POLÍTICA

O PGR numa entrevista polémica, referiu que tem os poderes da Rainha de Inglaterra.
Complementarmente o bastonário da Ordem dos Advogados, vai mais longe e diz que o Procurador não manda nada.
«O procurador-geral da República, que devia ser o vértice da pirâmide hierárquica do Ministério Público, tem menos poder que a própria rainha de Inglaterra, ou seja, não manda nada», declarou Marinho Pinto, citado pela TSF, sublinhando que «quem manda são outros poderes instalados dentro da instituição - corporativos, sindicais, políticos, porventura partidários».
Sua Majestade, a Rainha Isabel II, através da BBC, tomou conhecimento dessas afirmações e convocou o JRW, para esclarecer a opinião pública portuguesa.
P- Sua Majestade tomou conhecimento das afirmações do PGR de Portugal?
Marinho Pinto
R- Of course e não gostei nada.
P- Why your Majesty?
R- Deixe lá o inglês, que eu sei português, o meu marido, quando era mais novo, gostava muito de falar com brasileiras, bons tempos e eu tive de aprender para estar a par das diplomacias dele,,,
Dizia eu, então um tal Pinto falou que tem os meus poderes e um outro Pinto, diz que ele manda menos que eu. Em Portugal só há pintos?
P- Perdão Majestade, é uma coincidência...
R- Infeliz então...essa coincidência. Mas que tenho eu a ver com essas espécies avícolas? Ainda se fossem galos, vá que não vá...agora uns pintos...ora essa....
Se ele tivesse os meus poderes, não andava para aí a cacarejar, punha tudo em ordem.
Sua Majestade na Forbes
Aqui quem manda sou eu, na Casa Real, no governo e mesmo no Chelsea, faz-se o que digo. Há 58 anos que sou Rainha e lembro que em 2009 a insuspeita revista Forbes considerou-me a 23ª mulher mais influente do mundo, claro que não percebi bem, porque só fiquei em 23º, mas para aqui isso não interessa. Vêm esses chickens, dizer que têm o meu poder?
P- Majestade, foi uma força de expressão...
R- Força de expressão? Força de expressão.....OH MY GOD...
(A Rainha chama o mordomo Ambrosio.....bring my tea and one Ferrero Rocher...”
Ambrosio
-Yes Majesty...- (respondeu de imediato Ambrosio). Por este detalhe, se viu o efectivo poder da rainha. A resposta do súbdito foi rápida e eficaz, o chá e o chocolate, num tabuleiro de prata, coberto com um napperon de linho, foi colocado na mesa pé de galo, do tempo da Rainha Vitória, em que Sua Majestade nos deu a entrevista.
“Ambrosio traz um café Nespresso para o Sr. Pinto...”
P- Desculpe Vossa Majestade, mas não sou Pinto....
R- Ah não? As minhas desculpas, mas como são todos pinto, pensei que era nome nacional...
mesa pé de galo
P- Não tem importância Majestade. Como eu dizia,  a frase do Procurador, foi uma força de expressão...
R- Infeliz... muito infeliz, que dissesse que tinha os poderes da Rainha de Espanha, aquela sonsa, essa sim, não manda nada. Veja bem ao que chegou a realeza, só para dar nas vistas, foi ao futebol a África....porquê? sim porquê? Porque não tem responsabilidades, o marido coitado, é que apanha com tudo....o meu também é como ela, serve para companhia, mas para as coisas do Estado, nem pensar. É roupas novas todas as semanas, é só sorrisos para a televisão, pois claro, não têm preocupações...
P- Vossa Majestade apresentou um protesto ao embaixador?
R- Eu???? Nem pense nisso, eu não vou com protestos a embaixadores, falei ao Primeiro Ministro...
P- Então Vossa Majestade, ligou a outro Pinto?
R- O quê? ele também é Pinto?
P- José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa...de seu nome, Majestade...
Sócrates Pinto de Sousa e Pinto Monteiro
R- Oh my God....ele também é Pinto????? De certeza?
P- Yes Majesty...
R- Poor people, entregue aos pintos....o meu mais antigo aliado, dominado pelos pintos!!! Um país de chickens, então já estou a ver que não vale a pena falar ao Presidente Cavaco Pinto....
P- Perdão Majestade, esse é Silva...
R- Pois, mas não vai adiantar nada, tanto faz ser Cavaco Pinto como Silva Pinto, é Pinto e está tudo dito. São uns republicanos com a mania da monarquia, falam que têm os meus poderes, como se isso fosse pouco, esses pintainhos ainda andavam de fralda e já eu dava posse a Primeiros ministros da Grã-Bretanha, como: Churchil, Macmillan, Wilson, Thatcher, Blair, entre outros.
P- Mas V. Majestade vai retaliar?
R- Vou.
P- Como Majestade , através da força?
R- Exactamente.
P- V. Majestade vai mandar invadir Portugal?
R- Nada disso... para depois ter que levar com esses pintos todos e serem suportados pelo budget do Estado? Nada disso...vou cortar ao farelo a esses pintos do dia. Vou pedir a extradição para serem julgados no tribunal internacional de Haia.

LIFE STYLE

O JULIUS RIMANTE conseguiu este magnífico instantâneo, em que o Dr. Alberto João, exibe o seu novo anorake, sob o olhar de admiração e quiçá, alguma inveja, do Presidente da República, que tenta a todo o custo descobrir a marca do mesmo, aproveitando a distracção do Dr. Jardim.

Dr. Alberto João e o PR no momento em que este lia a etiqueta do anorake, sem consentimento do proprietário
 A Procuradoria Geral da República, instaurou um inquérito, considerando que o mais alto magistrado da nação, não está eximido da discrição, que o impede de devassar as marcas de vestuário de qualquer cidadão, agravada pelo facto de que a mesma se processou, sem o consentimento do visado. A foto recolhida pela Foto Funchal, faz parte do processo.
O JRW , através de fontes anónimas, tomou conhecimento das 4 perguntas que vão ser formuladas ao PR no âmbito do processo.
1ª- O que mais o impressionou no anorake?
2º- Porque razão não questionou directamente o proprietário?
3º- Conseguiu ver a marca da peça?
4º- Se afirmativo, já adquiriu um idêntico?
As respostas deverão ser dadas por escrito, devendo a AR pronunciar-se sobre o assunto.
(@ JRW-Funchal)

CRÓNICA DE VICENTE MORATTI

                                                  
"No fundo, no fundo... a plebe quer que se tramem todos, pois normalmente inveja os do poder, apesar de presumir que ninguém é honesto e que todos prosseguem o interesse individual, debaixo do diáfano manto do colectivo."

                                           TALK-SHOW

A Justiça anda num rodopio em tudo que é órgão de comunicação social. Vamos escalpelizar um pouco a temática, porque poderá ser método para tudo o que é a envolvente.
1º- Os actores de tudo o que é notícia, normalmente são:
- Políticos de todos os quadrantes
- Nomeados e renegados pelos políticos.
- Jornalistas no sentido lato
2ª- Os espectadores, como é óbvio: a opinião pública.
3º- Acção: Tudo o que se passa no campo do combate político, com os nomeados e renegados, quais provedores dos interesses de cada parte, a alimentarem os divulgadores da informação.
Na amálgama destes interesses, a opinião pública é bombardeada com informação e contra-informação, que em vez de esclarecer levanta sucessivamente imbróglios que cada vez são mais intrincados.
Os actores, quais personagens de telenovelas, parecem interessados no processo, uns porque têm protagonismo, outros porque lucram com o enredo. Todos são vítimas e impolutos, todos sabem a verdade, mas ninguém é suficientemente irrefutável para a evidenciar.
A plebe vai sendo entretida com estas coisas e gosta, toma partido conforme a simpatia que nutre pelos actores, tenta descobrir quem é o bom da fita. Na telenovela os bonzinhos e mauzinhos, são desde cedo identificados, aqui não, há uns dias em o que o fulano parece ser o verdadeiro e sem mácula, mas noutros em função de novos dados e opiniões, a plebe duvida e passa para o campo oposto. As sondagens evidenciam esse comportamento do ora sobe, ora desce, conforme os actores vão desempenhando o seu papel.
No fundo, no fundo... a plebe quer que se tramem todos, pois normalmente inveja os do poder, apesar de presumir  que ninguém é honesto e que todos prosseguem o interesse individual, debaixo do diáfano manto do colectivo. Os jornalistas também, muitos são jovens e querem mostrar serviço, muitas das vezes não pretendem a verdade, pretendem apenas primeiras páginas de julgamentos sumários, cujo contraditório não anula o efeito devastador da notícia. O word é das armas mais mortíferas da actualidade e não está sujeita a licença de uso e porte de arma.
O problema sério desta brincadeira que como já se viu, não passa dum talk-show, é que descredibiliza tudo, agora até a Justiça, que teoricamente deveria ter uma couraça à prova de insensatez, mas não, por razões corporativas ou por gratidão com o poder político, deixou-se também enredar numa trama, que mesmo com demissões, inquéritos, processos e afins, vai deixar marcas profundas, até que a plebe a considere que nada tem a ver com a política.

SEMPRE A SUBIR

                            KUDURO
O JULIUS RIMANTE WORLD, não deixa passar a oportunidade de revelar em rigoroso exclusivo a passagem de SHAKIRA pelo programa da TV Angolana, SEMPRE A SUBIR, apresentado por SE BEM, um grande sucesso, dedicado ao estilo KUDURO, que tem vindo a popularizar-se em países de língua portuguesa, particularmente em ÁFRICA e no BRASIL. A colombiana, demonstrou a sua inegável predisposição para o KUDURO e que se documenta na entrevista de SE BEM.
SEMPRE A SUBIR
SE BEM: Shakira, você veio a Luanda, depois de ter ido ao mundial à África do Sul. tasse?
Shakira- Tasse.
Sb- E como tá?
Sh- Tasse bem.
Sb- V/c. É colombiana, tasse?
Sh- De Barranquilla.
Sb- Vc. Sabe que ao meu programa só vem manos e manas do Kuduro?
Sh- Sei. Eu sou pelo Kuduro...
 SB- É como pelo KUDURO, como....?
SHAKIRA
Sh- Tasse bem, com o Kuduro...
SB- Ah pois tasse...e tasse bem. V/c. Conhece os: Gata Agressiva, Propia Alicia, Rato Furão, Besta Fera, Magnata do Kuduro, Se mal, Znobia, Família Kalunga, Presidente Gasolina, Baga Fox, Makongo e outros?
Sh- Claro isso é tudo malta de Kuduro.
SE BEM
Sb- Sabe a origem do Kuduro?
Sh- É um género de dança surgida em Angola. Hoje em dia, está também largamente disseminado pelas áreas suburbanas da cidade de Lisboa Também tem se popularizado muito no Brasil ultimamente, já existindo até alguns grupos e bandas de Kuduro próprios do Brasil, em especial nos subúrbios das cidades do Rio de Janeiro e de Salvador. É influenciado por outros géneros como Sungura, Kizomba, Semba, Ragga e Reggaeton.. Tasse?
Sb- Tasse muito bem...v/c. tá informadíssima....- E como tasse de seu Kuduro?
KUDURO
Sh- Tasse bem, porque vou ao ginásio todos os dias, faço aqueles exercícios, contra a flacidez. Sabes que já vou em 33, tem de se cuidar, caso contrário, nem kuduro, nem mama dura, nem coxa dura, fica tudo mole...mole...excepto a cabeça, essa com os anos, fica dura...
Sb- tasse bem...tou a gostar...mas tava a falar do Kuduro, tudo pegado...
Sh- Pois claro, distraí-me...já percebi...ora bem de Kuduro, tudo pegado, já tenho dado espectáculos em que entro eu e as minhas bailarinas com o Kuduro...e  adoram
Sb- tasse, já sabemos...que têm todas cu duro, dá pra ver...e eu tasse bem, também adoro, mas não é isso Shakira, é se cantam e dançam o Kuduro?
Sh- !!!! Ó Se Bem. Agora não estiveste bem, é isso que tou a dizer...entramos todas a dançar e cantar Kuduro...
Sb- ...oh desculpa...tu tem razão não tive nada bem....mas essa do Ku e cu, e tu ainda por cima com ele bem duro...dá esta trapalhada, mas tasse bem na mesma...queres cantar aqui no Sempre a Subir, alguma coisa de Kuduro?
Sh- Se Bem ...ouve lá ...quando canto é sempre de Cu duro...não me tás a ver com ele mole naquelas coreografias...? tasse bem?
Sb- outra trapalhada mana....mas tasse bem, eu dizia para cantares qq. coisa de Kuduro, mas tudo pegado.....
Sh- Cu duro com tudo pegado???? com quê?
Sb- ó meu amigo, agora é que isto tasse mal....Shakira canta qualquer coisa de Kuduro, com o cu duro ou mole, pegado ou despegado...mas canta...tasse bem?
Sh- Ok lá vai.
                                         
SEMPRE A SUBIR
Enviado por juliusrimante. - Shakira no Sempre a Subir.

Sb- Tasse bem...Shakira...mas tasse bem mesmo, que rico Kuduro...
Sh- Se Bem olha lá a linguagem....
Sb- Kuduro......mas com tudo pegado....tasse bem, ok????? com o teu Kuduro, é o que queria dizer mana....
Sh- Tasse, mas tu confundes....és fresco Se Bem....o teu Kuduro muda de pegado com Kapa  para  despegado sem Kapa num minutinho....
Sb- ah ah ah.....tasse...tu és viva. Obrigado por teres vindo ao Sempre a Subir e garanto-te que tudo subiu, quando dançaste o Kuduro...
Sh- o que é subiu?
Sb- as audiências....mana...as audiências....tasse?
Sh- Tasse bem,  Se Bem.....até à próxima mano....felicidades para o Sempre a Subir....
Sb- obg. Mana, contigo tasse bem....


(@exclusivo para o JULIUS RIMANTE)

MONGÓLIA

                          Nazis de raça asiática


São nazis e ultranacionalistas, mas não brancos. Orgulho nazi está a crescer na Mongólia. Usam com orgulho T-shirts com a cruz suástica, fazem a saudação nazi e apregoam sieg heil. No entanto, não são estereótipo da raça ariana. Os habituais
rapazes de cabelo e pele clara, que sempre foram a imagem de marca do III Reich ,estão a ser 'substituídos' por homens asiáticos de cabelo escuro.
Cruz suástica
Na Mongólia está a crescer um movimento ultranacionalista que defende a pureza da raça. Grupos como os Tsagaan Khass (Suástica Branca) dedicam-se ao ódio à influência chinesa, o país crescente da Ásia. Defender os cidadãos nacionais do crime estrangeiro é uma das máximas do grupo.
Dayar Mongol, destacado líder nazi no país, ameaçou mandar rapar o cabelo de todas as mulheres que durmam com homens chineses. Apesar de se definirem como um grupo não violento, os Tsagaan Khass admitem ser seguidores da ideologia de Hitler . "Somos contra o extremismo e a II Guerra Mundial, mas admiramos a ideologia nazi. Preferimos o nacionalismo ao fascismo."
O JRW sempre na vanguarda da informação, enviou de imediato a sua equipe de reportagem especializada em assuntos Mongólicos, para falar in-loco, com Dayar Mongol, o destacado mongolense líder nazi.
Aproveita-se a oportunidade para descrevermos alguns pontos de interesse da Mongólia. Faz fronteira com a China e a Rússia, a capital é a conhecidíssima e cosmopolita ULAN BATOR. Desde 1206 com Genghis Khan, que a Mongólia não era tão falada. Apesar de ser o 19º país maior do planeta, é a nação independente com menos habitantes: cerca de 3 milhões.
ULAN BATOR
Jacto do BCP a sobrevoar a rotunda da  Boavista
Posto isto, embarcamos no jacto particular, gentilmente cedido pelo Eng.º Jardim Gonçalves, que em troca nos solicitou uma reportagem alargada sobre o país, pois vê com agrado a possibilidade de ir para lá residir.
Dayar Mongol recebeu-nos na sede do movimento Tsagaan Khass, que fica numa rua pouco movimentada da capital. A sala da entrevista estava repleta de símbolos nazis, com o ditador em lugar de destaque.
Da nossa equipa de reportagem fazia parte a nossa intérprete especializada em mongólico, Moqui Khan
Dayar Mongol
P- Dayar Mongol, a notícia do movimento nazi que formou, está a dar brado. Qual foi o motivo?
Genhgis Khan
R- Dar brado. Desde o grande Genghis que ninguém falava de nós.
P- Mas o motivo é que é estranho
R- Estranho porquê?
P- Movimento nazi na Ásia e num país que foi vítima do nazismo?
R- Não tem importância nenhuma. Nós gostamos das fardas e das cruzes. Defendemos a pureza dos mongolenses. Não queremos misturas com os chineses, nós somos uma raça bonita, com olhos bonitos
e grandes, somos morenos, nada de amarelos. Não é raça Ariana, mas é a raça Mongolana.
P- Dizem que não querem a 2ª guerra mundial?
R- Claro que dizemos.
Hitler
P- Mas a 2ª guerra já acabou…
R- Já acabou?????
P- Já, em 1948…
R- Porra, mas aqui ninguém sabe de nada…
P- Mas é verdade….
R- Quem ganhou?
P- Os nazis perderam…
R- Perderam???
P- Ganharam os outros, com os russos incluídos
R- É pá!!! mas que grande problema, então somos de um movimento que perdeu a 2ª guerra!!! Quando se souber a malta nova não vai gostar…
P- Pois se é assim, o movimento vai passar pelo desânimo…
R- Estou a pensar como vou remediar isso…
P- A pensar em quê?
R- Mudar o nome ao movimento…
P- Mas isso vai mudar tudo, deixa de ter razão de ser…
R- Nem diga isso homem, temos tudo preparado,  com despesas na tipografia, fardas e cruzes que mandamos vir de fora. Nem pensar, temos de encontrar uma solução…
P-!!!!!!! Já que estamos aqui, vamos tentar ajudar, até porque o nazismo não é uma escolha brilhante
R- O nome actual é Suástica Branca
P- Muda para Salada Branca.
Movimento Salada Branca
R- Pode ser….realmente temos de mudar os hábitos alimentares. Aproveitamos as cruzes para dizer não à carne…
P- Exacto e a saudação antes hitleriana, passa a ser a saudação dos vegetarianos mongolenses.
R- Pois e as fardas também identificam aqueles que são vegetarianos.
P- Amigo Dayar Mongol, você na realidade é um líder. Adaptou-se de imediato, transformando um revés num novo impulso inovador e seguramente com grande sucesso mundial.
R- Acha?
P- Claramente, um movimento dito ariano que muda para vegetariano, só pode colher a admiração do mundo. Com a publicidade que o RIMANTE dará a esta metamorfose, preparem-se que para a semana estará cá o 60 minutos da CBS.
R- Ainda bem que vieram, senão isto podia correr mal. Vou reunir o Reich para dar a notícia e preparar as brigadas vegetarianas para fazer um grande comício em BATOR.

Assim se conclui uma entrevista em que o JRW, através da sua actualizadíssima base de dados informativa, no caso concreto o conhecimento que tínhamos do fim da 2ª Guerra mundial, confirmada de imediato via telex, contribuiu para a mudança de objecto de um movimento internacional da longínqua Mongólia. Informação por excelência, é o lema dos profissionais que trabalham nesta casa e não recebem hà 6 meses mas levaram até si, mais este acontecimento, que por coincidência,  ocorreu na terra da futura residência do Eng.º Jardim Gonçalves

O Leasing da Vida...

                             VIDA VRS. MORTE
Esta semana foram obrigados a desertar, duas personalidades com algumas particularidades comuns que a sociedade em geral conhecia: figuras públicas durante a maior parte das suas vidas, idades parecidas, vítimas da mesma arma mortífera e um pormenor que foi divulgado por amigos e familiares; a coragem com que enfrentaram a adversidade que acabou por os vitimar.
Mario B. Resendes
António Feio
Esta crónica podia cair no âmbito de uma das célebres “Conversas da treta”, mas vale a pena dissertar sobre o tema, quanto mais não seja, porque essa é a minha vontade.
O que vou dizer pode parecer pessimismo, mas é o que penso e o pessimismo é um estado como outro qualquer.
A vida não passa da luta permanente contra a morte, todos os dias esse combate, que se inicia desde que se nasce, é travado sem tréguas e qualquer descuido pode ser fatal. A Morte é claramente a força dominante. Não me interessa a questão da Vida para além dela, pois ainda não foi possível aplicar o método experimental à Teoria, que está limitada aos crentes, sem capacidade de evidenciarem inequivocamente a existência de uma vida para além desta que vivemos, em que o hardware e o software são indissociáveis.
A vida é uma espécie de contrato estabelecido de uma forma bizarra: é um sistema de aluguer, que pode ser de; curta, média ou longa duração, considerando os prazos de: até aos 20; 50 e 80 anos, acima disto são marginalidades. Falta-lhe uma particularidade que anula a possibilidade de ser um acordo, não goza de boa fé. Ou seja, o locatário desconhece qual o prazo que o Locador lhe destinou para o aluguer. Outras evidências; aparentemente desconhece-se o Locador, que é completamente omisso e não há recurso sobre a decisão do prazo.
O Locador é a Morte, ela decide o prazo do contrato e o custo para a operação. Para muita gente, a Vida tem um juro que se torna insuportável e muitas das vezes os sofredores, preferem cessar o contrato de aluguer e devolver a carcaça ao senhorio, tanta é a insistência e reclamação do Proprietário.
A vitória da Vida sobre a Morte, é coisa de histórias aos quadradinhos, é quase como no Campeonato do Mundo, vai-se ganhando uns jogos, uns vão sendo eliminados mais cedo que outros, outros vão resistindo mais algum tempo, mas irreversivelmente a final, essa… é ganha sempre pela Mesma equipe…
O verdadeiro problema não é a Morte, o verdadeiro problema é o sofrimento, a dor e se alguma coisa está reservada para além dela. Para quem vive feliz, a Morte é um aborrecimento e compreende-se, terminar com o aluguer quando nada o justificava, é uma atitude pelo menos prepotente, mas para outros; é um alívio, cuja maior esperança era que ela viesse, pois a Vida que deveria ser o bem supremo, foi traiçoeira e desleal.
A Morte é muito menos hipócrita que a Vida, daí a sua superioridade, é autêntica, dizima tudo e todos da forma mais democrática que se conhece, ninguém escapa. A Vida é cheia de sortilégios, de enviesamentos, de injustiças, de desigualdades e deslealdades, tratando de maneira muito diversa, aqueles que dela usufruem, na maioria das vezes sem qualquer responsabilidade na vida que levam, para além da de não terem nascido no lugar certo. Basta ir à Ásia ou a África para se perceber. Para muitos, a Vida não passa de uma lacaia sem carácter da Morte, tais são as vicissitudes que provoca, ao ponto de sentirem esta, como libertadora da opressão daquela.
A Vida, também não há dúvida, que é mais velha que a Morte e esta depende daquela, talvez por isso nos vá iludindo sobre o momento da cessação do contrato. A Vida é sedutora, consegue envolver até aqueles que vivem mal, aqueles que com pouco se contentam, mas que procuram  por todos os meios adiar o divórcio, qual casal que se não entende nem se gosta, mas que se não separa, por variadas razões.
Uma última treta, como dizia o filósofo: “ cada minuto que passa, é um passo para a morte”. Em conclusão: a Vida é um momento, a Morte a Eternidade. Resta a memória durante a vida dos que ficam e na dos que virão.
Muitos milhões partilham a vida num dado momento, infinitamente mais,  já partilharam a Morte como destino comum.
A democraticidade da Morte tem destas aparentes incongruências, elimina sem analisar currículos nem a acção dos eleitos enquanto vivos, caso de António Feio e Mário Bettencourt Resendes, que para além de relevante actividade, eram considerados pela sua humanidade. Alguns dizem que é o Destino, outros; foi Deus, outros ainda; chegou a Hora, mas na realidade o que parece mesmo, é que se trata de um Sorteio Global com a bolinha com o nosso número na tômbola, mas com um senão, se sair a nossa, nunca a veremos.

EDUCAÇÃO E JUSTIÇA NO PINGO DOCE...

                                                     EDUCAÇÃO

O JRW esteve hoje no PINGO DOCE das Amoreiras, para escutar da Ministra da Educação, Isabel Calçada, uma opinião sobre a polémica do fim dos chumbos no ensino básico.
P- Sra. Ministra…Sra. Ministra, por favor…(a titular da pasta entrava em passo acelerado, empurrando o carrinho das compras, sem nos prestar grande atenção).
R- Por favor, desculpe, mas tenho de fazer as compras da semana e ainda nem sequer comecei…
P- Mas é apenas uma questão…
R- Olhe, mas só se me for acompanhando, à medida que vou metendo para o carrinho…
P- De acordo Sra. Ministra….
R- Muito bem, vamos primeiro à padaria…
A nossa interlocutora avança num autêntico rally, contornando quem lhe aparecia pela frente e nós igual, apoiando-nos no carrinho, que parecia a motor…
P- Sra. Ministra, então os chumbos do básico vão acabar? - disparamos com a pergunta, no meio do barulho típico de um supermercado.
R- Quem disse que vão acabar os chumbos?
A Ministra pára no expositor dos cacetes e agarra em 2. Vai à carteira e pega na cábula das compras.
P- Sra. Ministra mas é o que está na ordem do dia…
R- Eu não disse isso, eu disse que tem de se resolver o problema das retenções. - Agarre aí 3 pacotes de digestivos, pf. - (pede a Ministra a nossa colaboração) - …mas gradualmente, ou seja sem pressas. Pressa tenho eu, chegue-me aí esses bolos de arroz…já agora pegue naqueles pães de forma…
Pingo Doce
A Ministra começava a abusar da nossa colaboração, já estávamos em mangas de camisa, o casaco e a máquina fotográfica no carrinho e com; 3 pacotes de digestivos, 3 pães de forma, 2 cacetes e 2 kg de broa de Avintes que entretanto comprou e uma dúzia de bolos de arroz. Mais parecíamos os carregadores do antigo grémio da fruta, era já uma promiscuidade que eticamente é reprovável.
Percebemos que nos tínhamos de despachar, pois ela ainda tinha de ir à peixaria, talho, aos lacticínios e produtos de higiene. Ou muito nos enganamos, ou ela trocava a entrevista por um transportador privado…
A nossa dignidade profissional não nos permite esse indecoro
Dra. Calçada
P- Sra. Ministra Calçada, desculpe mas não nos  fica bem estar a ser assim tão servis, por favor comente a questão dos chumbos…
A ministra, pára, olha-nos fixamente e dispara – “ estava a olhar para si e vi que me esqueci do pão ralado, pegue lá naquele saco de 500 gr….”
Lá pegámos, mas acabou o serviço de apoio…
Ela percebeu e parou uns minutos, enquanto arrumava as compras no carrinho
R- Ora bem, as crianças que chumbam dão muita despesa, portanto não se retém ninguém, é sempre a avançar.
P- Mesmo que não tenham aptidão para avançar?
R- Sim, mesmo assim. Não deve haver discriminações entre sabedores e ignorantes, dedicados e malandros. A sociedade é formada por todos, por isso todos devem ter as mesmas oportunidades e não deve ser a escola a coarctar esse direito constitucional, da igualdade perante as oportunidades. Quantos analfabetos e ignorantes, são hoje personalidades de sucesso?
P- !!!!!
R- Não faça essa cara de admiração….é como lhe digo, a escola não deve segregar, deve unir. Se são colegas no 1º ano e depois uns reprovam e outros passam, porquê cortar esse cordão que liga o grupo? Os inteligentes e diligentes, devem acompanhar os indigentes e menos dotados. Todos passam, os que sabem e os que nem por isso…que mais tarde vão acabar por saber que não sabem nada e vão fazer reciclagens, mas à custa deles e não do orçamento.
P- Mas isso é nivelar por baixo…
R- Qual nivelar por baixo, qual quê…o que interessa é nivelar, se é por baixo ou por cima, não importa. Olhe até agora era nivelado por cima e veja bem o que tem dado.
Não há tempo para mais, quer vir comigo ao talho?
P- Não muito obrigado, Sra. Ministra, temos de ir…até à próxima.
Desandamos com grande velocidade, antes que a Calçada nos mobilizasse para os enchidos.

                                                      JUSTIÇA

Dr. Paulito das Portas
Vínhamos a pensar na volta que a Ministra nos deu, quando deparamos com o Dr. Paulito das Portas,  de carrinho também, muito calmo, a ver os expositores de produtos naturais
P- Dr. Paulito…por aqui, também nas compras ?
R- Também?
P- Sim, a Ministra Calçada também está ali…no talho…
R- Ah sim, ainda bem que me avisa, não me quero encontrar com esse tipo de gente…
P- Já agora, então julgamentos sumários?
R- De que está a falar?
P- Da sua proposta, para julgar em 48 horas os criminosos apanhados em flagrante delito
R- Ah…pois….claro, então não?
P- Mas isso mais parece os tribunais plenários de antigamente
R- Quero lá saber….olhe havia muito criminoso preso, que anda aí à solta…veja o caso dos banqueiros, dos supervisores, dos corruptos e muitos mais, pois foi tudo em flagrante delito…
P- Lá isso é verdade….mas a justiça deve ter o seu percurso…
R- Qual? o meu?’
Carrito do Dr. Paulito
P- Não, o dela…
R- De quem? da Calçada?
P- Não, o percurso da JUSTIÇA (já a perder a paciência). Olhe que se fosse assim, o Sr. na Moderna talvez fosse julgado sumariamente e seria uma injustiça, não é verdade?
R- Evidentemente, fui absolvido de tudo...
P- Os submarinos também têm para aí alguma coisa mal resolvida….não é verdade
R- Isso não é nada comigo. Não esqueça que eu só estou a falar de flagrantes delitos…
P- E qual a proposta?
R- Até agora, pergunta-se muito e só se prende, se se prende… depois….eu proponho…prender muito e perguntar pouco e só depois…
P- Quem define o flagrante delito?
R- Os tribunais naturalmente…
P- Mas isso vai dar ao mesmo
R- Não vai não. Porque primeiro prende-se e na dúvida, o tribunal pronuncia-se, mas até lá o figurão fica nas grades.
P- !!!!
R- Olhe a Calçada com aquela de querer acabar com os chumbos, era já em flagrante delito, ia logo pró Linhó….por falar em Linhó, sabe onde fica a zona da retrosaria? Preciso comprar agulhas e linhas.
P- Dr. Paulito, deve ficar para ali. Muito obrigado. Até mais logo.
Lá nos despachamos antes que nos tocasse outra missão de apoio logístico…

MEMÓRIAS




A pedidos vários, recuperamos a entrevista realizada a Nani Gonzal em 2009, mas que mantém completa actualidade.


 PROFESSOR NANI GONZAL


O JRW, tem o raro privilégio de entrevistar uma grande figura do mercado de capitais nacional e não só, o Prof. Nani . A conversa que mantivemos foi conduzida pelo Dr. Jonas dos Santos, especialista do JRW para os assuntos económicos.
- Prof. é uma honra para o JULIUS RIMANTE WORLD, a sua disponibilidade para abordar um tema, que é do interesse de muitos leitores. O seu conhecimento do mercado é profundo e fala-se mesmo, que Buffet recorre muitas vezes às suas opiniões..
- Como sabeis estou sempre disponível para o intercâmbio do conhecimento. A minha vida sempre foi um ciclo de aprender, ensinar e comunicar. É um dever de cidadania, mas que sempre o fiz com prazer. Na realidade o Warren liga várias vezes para troca de impressões sobre o mercado. Nem sempre estamos de acordo, mas temos uma visão muito parecida, talvez pela experiência de muitos anos. Por exemplo, em plena crise do subprime, ensaiamos vários modelos matemáticos para projecções do fundo do mercado. Abandonamos a ideia, pois os especialistas que nos assessoravam, também não chegavam a conclusão alguma. Combinei com ele e recorremos às ciências ocultas, ao esotérico, que como sabeis em Portugal, é uma área em que temos dos melhores especialistas do mundo. Temos imensa gente que tem premonições para tudo: campeões de futebol, resultados de eleições, doenças, casamentos, divórcios, negócios, etc.
Então eu e o Warren, recorremos a uma senhora de Aljezur, que previu com rigor o momento da viragem. Métodos ancestrais, com inscrições em papéis com várias datas, imersos em baldes de água. Aquele que viesse à superfície com maior rapidez, seria o momento da viragem do mercado. Assim foi e assim se passou. É evidente que definimos estratégias de abordagem, ele no dow, nasdac, s&p e eu naturalmente como nacionalista convicto, nas acções do PSI.
-O prof. pensa que o pior já passou?
-Jonas se está a falar de futebol, não sei, o Benfica já não ganha há muitos anos, mas também acho que não vai estar mais 15 anos para ganhar um campeonato, se passarem só mais 10, já será melhor. Portanto nesse caso o pior já passou.
-Não professor, desculpe, não me fiz entender, estava a referir-me ao mercado…
-Ora bem, isso também não é fácil de responder. Lá está.... outra premonição para a senhora de Aljezur, o Dr.Rui Rio tem uma visão muito particular da cidade, o Bolhão é um local fantástico da nossa urbe, que não tem sido tratado da melhor forma. Vamos ver se o problema do Bolhão fica resolvido, para que possamos usufruir daquele templo magnífico.
-Professor estou realmente infeliz na forma de o questionar, peço-lhe mais uma vez desculpa, é sobre mercado de capitais….
-Ah….estou a ver Jonas……sinceramente não tenho conhecimento sobre qualquer alteração prevista para as capitais, pelo menos na Europa. Lisboa está segura, apesar de que se alternasse com o Porto, não se perdia nada, Madrid é uma cidade fantástica, Roma, Londres, Paris….oh…Paris... a cidade Luz……são capitais belíssimas, que não penso que vão perder o estatuto de grandes capitais. Na minha perspectiva, o mercado das capitais, vai continuar estável.
-Pois professor……passando à frente…..então no momento actual o professor aconselha posições longas?
-Vistas as coisas por esse prisma Jonas, toda a atenção é pouca, as posições curtas ou longas, têm de ser avaliadas a cada momento. Por vezes uma visão simplista, parece aconselhar posições longas, mas eu estou... curto e o contrário também acontece. Sou um apologista de um estilo de jogo trabalhado, tecnicista, de passe curto, mas por vezes a melhor táctica passa, pelo passe longo, a aproveitar desmarcações, ou seja, a criar espaços e surpreender o adversário. Em síntese, não deve haver uma ortodoxia nesse tema das posições curtas ou longas, devemos ter uma visibilidade permanente e ajustar conforme o environment.
-Pelo que depreendo das suas palavras o Professor, recorre mais à análise técnica do que à fundamental ….
-Não é verdade, para mim a análise técnica é fundamental, não dissocio uma da outra. O jogador pode tecnicamente ser muito evoluído, mas é fundamental que se enquadre no sentido colectivo do jogo, que a sua acção técnica seja uma mais valia para o todo, pois o fundamental é o desfecho final, que acaba por ser a sinergia de um conjunto, que no seu todo deverá ser superior â soma das partes, não sei se me fiz entender ?
-Perfeitamente!!!! e com muita eloquência, mas então o professor não recorre aos métodos das ELIOTT WAVES ?
-Repare Jonas, eu recorri e recorro a tudo que considero cientificamente uma mais valia. Sempre utilizei na metodologia do treino, ondas electromagnéticas, sonoras, marítimas, hertzianas e outras. As de Eliott, sinceramente ainda não as reconheço com o carácter infalível, que querem fazer crer….
-Tem toda a razão o professor, pois por vezes verifica-se alguma coerência na Big Picture, mas no trading diário, portanto de curto prazo, denuncia muitas insuficiências……
-Sim…..também acho, tenho um amigo que recorre muitas vezes a esses riscos, mas já me disse que arriscar com os riscos, também é arriscado…..eu continuo com a minha, o verdadeiro BIG PICTURE, é a praia do molhe, no Restaurante do Molhe, a comer uns bolinhos de bacalhau, saborear um copo de cerveja, ler o jornal, com aquela vista única sobre o Atlântico, tanto de Verão como de Inverno….isso sim é o Big Picture…..o resto, sinceramente acho que são litles pictures….
-O que aconselha aos nossos leitores, para uma carteira equilibrada ?
-Jonas, eu não gosto muito de dar conselhos sobre as carteiras de cada um. Já vi bitaites sobre carteiras, que depois foram uma desilusão. O que posso dizer, é que devem procurar uma carteira apropriada, se usa mais cartões de crédito do que dinheiro, pode ser uma carteira mais pequena. Se a guarda no bolso das calças, procure uma mais resistente, que não dobre com facilidade. Se gostar de ter fotos da família, então deverá ter uma maior, com vários compartimentos. Uma carteira é um espólio pessoal, mas que também reflecte a nossa forma de estar na vida.
-Prof. qual o momento de vender os títulos ?
-Esse é dos problemas mais intrincados, Jonas, pois por vezes as pessoas compram, ficam com os títulos muito tempo….pois estavam a perder mais de metade do que investiram e no momento aconselhável para os devolver ao mercado, não senhor, não vendem....ganharam afectos...foram anos de convivência, já não é pelo que valem, mas sim pela companhia..., gostam de ver no extracto aquelas acções..., ficam com pavor de se sentirem abandonados….. argumentam de que vai subir mais….mas não é verdade, não querem é perder aquelas acções adquiridas, sabe-se lá, se num pico de paixão…..é do foro psíquico não do financeiro….em síntese… é amor ….e isso não se vende. Aconselho a quem seja muito susceptível de apaixonamento, que não se envolva no mercado de capitais, pois vai ter ou perdas financeiras ou desgostos por solidão.
-Professor, é famosa a identificação que faz entre empresas cotadas e os CEO, pode referir-nos algumas ?
-Não é muito aconselhável, Jonas, pois poderiam ser mal entendidas as conotações que naturalmente para o cidadão comum têm sentido, mas para outros nem tanto, de qualquer modo vou dar dois exemplos para vocês adivinharem: os merceeiros e o lavadinho que fazem parte do PSI20.
-Professor, para terminar, uma mensagem aos leitores do JRW.
-Sejam felizes, by the way on the road……
-Professor, estamos muito reconhecidos pelas suas palavras, que por vezes metaforicamente, foram uma fonte de ensinamento.
-Obrigado Jonas, foi um prazer, até breve.
O pedagógico Prof. Nani Gonzal, contribuiu com a sua tradicional fluência, para o esclarecimento dos leitores mais familiarizados com estas coisas dos mercados de capitais e deixou pistas muito interessantes, sobre estratégias a adoptar para quem pretende intervir no mercado.


jonas dos santos

POLITICA


       TODA A VERDADE
À redacção do JULIUS RIMANTE tem chegado um profuso número de emails, a saber das razões porque ainda não ouvimos o líder da oposição Podre Passo de Coelho.

Para esclarecimento dos leitores, já havíamos solicitado diversas vezes uma entrevista, mas que sempre nos foi negada por razões de agenda.
Podre Passo no intervalo das suas viagens para Espanha, acedeu a uma pequena entrevista, para esclarecer algumas questões que muitos leitores nos colocaram.
P- Dr. Passo de Coelho, um leitor endereça-nos uma pergunta que de imediato lhe colocamos. A mesma diz” …perguntem a essa marionete do Ângelo, que parece um papagaio bem-falante, mas que dá a ideia de que não percebe nada do que diz, que ideia foi essa da revisão constitucional”.
R- Agradeço a oportunidade e as amáveis palavras do v. Leitor, que me dá o mote para explicar. Como sabem a Constituição tem de ser revista, o que concordei de imediato. Aquilo de a Constituição estar em livro já se não usa. Os países mais avançados apresentam a Constituição numa revista, bonita, com cores e fotos alusivas. Foi aquilo que em primeira instância pretendi, uma Constituição em revista com periodicidade mensal. Mas não fazia sentido se não a modernizássemos, daí as alterações propostas.
P- Os despedimentos por facto atendível?
R- Claro.
P- O que se pretende com facto atendível?
R- Foi um lapso, eu disse entendível, mas veio a público atendível.
P- E o que é isso de atendível ou entendível?
R- É tudo aquilo que se entende e que leva ao despedimento.
P- Pode ser mais explícito?
R- Ainda não chegamos a uma versão final, mas segundo o Ângelo, um dos meus conselheiros, é um facto que a entidade patronal entenda como atendível para despedir um empregado.
P- Mas isso não é muito vago e pode levar à discricionariedade?
R- É natural, ainda que eu não entenda bem o que pretende com a palavra, mas se bem percebo; é que o despedimento deve ser discreto. Eu acho que sim, o empregado deve ser despedido mas com muita discrição. Segundo o Ângelo, um dos meus conselheiros, se a entidade patronal entender que a acção do empregado, ou a falta dela, é susceptível de ser atendível para despedimento, há toda a legitimidade.
P-???
R- Se me permite ainda, é importante perceber que essa calúnia de que estamos a liberalizar os despedimentos, é completamente infundada. O que nós dizemos, é que é legítimo despedir; se o facto for entendível, atendível, compreensível, perceptível ou em última instância; previsível, cabendo naturalmente à entidade patronal, como órgão responsável, verificar se estão cumpridas as condições constitucionais. O meu conselheiro Ângelo, é da opinião que as empresas com mais de 10 trabalhadores, disponham de um constitucionalista avençado.
P- Dr. Passo de Coelho, um outro leitor refere num email, que passamos a transcrever literalmente ” …o que é que esse palhaço disfarçado de político enlatado, pretende com a reforma do serviço nacional de saúde? Liberalizar o negócio para o Ângelo e outros que tais?”
R- Agradeço que me faculte o endereço de email do seu leitor, para lhe poder responder pessoalmente à amável saudação, Sobre isso já se falou muito. O que se pretende com a medida é que quem ganhe mais que 475 euros mensais e como sabemos é uma parte significativa da população, segundo o meu conselheiro Ângelo, terá de acorrer aos hospitais privados, libertando para os serviços públicos a restante população, essa sim carenciada.
P- Mas isso é um retrocesso no Serviço Público de Saúde, a que todos os cidadãos têm direito.
R- Não é retrocesso nenhum, pelo contrário é um avanço.
P- Avanço como?
R- As pessoas passam a ser muito melhor atendidas nos hospitais públicos, não vai haver listas de espera. Todos os internamentos vão ser em quarto particular. Os pobres vão enfim poder ter todas as regalias dos mais afortunados. O que é incrível, é que nos acusam de política anti-social.
P- Dr. Passo de Coelho, deve haver aí alguma confusão. Isso vai ser negócio para as clínicas e seguradoras.
R- Pois vai, mas e qual é o mal? São organizações privadas que necessitam de clientes e temos a obrigação de criar condições de desenvolvimento a quem quer investir na saúde. De qualquer modo já há grupos que cheguem, segundo o meu conselheiro Ângelo. Eu conheço muitos empresários do sector e acharam a ideia brilhante, pois vai libertar o orçamento do Estado e nacionalizar os rendimentos das famílias.
P- Como sabemos que o seu tempo está limitado, colocamos mais uma questão, posta por email, de um leitor do JRW: “…a nossa sina como país, é ter a infelicidade de ter dirigentes do calibre do que lá está e daquele que para lá quer ir. Completos incompetentes, mentirosos, sem experiência profissional de governo de uma oficina, quanto mais de um país, mas são esses que têm o dislate de se proporem, pela ausência dos outros, esses sim, que têm o dever patriótico de assumirem as suas responsabilidades, mas refugiam-se. Esse tal Coelho é mais um pombinho sem habilidade para a causa. Conseguiu chamar a si as atenções, pelas piores razões, libertando o colega da pressão pública, não fosse ele demitir-se e para assim se aguentar mais um tempinho na oposição, porque não tem ideia nenhuma de como há-de governar. O que é que anda a fazer em Espanha? Estágio? Ou será o futuro regente ao serviço da coroa espanhola, como D. Miguel de Vasconcelos?...”
R- As observações desse leitor têm toda a pertinência e se me permite, vou-lhe responder. Estou a tentar a União Ibérica, para fazer face à crise. Juntos é mais fácil ultrapassar as dificuldades. O meu conselheiro Ângelo, que trabalha para várias empresas espanholas, já o referiu várias vezes e eu estou de acordo. Agora que são campeões do mundo, podem-nos ajudar muito e ando a assistir ao início de época do Mourinho, pois vou ter o mesmo problema quando chegar ao governo. Ele tem muita experiência no comando de grandes equipas e eu ainda nem por isso. Quando trabalhava era apenas eu e a secretária.
Foram estas as palavras de Passo de Coelho, que quer se goste ou não, foi directo, não se refugiando em lugares comuns, satisfazendo algumas das questões postas por leitores do JRW. A agenda do candidato, não nos permitiu mais perguntas, mas comprometeu-se em nova oportunidade a alargar o âmbito da entrevista.