PECados


                                                              

                 


                                           PECados
Quando a política segue a reboque da economia, porque se mostra incapaz de a comandar, o quadro subverte-se. A economia é um dos instrumentos da política e não o inverso.
A economia é o combustível que permite que a política defina a estratégia da origem e aplicações de fundos.
Sem combustível não há viagem. O que se assiste na política há bastante tempo, é a completa incapacidade para  gerir o combustível. Os PECS são todos eles voltados para a contracção de gastos, mas nada para o crescimento. Sem crescimento, o efeito recessivo agravará o défice relativamente ao PIB.
Despesa do Estado

 A política tem rostos, a economia é abstracta, são números que advêm de tantas origens que confundem o cidadão comum. Indicadores de desemprego, de crescimento, de balança comercial, endividamento externo e do Estado e muitos outros, que a maioria desconhece no contexto macro-económico, mas quando as incidências se repercutem no quadro micro-económico (empresas e privados), aí todos percebemos os efeitos, sejam eles contraccionistas ou expansionistas.
Como vivemos tempos de perda de controlo da economia por parte do poder político, assiste-se ao degladiar das forças do poder e das que querem lá chegar, mas não tenhamos ilusões, todas são incapazes de inverter o quadro descendente em que nos encontramos.
A oposição não tem competência para solucionar problemas, que quando esteve no poder ajudou a agravar. O argumento utilizado é o da falta de credibilidade  do governo para implementar mais medidas restritivas. É pertinente o argumento, mas na prática e no que nos diz respeito, nada vai mudar. Vai mudar sim,  o director do presídio, mas vamos continuar presos.
A tenaz que nos envolve é demasiado grande, para que aqueles que se propõem liderar a política, tenham engenho  para dominar a economia. A Grécia que deu origem à débacle, perdeu em 2 anos 10 % do PIB. Se isto nos acontecer, é melhor não ficcionar sobre os efeitos.
Aos políticos pouco importa o interesse nacional, o que verdadeiramente lhes interessa é o jogo do poder e as vantagens daí advenientes. Da Geração à Rasca, vamos de seguida para a dos Políticos à Rasca, com um detalhe, não se podem manifestar.
A ladainha do congresso do CDS no passado fim de semana, com choradeira à mistura, é bem demonstrativo da pobreza franciscana em que vivemos e a falta de alternativas. Portas que já esteve no governo de Santana, que participou activamente no celebérrimo episódio submarínico, apareceu com uma bravata ridícula e cheio de yes-men à sua volta. A sua falta de honorabilidade, foi bem patente nos risos a despropósito, que disparava em todas as direcções e o mascar do chiclete, como se estivesse numa festa de homenagem promovida pela junta de freguesia. Não tem qualquer credibilidade este Portas, tudo soa a hipocrisia e ao interesse pessoal de voltar para onde não deve.

Enfim, é o que temos e quem dá o que tem, a mais não é obrigado

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