A KRYPTONITA DA POLÍTICA

           ECONOMIA E CRISE FINANCEIRA
Administrar um país é a aplicação da política proposta por um partido ou uma aliança partidária e sufragada por uma maioria. Isto é o conceito teórico, porque a prática é bem diferente. A política é completamente subjugada pela Economia. Esta que deveria ser um instrumento da política, instrumentaliza-a e ridiculariza-a. Bom exemplo, o imposto extraordinário que incide sobre o subsídio de Natal Em campanha eleitoral, a simples abordagem do tema mereceu do actual 1º ministro a qualificação de um disparate, passado um mês de governo, a Economia inimigo implacável, obrigou-o ao papel de Pedro, ao negar Cristo 3 vezes antes do galo cantar.
A política define a aplicação dos recursos, a Economia porém terá a última palavra, se for insuficiente ou deficiente, obriga a reequacionar os gastos e as políticas. Se a política se exceder ou afrontar a Economia, a vingança é servida a frio. Outro bom exemplo: Portugal, que normalmente é um bom exemplo dos maus exemplos: défices orçamentais consecutivos, endividamento externo galopante, crescimento minúsculo e aí está a Economia a castigar como que dizendo…”eu avisei…”

A Economia é a fornecedora dos recursos para o negócio público e privado, se eles são insuficientes, a política tenta um truque, – pede emprestado –. Este truque embriaga a sociedade de uma maneira geral, mas nunca a Economia, essa continua bem sóbria, até ao momento de atacar e destruir a presa. Os EUA darão um contributo inestimável para a teoria, com défices orçamentais em crescendo e com o emprego em queda, cada vez mais o Estado vai tendo menos recursos oriundo da carga fiscal e cada vez mais o Estado se endivida ao exterior para financiar o défice. A Economia já deu o tom e tudo se estatelou, apenas com o 1º aviso.
A Economia somos nós todos, a capacidade que um país tem de criar riqueza, de facultar recursos para a Gestão Política, que os deverá aplicar com parcimónia e equilíbrio. Se os gastos forem consecutivamente superiores ao acréscimo da riqueza produzida, o recurso ao crédito é a solução clássica, mas fatal, pois cada vez mais se têm de mobilizar meios para reembolso da dívida acumulada.
Para agravar o problema, se esse endividamento for aplicado em actividades não geradoras de rendimento económico, como políticas sociais demagógicas, investimentos não reprodutivos (estádios de futebol, submarinos, etc.), então a vida complica-se e de que maneira para os sobreviventes.
Fecho das bolsas em 8 de Agosto nos EUA e Alemanha
O mundo está às bolandas por causa  da Economia, a crise financeira pode ter medidas de ajustamento rápidas, com injecção de recursos no sistema financeiro e empréstimos dos Bancos Centrais que sejam supletivos aos mercados, a Economia não, é uma lady difícil, não pactua com amores á primeira vista, obriga a muita persistência e paciência, coisa incompatível com a partidocracia, obriga a políticas anti-despesistas e desta forma só se ganham eleições quando a Economia já desmantelou o poder político, mais uma vez o nosso país é um exemplo, o novo governo dá-se ao luxo de ameaçar com austeridades sucessivas e que não serão suaves no futuro, discurso completamente impossível há 1 ano atrás.
 Porquê?
A Economia deu-lhe a mão e aterrorizou de tal modo os portugueses, que tudo o que  venha é um mal menor.
O gráfico do fecho das bolsas mundiais de hoje, constitui um dos dias mais negros dos mercados. Bem podem os políticos acorrer com intervenções tranquilizadoras, sejam eles quais forem, podem mesmo assumir intervenções maciças para evitar crashes, os mercados, esses são implacáveis, são o braço armado da Economia e arrasam o poder político perante as suas próprias contradições.





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