CINEMA

                                    QUINTINO TARANTINO

O JRW aproveitou a presença de Tarantino integrado na comitiva portuguesa da visita oficial a Angola, sede da próxima reunião da CPLP.
O grande realizador norte-americano respondeu-nos a algumas perguntas e posou para o JRW no conhecido espaço Luandense :“O Lokal”


P-Mr. Tarantino, obrigado por ter acedido ao convite do JRW. Gostávamos que começasse por comentar a crítica que muitas vezes lhe é feita, de ser um realizador que glosa demasiado com a violência.
R- Gulosa???? É verdade esse ponto de vista, a violência é gulosa pois nunca está satisfeita. Os meus primeiros filmes foram o Amor à Queima Roupa e os Assassinos por Natureza, cuja violência está ultrapassada e quando os revejo, são historiazitas de algibeira, com pouco sangue e uma violência muito light.
P- Mas não diversifica os temas, continua fiel a um conteúdo marcado pelo drama e devastação física e moral.
R- Agradeço o elogio e efectivamente a minha preocupação é aperfeiçoar a técnica dos assassínios, suicídios, atrocidades e quejandos. Leio diariamente os jornais de todo o mundo, pois são um manancial de inspiração para os meus filmes.
Cães Danados foi um exemplo dessa pesquisa. O abandono de animais domésticos, prática comum e abominável, retratado nos jornais e televisões do mundo inteiro, inspirou-me a realizar a obra. A revolta dos cães, abandonados por uma sociedade que só pensa no efémero e no cómodo, redundou numa trama de grande violência com os cães completamente danados a atacarem os seus ex-fiéis amigos.
A Lassie, o Rin-tin-tin, o Milú do Tintin e os 101 dálmatas, completamente danados, organizaram um ataque, que pôs Nova Iorque a ferro e fogo.
P- Pulp Fiction está dentro dessa linha. Considerada a obra prima da violência…com personagens verborrágicos…
R- Eu sei, quero dizer, essa do verborrágico, até é possível que seja, mas a ideia não foi a de verborrar ninguém, apesar de muitos espectadores, segundo tomei conhecimento, se verborraram a verem o filme, pois a intensidade, o suspense e o medo, por vezes leva a que os mais sensíveis se verborrem todos.
Mas no capítulo da violência, o que mais me preencheu foi, O Albergue. É um filme de terror profundo, em que envolvo todos: os cães danados, os pulp fiction, os assassinos por natureza, os four rooms, etc. Deu tamanha complicação, que eu próprio perdi o fio à meada e aterrorizei-me com o meu próprio guião. Mas foi muito bem recebido pela crítica, que adora violência e sangue, muito sangue. Cinema sem sangue, não é cinema, é um vídeo sem emoção, é um apanhado. Nos meus filmes ele jorra, mais que a água, só é pena que não salpique o espectador…mas hei-de lá chegar.
P- Projectos?
R- Projectos? Bem a única coisa que tenho em mão, é o da construção de uma câmara de horrores na minha garagem, para me relaxar no intervalo das filmagens. Trabalho 15 horas por dia e quando chego a casa, preciso de distender e usufruir do que gosto, sem preocupações de estética nem de paparazzi….vai ter aparelhos de tortura, cadeira eléctrica, câmara de gás e um pequeno lago cheio de sangue, com pedaços de corpo humano, sempre frescos. Fui contactado por vários fornecedores do mundo inteiro, mas os que me dão mais garantias, são os do Iraque, Paquistão e Afeganistão.
P- Referia-me a projectos cinematográficos….
R- Ah….entendo, ora bem, há uns anos vi um filme que sempre me marcou: “ A Casa que Escorria Sangue”. Sempre achei que era um tema absorvente e muito estimulante. Estou a preparar uma versão mais alargada, que penso que se chamará “ A Cidade que escorria sangue”.
P-Mr. Tarantino, obrigado por esta entrevista, que nos ajudou a melhor conhecer o grande realizador que é, com a particularidade de ter sido recolhida em África.
R- Obrigado eu e desejo para os meus admiradores portugueses, que continuem a verborrarem.se com os meus filmes, pois é um indício de que se aterrorizam e se chocam, que é desde sempre, a minha mensagem para que o mundo seja melhor e mais agradável.

TERRORISMO

                              O inventor da (maldita) vuvuzela


Ao marcar um golo e ver um adepto soprar num chifre de kudu, Neil van Shalkwyk decidiu inventar um som unificador.

  O JULIUS RIMANTE WORLD foi a um local ultra secreto, para o qual tivemos de seguir de cabeça tapada com um capuz, para entrevistar essa personalidade mais perseguida que Salman Rushdie autor de Versos Satânicos...pois enquanto o escritor foi condenado à morte pelos islâmicos, o criador da VUVUZELA, está em perigo de vida em todos os continentes. As ameaças de morte e de prisão perpétua fazem parte dos noticiários de todo o mundo. Recompensas fabulosas a quem informar sobre o seu paradeiro, são afixadas inclusive, em árvores dos jardins, para além de qualquer esquadra de bairro de um qualquer país, expôr a fotografia de Shalkwyk em tamanho XL e considerando-o um delinquente altamente perigoso. Bin Laden, tem fotografia de tamanho mais reduzido.
Atendeu-nos numa tenda de campanha nos confins da selva, com uma equipe poderosamente armada, todos de camuflados e com olhares muito desconfiados para nós. Reparamos que todos traziam à cintura duas vuvuzelas de grande porte às cores, prontas a ser desembainhadas à menor suspeita de ataque.
P- Como se sente nesta situação? Inventaria novamente a vuvuzela?
R- “Hasta la muerte”
P- Falou espanhol por causa da vitória da Espanha?
R- Não, porque o meu mestre foi o grande Che...
P- Mas o Che foi o seu professor de trabalhos manuais?
R- Mas quais trabalhos manuais...qual quê....ó homem você faz essa viagem até aqui e não sabe quem é o Che?
P- Desculpe lá a minha ousadia, mas não é o Che....é a Cher....a cantora de 60 anos, mas que parece que tem 25....
R- Porra para o inculto.....ó homem é o Che Guevara....
P- Mas Sr. Shalkwyk, que é que o Che Guevara tem a ver com a vuvuzela? Então o que me está a dizer é que Guevara usava a vuvuzela na luta contra o chamado imperialismo?
R- CHAMADO? CHAMADO??? CHAMADO???
( gritou o meu entrevistado, enquanto começa a puxar lenta e ameaçadoramente da vuvuzela). O meu semblante de pânico, com suores a escorrerem-me pela cara, quando olhava o instrumento, inspiraram a sua misericórdia, pois não desembainhou o perigoso artefacto, odiado planetariamente)
P- Está a chamar pelo Sr. Chamado!!! – falei eu para um guarda que estava a ouvir a conversa-
R- Não se faça de sonso.....o imperialismo não é chamado.....é mesmo...
P- Já percebi que o chamado imperialismo....é mesmo imperialismo, mas diga-me uma coisa, como é para aqui chamado o imperialismo?
R- Quem ataca a vuvuzela?
P- Não me leve a mal e não entenda as minhas palavras, como se eu esteja contra o instrumento, bem pelo contrário, acho o som da vuvuzela mavioso e devia ser obrigatório o seu uso nas orquestras sinfónicas, filarmónicas e até nas bandas rock, mas dizia eu... toda a gente ataca as vuvuzelas....
R- Já entendi que você até nem é tão inculto como parecia, se gosta das vuvuzelas, tem sensibilidade. (foi um alívio, para a pressão que sentia no meio hostil), - mas analise bem, são os grandes meios de comunicação social dos imperialistas que lutaram contra esse maravilhoso concerto de vuvuzelas, a que se assistiu nos campos da África do Sul. Sabe porquê?
P- Não, lá isso não sei...
R- Foi essa clique de comentadores desportivos que não dizem uma para caixa, que foi abafada pelas vuvuzelas....não dizem nada, trocam tudo e felizmente que foram silenciados pelo som dessa gaita fantástica, que eu tive a felicidade de inventar...
P- Ah...pois estou a ver....e tem lógica....
R- Outra coisa, veja bem....quem toca a vuvuzela?
P- Pelo que se percebeu.....toda a gente.....a maioria dos assistentes tinham a mald...(quase....que me fugia...mas emendei...)- a maldimavilhosa vuvuzela...
R- Maldimavilhosa???? – cruzes, o que significa? (desconfiada interrogação...)
P- É do novo acordo ortográfico....significa maravilhosa...mas de uma forma mais fácil de se pronunciar....é influência dos brasileiros...
R- Os brasileiros às vezes em vez de simplificar....complicam... mas essa de... é....maldimavilhosa....olha qu’esta....é bem mais complicada a pronúncia...por isso não admira que tenham sido eliminados pela Holanda...mas dizia eu,  aí está a razão do ódio à vuvuzela....é um instrumento proletário....que qualquer um pode bufar....
P- Realmente não tinha pensado nisso...mas a sonoridade não é muito bem aceite por todos....
R- Pelos reles imperialistas a soldo do capital todo poderoso....e pelos racistas....
P- Racistas?
R- Claro ....não suportam que tenha sido em África que nasceu o instrumento mais popular de todos os tempos....que contudo é anti-rácico, pois foi tocado por brancos e negros..
P- Ah...sim isso é verdade...toda a gente soprava na MER.....(outra vez a gafe...ainda deu para contornar....mas a continuar assim....ainda vai ser uma chatice...)....- ...soprava na merditíssima vuvuzela.-.
R- Você usa cada palavra mais esquisita, mas tá bem....esse tal dito acordo alterou tudo...merdítissima!!!!se já se viu...
P- Sr. Shalkwyk, como vai sair deste imbróglio?
R- Não saio....
P- Vai ficar aqui toda a vida?
R- Não....estou a trabalhar num invento de um instrumento que a vuvuzela comparada com ele, vai ser uma pequena corneta.....ai vai sim senhor....mais 3 meses e o instrumento está na linha ....ainda vão implorar para que se legalize a vuvuzela como instrumento de sopro de eleição....ai ides ver...então não ides....

                                   

E assim foi a entrevista ao inventor da vuvuzela, que se prepara para lançar mais um mortífero artefacto, que pode levar os otorrinos a estatuto de classe privilegiada.

ORGULHO MACHISTA

A mulher desconfiada, pergunta ao marido :
- Com quantas mulheres já dormiste?
O marido responde orgulhoso:
- Só contigo, querida! Com as outras eu ficava acordado!
-Pois....pois....pelo que conheço...coitadas das moças....mais valia apanharem-te a dormir....fazes o mesmo e és menos chato...
                                                                           (colaboração de leitor arrependido pelas noites... mal dormidas)

ECONOMIA

             
                         A   NACIONALIZAÇÃO
Berardo perspectiva "um problema dramático nos próximos cinco anos" para a economia nacional. "Estamos a brincar com o lume. Portugal está completamente endividado"
O empresário Joe Berardo defendeu hoje, em entrevista à Agência Lusa que uma das soluções para Portugal sair da actual crise financeira passa pelo Governo "nacionalizar tudo e começar tudo de novo".
O comendador considerou que se perspectiva "um problema dramático nos próximos cinco anos" para a economia nacional.
"Estamos a brincar com o lume
O empresário madeirense defende ser necessário "negociar uma globalidade e andar com o problema para a frente porque o dinheiro virtual que não está a ser contabilisticamente apreciado vai ser uma dor de cabeça".
"Empurramos este problema com a barriga mas vai chegar o dia em que acho que vai ser tudo nacionalizado
O empresário salienta que os problemas económicos e financeiros assolam vários países, incluindo o Japão, o que levou o primeiro ministro a "declarar bancarrota". E refere que "as pessoas não querem fazer os sacrifícios necessários", realçando que todo o processo "foi mal conduzido nos últimos tempos", classificando de "o maior roubo à humanidade, o que estão a fazer nos offshores, que são casinos sem regulamentos". Berardo critica os governos mundiais por não terem "optimizado os regulamentos para acabar com as malandrices nos offshores, tanto por franceses, como europeus e africanos". "Foi uma meia dúzia de homens que manipularam estas situações e estão a gozar da humanidade e vamos todos sofrer com isso", conclui.

Como temos contacto privilegiado com o empresário, fomos ao seu encontro para nos pormenorizar e explicar melhor algumas as suas afirmações.
P- Joe, então o melhor é nacionalizar tudo?
R- Of course....no solution de outro modo. ..
P- Mas é o BCP que o está a preocupar? Vc. É um grande accionista e pediu muito dinheiro à CGD para comprar acções...
R- Guy...yes, estou muito preocupado, mas se for tudo nacionalizado, também não pago o empréstimo...
P- Mas nacionalizar o quê?
R- Tudo guy....tudo....a luz, a água, o vinho, os comboios, o Mourinho, os jornais, os shopings, os clubes de futebol, os arrumadores, as call girls, os tascos, a feira de Carcavelos....tudo...tudo guy...
P- E o Estado?
R- Também.....o Estado é o primeiro a ser nacionalizado...para finish com esses interesses privados que estão nos governos.....nationalization no Estado imediatly...
P- Mas isso é acabar com a economia de mercado...
R- And so? No problem…a economia do mercado j´acabou. Ninguém lá vai...os mercados estão às moscas....anda tudo nos centros comerciais e grandes superfícies...
P- Mas isso é voltar ao sistema do proletariado....e à economia condicionada...
R- Não sei se é ...but it´s ok... se é voltar a isso que estás a dizer...o notariado nunca devia ter sido liberalizado....e a economia do ar condicionado está de rastos...
P- E os bancos?
R- Os bancos de urgência também....esses privados que andam na saúde....só tratam da saúde aos ricos.....oh guy...eu também era rico antes dessa merda das acções do BCP...agora também i go aos centros de saúde...portante nationalization everything....mas now....diz-se já, não é guy?
P- Os offshores é para acabar?
R- Acabar não....nacionalizá-los...para depois privatizar again... e aí eu compro, desde que esteja na fiscalização do que as guys ganham...
P- Mas isso era sair da União Europeia....
R- And so?...it´s ok...essa merda é mais desunião... que união...há tanto tempo nessa coisa e ainda continuamos a ter o mesmo vizinho de sempre ....a Spain....se a união fosse coisa good, já alguém tinha vindo para o outro lado...
P- Mas tem o mar....
R- And so? A Espanha apertava mais para esquerda e nós também e sempre cabia mais um...
P- Mas o mundo está na bancarrota?
R- Of course indeed....está tudo com dinheiro virtual……
P- Virtual?
R- Yes....virtual money...é comprar e vender sem se ver o money...vai à loja compra, é cartões e mais cartões... e ninguém vê o money....tem de acabar isso...tem de se pagar com as notas...sem money alive...no shopping...virtual money é dinheiro morto....tem de se pagar com dinheiro vivo...ver uma nota do banco é uma raridade e as que se vêem, a maioria são falsas....
P- Os governos têm actuado?
R- Os guys são uns fracos....também são virtuais...não têm coragem e em vez de governar....os guys governam-se...os 6 guys que tiveram a culpa desta merda toda...andam à solta e de avião.....vejam o Garden do BCP...os outros 5 que vocês já sabem quem são...também...
P- Para dar a volta à situação?
R- Como já talked....nationalization....já....
P- Começar por onde?
R- Banco de Portugal e a CGD
P- Mas já são....
R- Ai são? No problem....nacionalizam-se again....para dar o exemplo...ficam duas vezes nacionalizadas...se fail one....fica a outra....e a seguir o Diário da República...para dar o exemplo...
P- Diário da República?
R- Yes...guy....passava a Diário da República Nacionalizada.
P- E há mais sectores estratégicos a nacionalizar de imediato?
R- As costureiras e os alfaiates.....pois como está tudo roto....vai ser um good business..
P-Joe, você disse que andamos a empurrar o problema com a barriga?
R- Yes i said that....because....merda desculpa lá o english…mas é verdade, toda a gente empurra o problema com a barriga…porque as mãos estão ocupadas a segurar as contas para pagar....
P- Mas a nacionalização provocaria grandes convulsões sociais....
R- I don´t believe....os dependentes do Estado são muito mais numerosos...os que se oponham são destroçados....só têm as seguranças privadas e os stwards, a Air force que é decisiva já está nacionalizada e o exército também...no problem...
Deve-se criar o comité de nacionalização e nomear o Merdinha Carreira para presidir...e very depressinha antes que o Sócrates vá de férias...

As palavras directas e controversas, como sempre, do Comendador.

SEGURANÇA

                                AMEAÇAS NA INTERNET

Um alto funcionário do FBI revelou que muitos dos ciberadversários dos Estados Unidos detêm a capacidade de acesso a praticamente qualquer sistema de computador, representando um risco tão grande que pode "desafiar a própria existência do país".Em um comunicado classificado como "urgente", o diretor adjunto da divisão de cibercrime do FBI, Steven Chabinsky, adverte sobre a ameaça de ataques
 cibernéticos contra o país. O oficial ofereceu recomendações no combate aos cibercriminosos, incluindo regras que limitam a capacidade de alguns sistemas de operar por modo vulnerável."A ameaça cibernética pode ser um perigo existencial, ou seja, desafia a própria existência do nosso país, ou pode alterar significativamente o potencial da nossa nação", disse Chabinsky, afirmando estar convencido de que, dado tempo suficiente, de motivação e de financiamento, um adversário determinado será sempre capaz de penetrar em um sistema-alvo.Chabinsky afirmou que o ciberterrorismo é a principal prioridade do FBI, seguido por sua investigação de países estrangeiros, que procuram todos os dias roubar segredos norte-americanos bem como do setor privado de propriedade intelectual, por vezes, com o objetivo de minar a estabilidade governamental e enfraquecer a situação econômica ou militar dos Estados Unidos."Ambos - terroristas e os países estrangeiros - estão se voltando para cibertecnologias para explorar as nossas fraquezas", disse Chabinsky. Segundo ele, o cibercrime está se tornando cada vez mais um negócio não relacionado com o violento crime organizado. Na verdade, afirma, o FBI começou a usar equipes da SWAT para fazer algumas detenções por crimes cibernéticos.Chabinsky lembra que o FBI vem contratando e treinando agentes especiais que podem "falar a língua" e navegar no mundo online das empresas cibercriminosas. Chabinsky instou organizações governamentais a avaliarem suas posturas de risco, e pedirem a seus fornecedores de ferramentas de segurança que garantam os sistemas de protecção melhores..
O ciberespaço tornou-se no 5º domínio da ciência da guerra depois de : terra, mar, ar e espaço.Estão a ser desenvolvidas ciberarmas de capacidade destruidora superior a bombas nucleares. Muitas das máquinas utilizadas nos ataques são computadores de cidadãos completamente inocentes, que foram pirateados.

Fomos falar com um hacker, referenciado como dos melhores que existem actualmente.

P-Joe, você é um hacker?

R-Sou. Joe Hacker. Porquê?
P-Estamos a referir-nos a hacker informático...
R-Referir o quê?
P-Se é um hacker informático...
R-Não.
P-Então?
R-Então quê?
P-Foi-nos referenciado como hacker informático, dos mais reputados.
R-Quem?
P-Você.
R-Eu?
P-Sim...
R-Se sou e daí?
P-Entra nos computadores ...
R-Se entro nos computadores? Você já viu um computador? Você é mais baixo e não cabe lá, eu que tenho 1.80, muito menos...
P-Está-se a fazer ingénuo, entrar no software...
R-Você já viu o software? Por onde é que se entra se nem é físico??? Se conhece alguém que entre lá, não é matéria....é um ser incorpóreo....e nesse caso veja bem as suas companhias...
P-Ora bem, posta a questão de outra forma, é conhecido por aceder a programas informáticos de entidades, sem estar autorizado para isso.
R-Agora é você que se está a fazer de ingénuo....não me diga que tem as licenças de todos os programas que tem no computador...ou foi o seu amigo incorpóreo que as facultou?
P-Estou a referir-me a programas de bancos, empresas e etc...
R-Não me diga que não paga contas pela Internet? Está a aceder a programas de terceiros...
P-Mas para fins legítimos...
R-Eu também, só acedo para os fins legítimos...
P-Mas usa o seu know-how para cibercrime?
R-Uso, faz parte do meu trabalho.
P-Do seu trabalho?
R-Sim
P-Mas qual é o seu trabalho?
R-Sou funcionário da Loreal, investigo fórmulas para novos cibercreams, que são cremes para senhoras, que se comercializam através da Internet.

RED BULL/MALAS À PORTA


                                   Red Bull cancela corrida no Porto e Gaia


                                                               
                                                                     (música e letra de Zé Cabra)

Red Bull Air Race, cuja realização estava prevista para o rio Douro, em Setembro, não vai, afinal, realizar-se. O anúncio foi feito, esta manhã, pela Câmara de Gaia, em comunicado, adiantando que o cancelamento daquela que seria a 4ª edição da prova em Portugal se deve “a motivos de natureza económico-financeira relacionados com a crise internacional.

O JRW foi a VN GAIA e falamos com o Presidente Filipe Minezas sobre o infausto acontecimento, que é a anulação do Red Bull Air Race que se realizaria em Setembro.
P- Dr. Minezas, então não há disponibilidade financeira para o evento?
R- Nada disso, dinheiro para quê? se o festival dá o lucro, que a gente sabe....as razões são outras...
P- Quais?
R- É o Rio que não corre....
P- O rio Douro?
R- Se fosse....o que não corre não é douro...é de folheta...e da fraca.....para aquele pechibeque das corriditas de D. Elviras na Boavista, "o curso de água", arranja tudo...para voar....não tem brevet....só nos aviões da feira popular...
P-Está muito metafórico Dr. Minezas, nem é seu costume....normalmente é directo...
R- Pronto lá vai. O "riachozito contabilista" nunca viu com bons olhos, aquela coisa de Gaia voar e o Porto na Boavista a ver as arrastadeiras e vai daí, não autoriza que o espaço aéreo da zona entre a Foz e a Ribeira possa ser utilizado, a não ser por aeronaves comerciais, durante o Verão.
P- Então foi o seu correlegionário que impediu o Air Race?
R- Correlegionário???? É mas um legionário....isso sim, um autêntico legionário das galés.
P- E não conseguiu contornar o percurso?
R- Tentamos fazer da Afurada até Valadares, mas é preciso pontes...ainda estivemos a pensar fazer 2 pontes pênsil, mas os Irmãos Cavaco, disseram que não havia tempo, pois tinham de ser construídas entre  Valadares e Casablanca....uma ainda conseguiam...2 é impossível...
P- Mas ele invoca estrangulamentos financeiros....
R- Não me fale em estrangulamentos, quem estrangulava...sei eu a quem...
P- Então isto é uma guerra Porto-Gaia...
R- Guerra???? Não fosse o FC Porto treinar cá e a esta hora já tínhamos dado ordens ao quartel da Serra do Pilar para se preparar...assim para já, fica por aqui...mas a vingança serve-se a frio...

Foram estas as palavras de Minezas, sobre as malas à porta do Red Bull Air Race.

CIENCIA

                                Descoberta a luz mais antiga do universo



O telescópio Planck da Agência Espacial Europeia permitiu fotografar a “luz mais antiga do universo” – abrindo novas portas para entender a formação do universo.
O telescópio espacial foi lançado em Maio do ano passado com a missão de vigilar a radiação cósmica emitida pelo universo apenas 380 mil anos após a sua formação.
A linha branca que atravessa a parte central da imagem é a via láctea. A luz intensa ao contrário do que se possa pensar, não provém das estrelas, mas sim da radiação libertada pelas nuvens de poeira e gás espacial que se encontram entre as estrelas.
Mas o aspecto mais interessante, são os tons vermelhos e púrpura da imagem, que representam os resquícios da explosão que deu origem ao universo.

MENINO LOIRO

                                                               
                                                                                                                                                                                       (o menino loiro)
Kido Bigfather acompanhado pelos Medonhos, interpreta esta magnífica peça de José Afonso "O MEU MENINO É LOIRO". A canção que não nos foi permitida a transmissão integral, dado o teor da letra, é dedicada por KIDO, a alguém que lhe merece "muita estima."
Atendendo às limitações, aconselhamos os leitores a ligarem as colunas e usarem o autoreverse. Este momento intimista de KIDO, foi recolhido no âmbito do concerto "NA RUA COM O BY DE WAY", que se realizou em Alpendurada.
Kido ordenou que se apagassem as luzes do palco, enquanto cantava com grande sentimento "o meu menino é loiro".
Temos algumas imagens exclusivas desses momentos inolvidáveis, obtidas enquanto KIDO e os MEDONHOS, lançavam os acordes e devastavam a plateia Alpendurense, na sua maioria constituída por desempregadas de longa duração, vítimas da crise que se instalou na região e não só.
            (Nani Bitaites assistiu ao concerto e comoveu-se com o menino)
Momentos lancinantes e espectaculares em que KIDO gritava para a assistência para o apoiarem e o deixarem a ele e ao menino loiro, viverem as suas vidas. "KIDO...KIDO...KIDO" gritava a mole completamente rendida a BIGFATHER- " VAI VIVER A TUA VIDA COM O MENINO, SE TANTOS VÃO....TAMBÉM TENS  DIREITO.....VAI KIDO....VAI...COM O MENINO LOURO...IDE E SENDE FELIZES...", estas palavras proferidas com muitas lágrimas e pungência, foram escutadas pelo artista, também ele extremamente comovido.



KIDO arrebatado, de mão no bolso para tomar o lenço, irrompe num pranto, sob os olhares dos Medonhos, atentos a grandes movimentações na assistência, que se preparava para invadir o palco e consolar o cantor.


O concerto de Alpendurada ultrapassou todas as expectativas. KIDO prendeu durante cerca de 2 horas todos aqueles que encheram o coreto da igreja matriz.
Na estrofe final, KIDO compromete-se com o público presente a levar o MENINO LOIRO ao céu, mas apenas enquanto for pequenino. O público mais uma vez rendido ao criador de "NA RUA COM O BY DE WAY", acredita na promessa e incentiva-o a encetar a viagem com o MENINO enquanto é pequenino...

LITERATURA

 DAVID ESTALINE, é uma figura incontornável da literatura nacional e internacional. JRW recolheu as palavras do poeta sobre o seu último
 livro “ POEMAS AVULSO E SEM SENTIDO”. O departamento de literatura do JRW, publica em exclusivo a entrevista com o grande poeta.

O poeta atendeu-nos no CAFÉ MAJESTIC, em que mantém uma tertúlia literária com os maiores expoentes da poesia portuguesa: Vasquinho, Neca Sousa, Espanta, Sócrates, Passos, Cavaco, Alegre, entre outros, são assíduos frequentadores do espaço por excelência, que o MAJESTIC disponibilizou para os intelectuais na cave do estabelecimento.
Prof. a sua poesia tem raízes profundas, na cultura popular e em temas da actualidade social. É essa a sua Musa?
R- Aqui não há musas, já houve não nego, mas agora acabei com isso, sou um poeta sem vidas paralelas, falei com as musas e disse que tinham de mudar de vida. Falei com todas pessoalmente e fiz cessão de actividade.
P- O seu último livro tem tido críticas encomiásticas nas revistas da especialidade: O OLHO; POESIAS & AFINS; O CISCO TONITRUANTE; CAPITU, entre outras, dão ênfase a que a sua poesia é mais paratática que hipotática, ou seja, ao calar sobre tudo que não é o estrito, amplifica a vastidão desse estrito a partir do fino recorte causal em que se alicerça.
R- Ora bem, se quer que lhe diga com sinceridade, não li nenhuma, nem percebo essa conversa do calar o que não é estrito, eu quando mando calar, é para todos; destritos, concelhos e até mais, já tem acontecido mandar calar em freguesias. Quando o barulho é muito, não tenho qualquer problema, mando calar em qualquer sítio. A poesia é para ser ouvida em silêncio.
A este propósito vou-lhe ler uma quadra do meu livro “ POEMAS AVULSO E SEM SENTIDO”, que se relaciona com o que falou.

Que não me respeite, mas fique rendido,
Em momento sagrado, jucundo...
Que fira meu coração como Cupido,
Ficando a ardente seta bem no fundo

P- É realmente uma quadra com uma forte indicação de integridade – inclusive no plano de uma conduta individual e política – por saber enganchar a nossa existência precária e provisória numa essencialidade da qual sabemos tão pouco. Mas diga-nos, fale-nos da sua inspiração.
R- Não gosto muito de falar de inspiração, porque lembra-me transpiração, que é coisa que não tenho desde que deixei de trabalhar, já lá vão 20 anos, mas há momentos que na realidade me chamam à máquina de escrever. Por exemplo a quadra seguinte foi escrita num desses momentos. Um político estrangeiro recebeu a notícia da infidelidade da esposa, que lhe toldou a vida. A quadra é uma mensagem de apoio e de solidariedade.

Não lamentes, Alcino, o teu estado,
Corno tem sido muita gente boa;
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm governado.


P- Diz-se que o prof. está ligado ao grupo objectivista e que se transposta com o sentido métrico/rímico do “pierrot lunar” de um Laforgue. Concorda com esta conotação?
R- Nem concordo, nem deixo de concordar, eu não faço poesia a metro, é verdade que li o “mon ami Pierrot”, mas nunca o conheci, quanto a esse Laforgue, não tenho ideia nenhuma. Quanto ao objectivismo, não há dúvida a minha poesia é toda ela objectiva, veja este exemplo, que lhe vou declamar:

Rapada, amarelenta, cabeleira,
Vesgos olhos, que o chá, e o doce engoda,
Boca, que à parte esquerda se acomoda,
Uns afirmam que fede, outros que cheira



P- Considerado também o mentor da vanguarda cubo-futurista, criou a linguagem zaúm, ou transmental, formada por sons abstractos. A sua vida foi tumultuada por numerosas viagens pela Europa e internamentos em hospitais psiquiátricos. Influenciou diversos poetas contemporâneos, acha que essas experiências foram decisivas no seu percurso literário?
R- Eu não gosto de falar desse tempo, mas é evidente que o Conde Ferreira, a Casa Amarela de Barcelos, o Magalhães Lemos, têm muita influência nos meus poemas, que acabam por ter muito de autobiográfico. Não posso deixar de ler este verso, que foi escrito num desses momentos de reclusão:

Num momento de reflexão
No silêncio, na escuridão
Sonhei que era borboleta
E fui parar ao S. João

P- Esse verso é de uma beleza intangível, “O procedimento do transalucinador é buscar novas formas de violação da linguagem prosaica, o que a arte é para transalém de conceitos cristalizados. O que está trans já esteve aqui. O que subverte fronteiras tem no âmago seu porto. No meio do caos a luz do diferente.”, esta opinião de um crítico americano, sobre a sua obra, reproduz também o que pensa?
R- É possível que sim, mas eu não sei o que ele pretende com isso tudo. Que vivo no Porto, é uma realidade e que gosto de frutas cristalizadas, não o nego. Agora violações, nunca aprovei, mesmo de um transalucinador. Portanto são comentários sobre a minha vida, que não posso aceitar. Conheço transsexuais, tenho alguma experiência, mas nada de relevante.
P-Prof. muito obrigado por estes momentos fabulosos, de convivência com a poesia e a personalidade.
R- Para se recordar, dedico-lhe aqui este poema, que não está no meu livro, trata-se de um inédito.

Fazê-la ir abaixo, mas com doçura
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pé ante pé, e com ternura
Tomá-la nos braços e dar-lhe com fartura.

E com este inédito de David Estaline, dedicado a Zirinha Lopes, reporter do JRW, concluímos a entrevista ao autor de "POEMAS AVULSO E SEM SENTIDO".

PRESIDENCIA DA REPUBLICA

O Presidente da República acusado de não se pronunciar sobre o veto do Governo à venda pela PT, da participação na Vivo brasileira , à Telefónica  espanhola, através do uso da golden-share, emitiu um comunicado, que passamos a citar, sem comentários.

 

 
    COMUNICADO

Portuguesas, portugueses, espanholas, espanhóis, brasileiras e brasileiros:

Como é do domínio público o Governo português, impediu o negócio da venda de uma participação numa empresa brasileira, por parte de uma empresa portuguesa a uma empresa espanhola, utilizando uma golden-share.
Entendo que me deveriam ter informado do facto, tanto mais que quem tinha a share à guarda, é a Presidência da República e faz parte do espólio que transitou dos anteriores detentores do cargo e que havia sido oferecida pela PT como prenda de aniversário a um dos anteriores Presidentes.
A referida golden desapareceu misteriosamente do museu da Presidência no passado fim de semana, sem que se tenha detectado qualquer intrusão abusiva.
Na passada sexta-feira o Sr. Primeiro Ministro, no fim da audiência semanal, solicitou-me uma visita ao museu, pois há muito tempo que não o fazia e é um admirador das belas obras que lá estão expostas. Acompanhei-o com muito gosto nessa visita e ambos estivemos a admirar pausadamente a beleza da golden-share, que nos suscitou vários comentários sobre a beleza e imponência da obra. O Sr. Primeiro Ministro questionou-me sobre todos os pormenores da escultura, tendo-o eu elucidado sobre o que é do meu conhecimento, pois faz parte do catálogo das obras do museu. Foi realmente a peça que mais chamou a curiosidade e atenção do Sr. Primeiro Ministro e em que nos detivemos mais tempo. Agradeceu amavelmente o tempo que gastei com ele na visita guiada e retirou-se com a pasta de despacho mais robustecida, pois tinha muitos decretos que eu tinha promulgado, entre os quais as 12 versões dos diplomas sobre as SCUT.
Quando o responsável pelo museu, detectou a falta da obra, no sábado de manhã, foi-me imediatamente acordar cerca das 12.30, o que me incomodou imenso, tendo de imediato solicitado a comparência das forças da GNR, especialistas em minas e armadilhas, para inspeccionarem a pente fino o museu. Findo esse trabalho concluímos que a golden-share tinha sido roubada.
Perante a situação liguei de imediato ao Sr. Primeiro Ministro para lhe dar conhecimento da infausta ocorrência.


Portuguesas, portugueses, espanholas, espanhóis, brasileiras e brasileiros:


O Sr. Primeiro Ministro ficou tão chocado quanto eu, pois ainda no dia anterior havíamos estado extasiados a admirar a peça. Veio de imediato para o Palácio da Presidência e novamente juntos, vasculhamos todos os locais possíveis onde poderia estar a golden-share. Debalde, concluímos ambos que a magnífica obra tinha ido parar às mãos do alheio.
Aguardamos ansiosamente durante o todo o fim de semana, o pedido de resgate, que não surgiu. Todas as casas de antiguidades e de obras de arte, foram informadas do desaparecimento e para não serem receptadores da golden-share.
A esta sucessão de factos, que foram mantidos em reserva, pois tratava-se um assunto de Estado, seguiu-se o que a opinião pública já conhece. A golden-share foi usada pelo governo para impedir o negócio da venda de uma participação numa empresa brasileira, por parte de uma empresa portuguesa a uma empresa espanhola.
De imediato demonstrei a minha estupefacção ao Sr. Primeiro Ministro, que também estava muito embaraçado. Ambos concluímos que ou a golden-share apresentada é falsa e tratar-se-ia de uma reles cópia, facto que o Sr. Primeiro Ministro negou porque a havia visto e disse que era a genuína, ou sendo como se afigura a verdadeira, o Estado foi vilmente ludibriado por um oportunista, que urge identificar e punir exemplarmente.
Sabe-se após investigação por parte das autoridades competentes, que a golden-share foi apresentada na tal dita assembleia, por um incerto, que se retirou de imediato, sem levantar suspeições. A Interpol está no terreno para identificar o autor.


Portuguesas, portugueses, espanholas, espanhóis, brasileiras e brasileiros:


A Presidência da República lamenta o ocorrido, mas está completamente isenta da responsabilidade do uso indevido que foi dado à peça. A acção foi criminosa, pelo que deve ser ponderada pelos intervenientes. A golden-share é do pecúlio do museu da Presidência e não pode ser usada sem a minha expressa autorização. Faço um apelo ao autor deste dislate, que devolva a peça a qualquer autoridade civil ou militar ou a deixe num qualquer estabelecimento comercial, informando as autoridades do facto.

A bem da Nação