no mecanismo, que a pipa só parou em Paços de Ferreira, segundo se ouviu dizer, mas nunca a encontramos...
P- Mas porque não disseram logo do que se tratava?
PP- Você tá louco homem. O povo convenceu-se que era uma nave de Ets, que se desmentíssemos, metiam-nas na pipa e só parávamos em Paços. Aquilo ficou perigoso. Nunca falamos disso e mesmo agora ainda é problemático.
P- Problemático, porquê?

A nave(1/2 pipa) fotografada
MF- Alfena andou nas bocas do mundo, até veio um estrangeiro que se dizia ser da Nasa, mas afinal era da nassa, porque só bebia enquanto cá esteve.  Desmentir aquilo tudo era uma desilusão...
P- Procuraram a pipa que se extraviou?
PP- Claro, fizemos tudo para a encontrar, até de noite com a ajuda do Liminha, que ficou a saber o que lhe tínhamos preparado, ele até dizia que foi castigo por lhe querermos fazer a partida. Se encontrássemos a pipa era para a destruir...
P- Destruir?
MF- Claro, para não ficar vestígios e assim pensava-se sempre que era de Ets. O nosso medo era que fosse encontrada por gente que denunciasse a tramóia...
P- Porque resolveram falar agora?

namorada de Liminha
MF- Peso na consciência e porque estes tipo de Alfena têm a mania de que são importantes, que até os ETS escolheram a parvónia. Se soubéssemos o que sabemos hoje, tinha sido no campo do Entre-os- Rios, dava publicidade e era bom pró negócio.
P- Então vocês não acreditam em ETS?
PP- Acreditamos sim senhor e de que maneira, até há uma moça daqui da beira que tem um filho que ninguém sabe de quem é, já tantos foram os acusados e depois negados, que agora sabe-se que o pai é um ET...não se sabe é de que planeta...
MF- O Liminha não acredita, mas já lhe dissemos que está enganado, basta ver a namorada nova que ele tem. 
@Reportagem de Toni Roma para o JRW
Tecnologia:  SnapIt Screen Capture de Digeus Inc. is a software company headquartered in Albany, New York
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              O ORÇAMENTO....


JRW-Está ?.....Dr. Teixeira dos Tantos... ?
TT-Sim......alô? ...Quem fala ?
JRW- É o RIMANTES.
TT- Ah.....és tu Zé…..apanhaste-me aqui na Churrasqueira de S. Mamede.....qual é o assunto ?JRW- Desculpe Sr. Ministro, é sobre o orçamento....
TT- Ó pá nem me fales disso, já mete nojo....fala com este, fala com aquele, tira aqui, põe acolá...o Zé Só, deixou só, ...mas foi a mim....a partir de uma certa altura, eu disse prá minha mulher...chega...não trato de mais nada...sabes quem fez o Orçamento? sabes ?...
JRW-Não faço a mínima ideia, mas não foi o Sr. ?
TT-Não fui não senhor....foi a minha mulher com a ajuda da Isaura, a empregada. Ela estava a ficar tão preocupada com a minha saúde, que pegou na obra e olha... os gajos gostaram......
JRW-Mas então o orçamento de 2010, é um orçamento doméstico...?
TT-Chama-lhe o que quiseres, mas foi assim....tirou pontes, meteu viadutos, tirou TGVS, meteu 1 comboio pequeno, o aeroporto; pôs mais pequeno o que já existe, tirou hospitais, meteu postos de 1os. socorros, as estradas, disse que já havia muitas, riscou tudo. Elas fizeram tamanha salgadalhada, que aindo ando a estudar aquela merda toda, para responder aos gajos na Assembleia. Ela e a Isaura vão estar no debate, como acessoras, se for preciso algum esclarecimento....mandam-me daqueles papéizinhos....como mandam para o Zé Só....
JRW-Mas parece que as coisas chegaram a bom Porto....
TT-Não....eu mandei tudo para Lisboa....
JRW-Quero dizer, chegaram a acordo....
TT-Eu mandei a minha mulher falar com as mulheres deles, no caso do TORTAS, disse-lhe para não falar com ninguém, é melhor.....e que se entendesse com a NELINHA....e pelos vistos lá se entenderam, as mulheres no governo da casa, lêem pela mesma cartilha....eu nem me meti....a Isaura telefonou-me a dizer “ xenhor doutor....já temos a aprovaxão do tal....como xe diz...? o xemento ..será?...” ORÇAMENTO....mulher....ORÇAMENTO....-ó que nós chegamos, Zé, a minha sopeira a dar-me a notícia da aprovação do orçamento....
JRW- Mas aprovou.....é o que interessa....
TT- Agora é que te enganaste Zé, eu disse ao Só, “sou muito seu amigo, mas para mim chega, vou-me embora, aprovem ou não aprovem, já sabe que tem de arranjar outro...” -que meta o Vitinho, que o castigue de ter andado a dormir este tempo todo, ele vem pra aqui e eu vou pra lá.
JRW-Fala-se de congelamentos....
TT-Congelamentos???? ó pá, por aquilo que a minha mulher e a Isaura me disseram, vai parecer a Sibéria....- 40 º graus....eu nem quis ver em pormenor....mas pelo que ouvi à sucapa, enquanto elas estavam na sala a cozinhá-lo, até o Só vai ter de recorrer ao rendimento mínimo....
JRW-Obg. sr. Ministro era sobre isto, desculpe a interrupção do almoço.
TT-Ok Zé, és sempre o primeiro a saber das coisas....és bom homem e da minha terra. Abraço, vou acabar as minhas costelinhas.....porque o debate vai ser de partir as costelas todas...

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FLASH INTERVEW

-GUEST-




O JRW no fim da sessão, entrevistou Guest, que estava desolado por ter sido arredado do 1º posto por Caçador, após uma sessão longe das 1ªas desta série e que lhe permitiu a liderança em toda a 1ª volta.

JRW- Qual o seu estado de espírito ?

GUEST- Como queres que esteja ? Estou triste, esperava ter dado a volta na sessão de hoje, mas o perigoso é que me deu a volta....

JRW-Foi uma 1ª volta prometedora....

GUEST: Pois foi, mas eu sabia que ia ser difícil, o sistema está feito para quem berra mais, eu sou por temperamento mais recatado, eles berram, gritam, insultam-se, já ouvi dizer que até já chegaram a vias de facto....não vi, mas ouvi, ora se reparar quem vai na frente.... ou é o dono da casa....ou um daqueles que mais gritam. A concentração é muito difícil, já que quando lhes convém, põem a TV com gajas ou  telenovelas e o pior, para adormecer os adversários.... é o Prós e Contras...

JRW-Mas pode protestar....

GUEST-Como ??? Você julga que sou doido, protestar para quê? Ainda me agrediam e eram tipos para me porem nu, à porta. É uma malta que de desportista só tem o taco e não é pró bilhar!!!!é para ver se acertam com ele em alguém.....Sinceramente eu já tive vontade de ir para o golf, sempre tem outro nível e convivências, mas a minha mulher insiste em que eu tenho de me habituar a conviver com a surrelfa, para não estranhar o mundo.....


JRW-Acha que ainda pode chegar ao topo?

GUEST: A esperança é a última a morrer, mas que está muito complicado, é um facto, se reparar ganha sempre um do sistema, um outsider é muito mal visto, chamam-lhe os consagrados, mas eu acho que são mas é uns malcriados.
Muito obrigado pela atenção, mas vá-se embora antes que o vejam a fazer a entrevista. São capazes de tudo, só eles querem a audiência, vá-se embora amigo e esconda a câmara, a sua sorte é que estão entretidos a dividir a massa que raparam aos pobres, se não já havia problema. É como está o mundo, uma ditadura de consagrados.

Foi este o depoimento de Guest, também ele sente-se vítima das mordaças e de poderes que no caso concreto, não são ocultos, mas são autênticos. O JRW, pauta a sua linha pelo combate aos poderes instalados...saímos com a câmara na mão e bem alta para que todos pudessem ver o nosso trabalho. Os olhares dos consagrados pareciam setas com veneno, invejando a audiência que teve Guest, mas a liberdade falou mais alto e saímos do Mindelo´s Stadium, como entramos.....a pé, mas sem medos no cumprimento do dever.

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                                     KIDO INTERPRETA (o menino loiro)
Kido Bigfather acompanhado pelos Medonhos, interpreta esta magnífica peça de José Afonso "O MEU MENINO É LOIRO". A canção que não nos foi permitida a transmissão integral, dado o teor da letra, é dedicada por KIDO, a alguém que lhe merece "muita estima."
Atendendo às limitações, aconselhamos os leitores a ligarem as colunas e usarem o autoreverse. Este momento intimista de KIDO, foi recolhido no âmbito do concerto "NA RUA COM O BY DE WAY", que se realizou em Alpendurada.
Kido ordenou que se apagassem as luzes do palco, enquanto cantava com grande sentimento "o meu menino é loiro".
Temos algumas imagens exclusivas desses momentos inolvidáveis, obtidas enquanto KIDO e os MEDONHOS, lançavam os acordes e devastavam a plateia Alpendurense, na sua maioria constituída por desempregadas de longa duração, vítimas da crise que se instalou na região e não só.
            (Nani Bitaites assistiu ao concerto e comoveu-se com o menino)
Momentos lancinantes e espectaculares em que KIDO gritava para a assistência para o apoiarem e o deixarem a ele e ao menino loiro, viverem as suas vidas. "KIDO...KIDO...KIDO" gritava a mole completamente rendida a BIGFATHER- " VAI VIVER A TUA VIDA COM O MENINO, SE TANTOS VÃO....TAMBÉM TENS  DIREITO.....VAI KIDO....VAI...COM O MENINO LOURO...IDE E SENDE FELIZES...", estas palavras proferidas com muitas lágrimas e pungência, foram escutadas pelo artista, também ele extremamente comovido.




KIDO arrebatado, de mão no bolso para tomar o lenço, irrompe num pranto, sob os olhares dos Medonhos, atentos a grandes movimentações na assistência, que se preparava para invadir o palco e consolar o cantor.



O concerto de Alpendurada ultrapassou todas as expectativas. KIDO prendeu durante cerca de 2 horas todos aqueles que encheram o coreto da igreja matriz.
Na estrofe final, KIDO compromete-se com o público presente a levar o MENINO LOIRO ao céu, mas apenas enquanto for pequenino. O público mais uma vez rendido ao criador de "NA RUA COM O BY DE WAY", acredita na promessa e incentiva-o a encetar a viagem com o MENINO enquanto é pequenino...
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       4ª SESSÃO DA LIGA NACIONAL


    A NOITE MÁGICA DE DAVID ESTALINE

A  4ª Jornada da Liga foi simplesmente sensacional. DAVID ESTALINE como que por magia, irradiou classe no MINDELO´S STADIUM. Venceu 3 dos 7 jogos, foi o melhor marcador: 25 bolas e  foi o menos faltoso (5), o que lhe conferiu na sessão 13 pontos, passando para o 3º lugar da classificação, pulando 5 lugares. Se acrescentarmos a tudo isto,  que na semana anterior não conseguira meter qualquer bola, mais é de justificar todos os encómios a sua exibição, que foi uma  viagem das trevas ao paraíso.

O King da fascinante 4ª sessão
Venceu o 2º jogo na final com KIDO, o 3º vs. MARATONA e o 5º vs. PENSIONISTA. Todos eles com merecimento e demonstrando uma técnica apurada.
Outro jogador em grande estilo foi MARATONA, que apesar de não ter vencido nenhum jogo, por manifesta infelicidade- no 1º jogo particularmente-  esteve muito bem nos 5 jogos iniciais, quebrando no 6º e 7º, por algum desânimo. Meteu 23 bolas que foi o 2º melhor registo da noite. Conseguiu inclusive o melhor score: 8 bolas metidas no 1º jogo, que perdeu para VADER.

Maratona esteve bem, mas não venceu
KIDO venceu novamente 2 jogos, o 4º vs. PENSIONISTA e o 7º vs. CAÇADOR. Não fora os bónus de PENSIONISTA, pela vitória nas sessões de Setembro e KIDO seria o líder. Tem 6 vitórias e 74 bolas marcadas, o que lhe dá a melhor performance da prova. No entanto regras são regras e as que foram estabelecidas dão à prova uma emoção redobrada. Os maiores beneficiários dos bónus até ao momento são: PENSIONISTA: 6.3 pontos; ESTALINE: 7 pontos; GUEST: 3 pontos ; CAÇADOR: 3 pontos . Os mais penalizados: VADER: -2 pontos e MARATONA: - 2.7 PONTOS. PENSIONISTA esteve melhor que na última sessão, mas continua aquém das jornadas de Setembro. Ganhou o 6º jogo vs. CAÇADOR, mas também está sem grande fluidez de tacada.

Vader venceu o 1º jogo.
VADER apesar de não ter estado brilhante, venceu o 1º jogo vs. MARATONA, aproveitando muito bem a ineficácia do adversário nas bolas derradeiras.
CAÇADOR no seu percurso irreconhecível, foi o único que não venceu qualquer partida da 4ª sessão. Teve mais uma noite desinspirada, apesar de ter estado em 2 finais, vs. PENSIONISTA e KIDO, em que perdeu ambas. Ainda não encontrou o seu ritmo, o que tem prejudicado a afirmação da sua tacada que era sem dúvida a mais evoluída de todos os que actuam no pano verde do MINDELO.
No final da apreciação da jornada, apresentamos uma incidência que poderá trazer alguma luz sobre a pouca produtividade de CAÇADOR.
O quadro da jornada e a respectiva classificação geral é seguinte:



























                                                          
A LIGA NACIONAL não é apenas um palco de alegrias e vitórias, há também momentos em que o desespero, quiçá dramatismo, se apossa dos jogadores, tal a pressão a que são submetidos na tentativa de vencer.

O taco amigo inseparável...
Ontem assistimos a um momento de grande intensidade dramática. CAÇADOR em dado momento da 5ª partida, sentiu-se atraiçoado pelo seu taco. À algumas jornadas que o taco não respondia com a eficácia a que ele estava habituado.  Bolas a que CAÇADOR com grande facilidade enfiava no buraco, parecem ser agora maiores que os próprios buracos. Aquela firmeza irrepreensível de muitos anos, parece ter dado lugar a uma frouxidão, que no momento das tacadas, se transformam em desilusões sucessivas.

momentos felizes de jogador e taco
Os jogadores têm assistido a esse esforço de recuperação daquela pancada poderosa e certeira, alguns hipocritamente, pois vão aproveitando para marcar pontos e estão-se nas tintas para esse drama jogador/taco.
Drama  intimista é certo, mas um divórcio que se vai vincando jogada a jogada.  Cada  tacada é um suplício para o jogador e para o taco, com o medo de mais uma vez poderem ambos falhar, a responsabilidade começa a ser híbrida, não se sabe se é do taco, se é do jogador. A desconfiança apossa-se dos dois, aliados de muitos anos, parceiros de gloriosas  vitórias,  o jogador e o seu taco, este que sempre o acompanhara, ou dobrado na caixa, ou já apto a tacar. Mas esses tempos começam a ser uma quimera...

funeral for a friend
Só os insensíveis não entendem estes estados de alma e esta premonição de que alguma coisa está a chegar ao fim, algo que já foi maravilhoso e que agora nos parece um fardo,  mas que nos enche de nostalgia.
CAÇADOR num ápice, quiçá numa espécie de eutanásia, pega com grande intensidade, pode-se dizer mesmo com brutalidade  pela última vez no seu fiel taco e espeta com ele no chão do MINDELO´S STADIUM. Enquanto o mesmo se partia em bocados, as lágrimas eram patentes nos  olhos do jogador, claros  e vidrados, como que numa despedida dolorosa, mas de que não havia fuga possível. Ao partir,  o taco esboçou como que um último frémito, um som único, uma espécie de sussurro, com a ponta jazendo aos pés de CAÇADOR, separada do resto do corpo do taco. Pungente o acto daquela morte assistida. CAÇADOR como que numa última homenagem, colocou carinhosamente os restos do seu taco, na caixa que agora se tornou a urna do seu fiel companheiro de grandes noites de glória. Saiu apressadamente das instalações,



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O PIRATA VERMELHO
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.Origem: EUA - 1952
Realização: Robert Siodmak
Burt Lancaster, Nick Cravat, Eva Bartok
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Burt Lancaster interpreta neste filme, um pirata que se envolve em inúmeras aventuras nas Caraíbas de 1700.Uma empolgante aventura que mete fugas de prisões, um cientista louco, navios em perigo e as mil e uma peripécias que surgem nestes filmes de piratas e bucaneiros.Siodmak, cineasta de grandes pregaminhos nos anos 50, realizou este excelente filme para a MGM, com um orçamento muito reduzido, pelo que os figurantes são na sua maioria bonecos de pau, produzidos em Portugal, com sobras de madeira, cedidas graciosamente por carpintarias da época, que infelizmente faliram nos finais de 2008 e princípio de 2009, vítimas da crise instalada.
É, como diz o flyer de apresentação do movie (denominado antigamente pelo programa), uma história empolgante com mil perigos, em que os bucaneiros, personagens fundamentais na trama, pois bucanam sem preconceitos nem respeito por terceiros, fazem o papel de maus da fita.
A técnica de Siodmak, através de câmaras escondidas (hidden camaras), dizem as más línguas, para evitar a penhora, por dívidas da 3ª ex-mulher, redundou num efeito inovador (utilizado actualmente nos denominados apanhados), conseguindo criar um efeito de fuga no próprio espectador, pelo que é possível, ler em relatos da época, que se assistiram a saídas em massa das salas de cinema em que o filme era projectado, desordenadamente e em altas gritarias, obrigando muitas das vezes à intervenção das autoridades, insultadas com epítetos de piratas e bucaneiros, o que resultava naturalmente em detenções.
A acção que passa da tela para a sala, eliminando o virtual, envolvendo o espectador no filme, fazendo dele um figurante activo, foi um contributo inimitável de Siodmak, que o torna um dos grandes da 7ª arte.Bons Filmes.

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BATATAS FRITAS



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Na crónica anterior, comprometi-me a dar a receita de como confeccionar batatas fritas.Prometido é devido.
Recebi várias mensagens de regozijo, agradecendo a receita dos ovos estrelados, o que muito me sensibilizou. Não sendo pratos de preparação fácil, procuro ser o mais claro possível, quer nos ingredientes, quer nas quantidades.
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Ingredientes: 1 quilo de batatas; sal, óleo para fritar
Lave, descasque e corte as batatas em fatias e depois em tiras, não muito grossas, para serem mais fáceis de fritar.
Coloque-as em água fria e lave bem (mude a água várias vezes).
Deixe-as de molho em água até à altura de fritar. Quando for fritar, escorra bem a água e, com um pano de cozinha ou folhas de rolo de cozinha, limpe bem as batatas, para retirar a humidade em excesso.
Numa frigideira funda, coloque 4 dedos de óleo. Leve ao lume a aquecer. O óleo deve estar bem quente para fritar as batatas. Para testar a temperatura do óleo, coloque uma fatia de batata. Se o óleo começar imediatamente a borbulhar em torno da batata, o óleo está no ponto.
Deite metade das batatas e deixe fritar até estarem douradas. Escorra-as com uma colher ou uma escumadeira e coloque-as num prato com folhas de papel absorvente, para escorrer o excesso de óleo. Repita a operação com as batatas restantes. Antes de servir, polvilhe com sal fino a seu gosto.
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Espero que se delicie, com estes tubérculos, que poderão acompanhar pratos de carne e peixe, ou mesmo só batatas.

Até para a semana


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PINTO DA COSTA




Esta semana na VOZ DE VÓS, temos a figura incontornável, mais amada e mais odiada, mas curiosamente mesmo os que o odeiam.....é de ciúmes, pois queriam ser como ele, ou tê-lo na sua cor......
Esta semana, o nosso convidado de honra, é o planetário Pinto da Costa, presidente vitalício do F. C. do Porto.
Recebemo-lo no nosso estúdio audiovisual da Areosa.



-Jorge Nuno, o JRW, agradece a sua disponibilidade para esta conversa, que vai de encontro a imensos pedidos dos nossos leitores, que nos criticaram por termos entrevistado gente sem qualquer relevância, comparados consigo, casos do Governador do Banco de Portugal, do Presidente do Banco Privado, do Cristiano Ronaldo e Adão e Eva entre outros.

-Xico, eu é que agradeço, tenho acompanhado o vosso trabalho, sois como eu, lutais contra os poderes ocultos e não vos deixais amordaçar e quando é assim, contai comigo, ainda para mais sois do Porto.
Os vossos leitores são capazes de ter razão, esses dos Bancos vocês já sabem como são.....muita gravata, muita conferência, muita televisão, mas no fundo, só ganham na secretaria.....não é na secretaria.....é na secretária....quando a coisa dá pró torto, é quem mais faz falta de comparência....o árbitro não viu nada, juizes de linha não havia...a grama desapareceu....

-A grama...a erva ?

-Não, Xico, a grana......

-ah.....pois estou a ver....

-O Naldo, que vocês entrevistaram, é bom rapaz, mas eu não o queria no FCP, ainda pensamos numa permuta com o Farias, mas disseram que tínhamos que mudar o guarda fatos da equipe toda, ora isso ia ser dispendioso, a rapaziada dá-se bem com o Mário Costureiro e o Naldinho só gosta de marcas estrangeiras.O Manchester propôs ficar com o Farias, em troca vinha o Naldo e pagavam cerca de 15 milhões de euros, pedimos 20, não aceitaram, não se fez o negócio.....

-A saída do Lisandro e do Lucho vai complicar a época?

-Vai, mas a responsabilidade não é nossa.....o Lyon e o Marselha é que insistiram, nós avisámos que eram jogadores já cansados, sem grande ambição, pois já tinham ganho muita coisa no Porto, não gostamos de enganar ninguém, mas que diabo, eles vieram não sei quantas vezes ao Porto....se a vida lhes correr mal, a culpa não é nossa.

-...mas o Benfica reforçou-se muito....

-Ó Xico, tu és bom rapaz, mas ainda és novo, essa gente que conheço mal, mas pelo que li e vi, a única coisa que reforçou.....foi a dívida aos credores....até dizem, que as receitas dos jogos e de televisão no estádio que vão construir em 2020, já estão açambarcadas.....

-O Porto mantém a hegemonia em Portugal, há vários anos, o Presidente pensa que a vai manter ?

-Não sei, sobre o futuro longínquo não falo, sobre o curto prazo, acho que nos próximos 20 anos vamos conseguir manter a nossa superioridade. Os nossos adversários capitalistas da 2ª circular, vão também continuar a manter a hegemonia......na conversa, vão continuar a ser campeões de Inverno, de S. Martinho, do Senhor de Matosinhos, do Futsal, da Sameira e do sei lá que mais....

-Fala-se na sua passagem de testemunho, tem alguém já preparado?

-Fazes bem em pôr essa questão, Xico, parece que é um problema, que preocupa muita gente, particularmente os nossos adversários.....mas eu vou esclarecer em primeira mão no vosso prestigiado blogue e ao mesmo tempo descansá-los....
Ainda não se falava em clones e já nós no FCP, tínhamos uma equipe de cientistas a trabalhar na matéria, ou como é que tu julgas que conseguimos ter jogadores com a classe que sempre tivemos ?...porque os melhores eram clonados e são fornadas contínuas que saem todos os anos......das escolas, reforçados com outros vindos de fora, que se mostrarem qualidade, são também imediatamente clonados......isto é assim há mais de 20 anos. ...

-.....Ó Presidente, então já estou a ver.....o senhor também foi clonado?

-Xico, tu és fino como um alho, pois claro que fui e para não haver risco, foram criados 5 clones meus.......
Aliás, por vezes já têm dado entrevistas e toda a gente julga que sou eu.....e é um dos meus clones.....uma vez assisti a uma em casa e telefonei-lhe a dizer que esteve melhor que eu.....

-Mas isso é fantástico, assim está garantida a evolução na continuidade, como dizia um grande democrata de que não me lembra o nome....

-Então organizados como somos, julgavam que deixávamos esse problema por resolver ? Era o que faltava.....portanto estás a ver....a rapaziada da 2ª circular, não vai ter 1, vai ter 5 Pintos......

-Presidente, a conversa podia durar o dia inteiro, que seria sempre interessante, mas sei que tem muitos afazeres, pelo que renovo o agradecimento do JRW, pela sua presença e pelas suas palavras.

-Xico tive muito prazer em vir aqui, estar convosco e dar essas notícias em 1ª mão. Estarei sempre ao V. dispor.Dá os meus cumprimentos ao Dr. Zé Nina e que se restabeleça rapidamente daquela entrevista fantástica que ele fez a Adão e Eva. Ah.....já agora, quando ele voltar ao Paraíso, quero que leve duas propostas de sócio para o Adão e Eva. Obrigado a todos.

Entrevista conduzida por Xico Lazeira
imagem:arquivo JRW
Um leitor do JRW colocou amavelmente um comentário, sugerindo um post que abordasse a economia europeia, particularmente; os mercados, manipulação e especulação, na visão do redactor e não na dos órgãos de comunicação social.
Em jeito de introdução, refira-se que o JRW é um blogue despretensioso, que apenas pretende divertir os que fazem o obséquio de nos visitarem, mistificando a realidade com alguma ficção, aproveitando a actualidade nas suas facetas mais insólitas, ou caricatas. A política e a contradição dos políticos, são os nossos meios preferidos, até pela proficuidade das notícias que todos os dias nos chegam. Porém, não invalida que façamos incursões por temas que enfrentemos com seriedade. Este é o caso, mas é importante dizer, que o que vamos escrever sobre a matéria, é uma síntese da opinião de alguns especialistas, a que não temos a veleidade de acrescentar muito mais, pois são autoridades em matéria de análise macro-económica e as incidências na microeconomia.
Fazendo com muito prazer a vontade ao leitor e que nos perdoe por alguma desilusão perante o articulado

EUROPA GEOGRÁFICA E DEMOGRÁFICA

Europa é o segundo menor continente em superfície do mundo, cobrindo cerca de 10 180 000 quilómetros quadrados ou 2% da superfície da Terra e cerca de 6,8% da área acima do nível do mar. Dos cerca de 50 países da Europa, a Rússia é o maior tanto em área como em população (sendo que a Rússia se estende por dois continentes, a Europa e a Ásia) e a Cidade do Vaticano é o menor. A Europa é o terceiro continente mais populoso do mundo, após a Ásia e a África, com uma população de 731 milhões ou cerca de 11% da população mundial. No entanto, de acordo com a Organização das Nações Unidas (estimativa média), o peso europeu pode cair para cerca de 7% em 2050.Em 1900, a população europeia representava 25% da população mundial.



A UNIÃO EUROPEIA

A União como unidade económica e perspectiva de alguma coesão política, consignada no Tratado de Lisboa, é constituída por 27 países: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Dinamarca, Irlanda, Reino Unido; Grécia, Portugal, Espanha, Áustria, Finlândia, Suécia, República Checa, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, Bulgária e Roménia.
A população combinada de todos os 27 estados-membros, foi estimado em 501 259 840 em janeiro de 2010.



O ENQUADRAMENTO MACRO PÓS CRISE
Devido à crise financeira e económica, a actual década será recordada como a década do endividamento público e, no que diz respeito a alguns países ou regiões, talvez até mesmo a década do permanente descarrilamento orçamental - isto se nada for feito em contrário. A título de exemplo, na União Europeia, a dívida pública nos países mais importantes da Zona Euro e da UE poderá ascender a 100% do Produto Interno Bruto (PIB) ou mais, só nos próximos dez anos.
Algo tem de ser feito, mas o mais provável é que isso não seja suficiente. Para ser suficiente, seria preciso que se reduzissem os défices orçamentais anuais em 0,5% do PIB em cada ano da próxima década, simplesmente para melhorar a sustentabilidade média da dívida governamental. No entanto, esse efeito tem de vir acompanhado da retirada dos actuais pacotes de estímulo orçamental que todos os países implementaram.
Uma consolidação orçamental anual equivalente a 1% do PIB poderia, no decurso dos próximos dez anos, reduzir a dívida pública para cerca de 60% do PIB - o tecto imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento da União Europeia. Contudo, no que diz respeito a alguns países, como a Grécia, Irlanda e Espanha, isso não será suficiente para atingirem níveis sustentáveis de endividamento em 2020.
As baixas taxas de juro de longo prazo são uma coisa do passado. À medida que os défices governamentais e a dívida pública vão aumentando em muitas economias desenvolvidas e emergentes, o mais provável é que os mercados financeiros exijam prémios de risco mais elevados, devido ao intensificar de receios de eventuais incumprimentos e de inflação que se perfilam no horizonte. Assim sendo, não só a dívida pública deverá continuar a aumentar muito mais rapidamente do que o crescimento nominal do PIB, como também os governos terão de consagrar uma crescente fatia das suas receitas ao pagamento de juros
Nos próximos anos, tudo aponta para que a consolidação total aumente para cerca de 9% do Produto Interno Bruto. O mesmo acontece com os Estados Unidos, com o Reino Unido e com as cinco maiores economias da Zona Euro (Alemanha, França, Itália, Espanha e Holanda).
Mesmo que se implementem todas essas reduções dos défices, todas as previsões de crescimento económico para os anos subsequentes, do qual depende a consolidação orçamental, são irrealistas. A Comissão Europeia já veio dizer que as projecções de vários governos europeus para o crescimento do PIB, apresentadas nos seus planos de austeridade orçamental para os próximos anos, são excessivamente optimistas.
Por outras palavras, o crescimento económico vai acabar por ser, em termos estruturais, muito menor do que os números que actualmente se utilizam para estimar os défices e a dívida. Não é, pois, de admirar que a Comissão Europeia tenha advertido para o facto de a expansão orçamental vinculada à crise e ao envelhecimento da população suscite dúvidas quanto à sustentabilidade das finanças públicas na União Europeia.
As crises são o resultado inevitável da acumulação de riscos e de vulnerabilidades em matéria de macroeconomia, finanças e política: bolhas de activos, excessiva alavancagem e tomada de riscos, períodos de expansão do crédito, flexibilidade monetária, inexistência de uma adequada supervisão e regulação do sistema financeiro, ambição e investimentos de risco por parte da banca e de outras instituições financeiras.
As crises como a que vivemos recentemente começaram por ser impulsionadas pela elevada dívida e excessiva alavancagem entre os agentes do sector privado - agregados familiares, bancos e restantes instituições financeiras, bem como empresas em geral. Isto acabou por levar a uma re-alavancagem do sector público, uma vez que os estímulos orçamentais e a socialização das perdas do sector privado - os chamados programas de resgate - provocaram um perigoso aumento dos défices orçamentais e a acumulação de dívida pública.
A acumulação de dívida pública a par com a dívida privada, comporta um elevado custo. Esses enormes défices e dívidas, acabam por ter de ser reduzidos através de um aumento dos impostos e de um corte na despesa, e essas medidas de austeridade - necessárias para se evitar uma crise da dívida pública - tendem a desacelerar a retoma económica no curto prazo. Se os desequilíbrios orçamentais não forem solucionados através de cortes nas despesas e do aumento das receitas, só restam duas opções: inflação nos países que obtêm crédito na sua própria moeda e que conseguem monetizar os seus défices; ou incumprimento do pagamento da dívida nos países que obtêm crédito em moeda estrangeira ou que não podem emitir a sua própria moeda.
Os recentes acontecimentos na Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e Espanha, são apenas a segunda etapa da recente crise financeira global. A socialização das perdas do sector privado e a flexibilização orçamental destinada a estimular as economias em apuros, conduziram a uma perigosa acumulação de défices orçamentais e de dívida pública. Portanto, a recente crise financeira global ainda não terminou; na verdade, simplesmente chegou a uma nova etapa ainda mais perigosa.
Com efeito, seria uma ingenuidade acreditar que a crise é a única razão pela qual as finanças públicas estão em mau estado. As mudanças na economia global, de uma década de elevado crescimento estrutural para um prolongado período de crescimento baixo, estão também a desempenhar um papel crucial.
Durante os últimos 20 anos, o crescimento económico baseou-se no aumento dos preços dos activos e na redução dos custos com o empréstimo, tanto para as famílias como para as empresas. Esse mecanismo terminou de forma irremediável.
As crises são o resultado inevitável da acumulação de riscos e de vulnerabilidades em matéria de macroeconomia, finanças e política: bolhas de activos, excessiva alavancagem e tomada de riscos, períodos de expansão do crédito, flexibilidade monetária, inexistência de uma adequada supervisão e regulação do sistema financeiro, ambição e investimentos de risco por parte da banca e de outras instituições financeiras.

GÉNESIS DA CRISE E OS MERCADOS

Depois de uma década em que os salários aumentaram mais rapidamente do que a produtividade, o custo unitário da mão-de-obra (e a taxa de câmbio real baseada nesses custos) aumentou substancialmente. A consequente perda de competitividade, manifestou-se através de um enorme e crescente défice das contas correntes e de uma desaceleração do crescimento. O golpe de misericórdia foi a valorização do Euro entre 2002 e 2008.
A contracção orçamental poderá, pelo menos no curto prazo, agravar ainda mais a actual recessão, à medida que os impostos mais elevados e o menor consumo forem reduzindo a procura agregada. Se o PIB registar uma contracção, torna-se impossível alcançar um determinado objectivo em matéria de défice e de dívida (proporcionalmente ao PIB). Esta foi a armadilha mortal da dívida, na qual caiu a Argentina entre 1998 e 2001.
Restabelecer a via do crescimento sustentado é algo que requer uma real depreciação da moeda. E só há três formas de isso acontecer.
1ª-Uma deflação que reduza os preços e salários entre 20% e 30%. Mas a deflação está associada a uma recessão persistente (temos novamente o caso da Argentina) e nenhuma sociedade e sistema político de um país pode aceitar anos de recessão e de austeridade orçamental com o intuito de se conseguir uma real depreciação da moeda. O incumprimento e a saída da Zona Euro aconteceriam muito antes disso.
2ª-Consiste em seguir o modelo alemão de aceleração de reformas estruturais e de reestruturação a nível empresarial, de modo a incrementar o crescimento da produtividade, ao mesmo tempo que se mantém moderado o crescimento salarial. Mas a Alemanha demorou uma década a reduzir os seus custos unitários da mão-de-obra por essa via; se a Grécia ou Espanha começassem a fazê-lo hoje, os custos no curto prazo em termos de redistribuição de recursos seriam enormes, ao passo que os benefícios em termos de maior crescimento demorariam anos a serem obtidos.
3ª- O Euro desvalorizar fortemente que antes que a depreciação da divisa pudesse trazer benefícios, o aumento dos referidos "spreads" provocaria uma recessão em forma de W na Zona Euro.
A título de exemplo e a menos que haja um milagre, a Grécia parece estar próxima da insolvência. No início da crise na Argentina, o seu défice orçamental, a dívida pública e o défice das contas correntes (proporcionalmente ao PIB) rondavam os 3%, 50% e 2%, respectivamente. Esses rácios na Grécia são muito piores: 12,9%, 120% e 10%.
No entanto, tal como aconteceu com a Argentina, a Rússia e o Equador, a Grécia poderá também ficar insolvente se os ajustamentos não forem suficientes para restaurar a sustentabilidade da dívida e o crescimento, Por agora, a comunidade oficial decidiu agarrar-se ao plano de resgatar as insuficiências de financiamento no mercado; se ele falhar, o Plano B é o incumprimento, de modo a reduzir as dívidas insustentáveis, e a saída da Grécia da Zona Euro de forma a poder depreciar a sua moeda e a recuperar a competitividade e crescimento. Portugal, Espanha e a Itália poderão ter percursos idênticos.
Nos países que não podem emitir dívida na sua própria moeda (que são, tradicionalmente, as economias dos mercados emergentes), ou que emitem dívida na sua própria moeda, mas que não podem cunhar moeda de forma independente (como acontece com os membros da Zona Euro), os insustentáveis défices orçamentais levam frequentemente a uma crise do crédito, ao incumprimento soberano ou a outras formas coercivas de reestruturação da dívida pública.
Assim, os recentes problemas enfrentados pela Grécia são apenas a ponta de um iceberg da dívida soberana em muitas economias avançadas (e num número mais pequeno de mercados emergentes). Os investidores dos mercados obrigacionistas já puseram na sua mira a Grécia, Espanha, Portugal, Reino Unido, Irlanda e Islândia, catapultando para níveis bastante elevados as rendibilidades das Obrigações do Tesouro destes países. E poderão acabar por colocar na mira outros países - até mesmo o Japão e os Estados Unidos - onde a política orçamental está a seguir uma via também considerada insustentável.
Na maioria das economias avançadas, o envelhecimento das populações - um sério problema na Europa e no Japão - exacerba o problema da sustentabilidade orçamental, uma vez que a diminuição dos níveis demográficos, aumenta o encargo do passivo não financiado do sector público, especialmente os sistemas da segurança social e dos cuidados de saúde. Um crescimento populacional baixo ou negativo implica também um menor potencial de crescimento económico e, por conseguinte, uma pior dinâmica no rácio entre a dívida e o PIB, intensificando os receios em torno da sustentabilidade da dívida do sector público.
Nos países como os que fazem parte da Zona Euro, uma perda da competitividade externa, provocada pela rígida política monetária e uma moeda forte, a erosão da vantagem comparativa de longo prazo face aos mercados emergentes e o aumento dos salários superior ao crescimento da produtividade, impõem condicionalismos adicionais para que volte a haver crescimento. Se o crescimento não retomar, os problemas orçamentais irão piorar, ao mesmo tempo que será politicamente mais difícil aprovar as penosas reformas necessárias para o restabelecimento da competitividade.
Assim sendo, existe a possibilidade de se instalar um círculo vicioso de défices das finanças públicas, desfasamentos das contas correntes, deterioração da dinâmica da dívida externa e estagnação do crescimento. E isso poderá acabar por levar ao incumprimento da dívida externa e do sector público de membros da Zona Euro, bem como a uma saída da união monetária por parte das economias frágeis que não forem capazes de se ajustar e levar a cabo reformas com rapidez suficiente.
A injecção de liquidez por parte de um credor internacional de último recurso - o Banco Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional ou até mesmo um novo Fundo Monetário Europeu - poderá evitar que um problema de falta de liquidez se transforme num problema de insolvência. Mas se um país estiver efectivamente insolvente, em vez de ter apenas problemas de falta de liquidez, esses "resgates" não conseguirão evitar eventuais incumprimentos e desvalorizações (ou a saída de uma união monetária), pois o credor internacional de último recurso acabará por parar de financiar uma insustentável dinâmica da dívida, tal como aconteceu com a Argentina (e com a Rússia, em 1998).
Sanear a elevada dívida do sector privado e reduzir os rácios de endividamento do sector público, somente através do crescimento, é uma tarefa particularmente difícil se uma crise do balanço provocar uma retoma anémica. E reduzir os rácios de endividamento através de poupança acaba por nos conduzir ao paradoxo do aforro: um aumento demasiado rápido das poupanças agrava a recessão e deteriora ainda mais os rácios de endividamento.
Os problemas associados à dificuldade de controlar o endividamento privado, têm de ser resolvidos através de falências, reduções de dívida e conversão de dívida em acções. Se, em vez disso, o endividamento do sector privado for excessivamente socializado, as economias avançadas terão à sua frente um futuro sombrio: sérios problemas de sustentabilidade no que diz respeito às suas dívidas pública, privada e externa, de par com perspectivas perturbadoras para o crescimento económico.



A ESPECULAÇÃO
Os preços do ouro têm vindo a subir fortemente, tendo superado a barreira dos 1.000 dólares por onça e aproximando-se, nas recentes semanas, do patamar dos 1.200 dólares.
As cotações do ouro disparam apenas em duas situações:
1ª-Quando a inflação está elevada e com tendência para continuar a subir, o ouro torna-se numa cobertura contra a inflação.
2ª-Quando existe o risco de uma quase depressão e os investidores receiam pela segurança dos seus depósitos bancários, o ouro assume o estatuto de valor-refúgio.
Os últimos dois anos encaixam--se neste padrão. As cotações do ouro começaram a subir fortemente no primeiro semestre de 2008, quando os mercados emergentes estavam a sobreaquecer, os preços das matérias-primas estavam a subir e havia receios de um aumento da inflação nos mercados emergentes de forte crescimento.
A segunda escalada de preços ocorreu quando o Lehman Brothers colapsou, deixando os investidores assustados em relação à segurança dos seus activos financeiros - incluindo os depósitos bancários. Esse pânico foi controlado quando o G-7 se comprometeu a aumentar as garantias sobre os depósitos bancários e a apoiar o sistema financeiro. Quando a situação ficou mais calma, em finais de 2008, os preços do ouro retomaram o movimento de queda. Nessa altura, com a economia global a entrar numa quase depressão, a utilização comercial e industrial do ouro, e mesmo a procura por parte do sector do luxo, caíram ainda mais.
O ouro voltou a superar os 1.000 dólares por onça em Fevereiro-Março de 2009, quando parecia que a grande maioria do sistema financeiro dos Estados Unidos e da Europa poderiam estar perto da insolvência e que muitos governos poderiam não conseguir garantir os depósitos e sustentar o sistema financeiro, pois os bancos que eram demasiado grandes para falir, eram também demasiado grandes para serem salvos.
Esse pânico diminuiu - e os preços do ouro voltaram a inverter para a baixa - depois de os bancos norte-americanos terem sido submetidos aos "stress-tests”. Estes testes tiveram como intenção perceber a capacidade de as instituições financeiras em causa sobreviverem à recessão e à crise financeira mundial.
No entanto, uma vez que o ouro não tem valor intrínseco, existem fortes riscos de uma correcção dos preços para a baixa. Os bancos centrais acabarão por ter de abandonar as políticas de facilitação quantitativa - injectar liquidez no sistema financeiro- e de taxas de juro em torno do zero, o que exercerá uma pressão baixista sobre os activos de risco, onde se incluem as matérias-primas. E a retoma global pode acabar por se revelar frágil e anémica, levando a um maior sentimento "bearish" em relação às "commodities" - e "bullish" face ao dólar.
O recente aumento das cotações do ouro só é parcialmente justificado pelos fundamentais económicos. E também não é muito claro, por que razão devem os investidores armazenar ouro se a economia global voltar a mergulhar na recessão e se os receios de uma quase depressão e de uma escalada da inflação se intensificarem fortemente.
As opiniões dos grandes estudiosos sobre a matéria a que recorremos, suportam superiormente a nossa interpretação sobre o tema, ainda que não haja juizos definitivos e muito menos são apontadas soluções, que de uma forma clara possam conduzir a resultados satisfatórias, tantas são as variáveis com comportamento desconhecido e de previsibilidade pouco credível. Optamos pelo diagnóstico e pela análise ainda que sintética, das terapêuticas implementadas pelos vários actores com responsabilidade política e dos riscos que elas comportam.

(O texto do artigo na sua generalidade, é baseado em artigos de opinião de:

- Sylvester Eijffinger é professor de Economia Financeira na Universidade de Tilburg, na Holanda.
- Edin Mujagic é um economista especializado em assuntos monetários na Universidade de Tilburg.
- Nouriel Roubini é professor de Economia na Stern School of Business, Universidade de Nova Iorque)

A PJ, conforme é referida na notícia que hoje foi escaparate em grande parte dos orgãos de comunicação social, apreendeu cerca de 130 quadros falsos.
O JRW divulga o espólio que não fez parte do listing da PJ, mas que as nossas fontes acreditadas nos fizeram chegar, junto de galeristas e motéis (estes são proprietários de algumas dessas obras de arte, que foram adquiridas como autênticas, mas após peritagens internacionais concluíram que são cópias, algumas ordinárias).
 Alerta-se os coleccionadores de que deverão estar muito atentos e não adquirir os quadros acima identificados, sem uma criteriosa peritagem por parte de especialistas externos, tipo FMI  ou BCE, pois caso contrário serão alvo de burla. Os actuais proprietários tentam por vários meios despachar as obras falsas e reaver o vultuoso  investimento,  passando para os incautos vindouros o resultado de tão ruinoso negócio.
@Lucas Marcel-dep. de arte do  JRW.