NAUFRÁGIO


                                   O TITANIC
Conforme prevíramos aí está o afundanço.
Os índices das acções das principais praças afundam com perdas superiores a 3 %, agravando o crash da última semana. Os líderes mundiais das economias desenvolvidas tentaram durante o fim-de-semana evitar o inevitável.
A despromoção do rating norte-americano, mais que a questão orçamental tem a ver com a recuperação da economia. Os últimos dados desmentem a ilusão que tem sido propagandeada. O crash a que se assiste nos últimos dias vai novamente eliminar milhões de postos de trabalho nas economias mais débeis, que são alavancadas pelo crescimento dos países mais desenvolvidos. 
Independentemente de uma acção concertada durante os próximos dias por parte das autoridades monetárias do G20, que amenize o descalabro bolsista, o vírus está à solta, para o isolar é necessário muito mais que medidas artificiais de controlo.
A ver vamos e esperamos não ter novamente razão.
Principais índices às 10.00-EUA e ALEMANHA

O RATING LETAL

                          MARCHA-ATRÁS
Amanhã ou muito nos enganamos, ou vamos a assistir a mais um mini-crash nas bolsas mundiais, apesar de por vezes, o comportamento dos mercados derivar surpreendentemente em sentido contrário às projecções.
A abertura da bolsa de Tokyo por volta da 1 da manhã, bem como a negociação dos futuros das acções norte-americanas com início à mesma hora, darão indicações mais fiáveis do comportamento da Europa na 2ª feira.
A novidade histórica do corte do rating dos EUA, será o rastilho para um incêndio cujas proporções ainda se não podem prever, mas que certamente será medonho.
Associada à baixa de notação por parte da S&P, Paul Krugman (prémio Nobel de Economia em 2008), veio lançar mais achas para a fogueira, sustentando que a economia americana, não está a recuperar nem nunca esteve.
Para Krugman uma autoridade na matéria, a propaganda do crescimento dos EUA, que estava a alavancar a recuperação da economia mundial, é um sofisma e para isso serve-se dos números do emprego: em Junho de 2007 nos EUA 63 % da população adulta estava empregada, em Junho de 2009, depois do anúncio oficial do fim da recessão esse rácio passou para 59.4 % e decorridos 2 anos de crescimento, está em 58.2 %. Em jeito de síntese, para Krugman sem aumento de emprego, não há crescimento.
O comportamento do mercado também reflecte a preocupação com esse verdadeiro factor de desenvolvimento da economia- a criação de emprego -.
Para Portugal a nova crise vem na pior altura, alvo de um plano de ajuda externa com um plano de austeridade muito duro, que implicará uma recessão incontornável, tal como na Grécia e eventualmente outros países, as exportações poderiam suavizar os impactos. A contracção que se segue a um crash bolsista, é o ajuste de contas  da economia, cria retracção no investimento e na aquisição de bens duradouros. Mais dificuldades para as empresas portuguesas que beneficiavam da recuperação nos mercados mais influentes.
A previsão mais pessimista de alguns economistas, de que a recuperação da economia mundial não seria em V mas em W, parece agora mais próxima. Chegada ao topo do V, volta a inflectir, até ao vértice.
A confusão e a crise instalada, com reuniões e mais reuniões de G7, G12; G20, tantos são os Gês, que o único verdadeiro é o Geocaos.
Os cidadãos comuns são completamente cilindrados, sem perceber bem as razões porque perdem emprego, pagam mais caros os transportes, perdem a casa, a saúde social passa para ricos, os impostos aumentam, a educação dos filhos torna-se insustentável, tudo isto num ápice. O Sistema produz toda esta irracionalidade e incerteza. Os que trabalham e dão o seu melhor, são enganados por uns e por outros. O Sistema quando pretende brutalizar, substitui uns governos por outros, como se a vida fosse feita em compartimentos estanques e os que chegam começam tudo de novo, como se se tratassem de novos iluminados.
Dívida soberana, endividamento externo, défice orçamental, crise financeira, default, PIB, veículos, yelds, etc., são palavras que a maioria desconhece, mas que infelizmente lhes inferniza o dia a dia.


A DESEURIZAÇÃO

                                   O DESEURO
Não se trata de um visionário, trata-se de uma avaliação muito realista e premonitória do que irá suceder a muito curto prazo.

A contínua pressão dos mercados sobre os membros da U.E em dificuldades, particularmente: Grécia, Irlanda e Portugal resulta do descontrolo que adviria do default daqueles países no sistema bancário europeu, que possui grande parte da dívida pública e do endividamento externo do trio. A Alemanha e a França seriam seriamente atingidas e o sistema financeiro europeu ruiria em cadeia.
A Itália e a Espanha são os senhores que se seguem e o FEEF não prevê reforços para cobrir ajudas aqueles países mediterrânicos, sem a injecção de recursos colossais por parte da Alemanha e França, para acudir a incumprimentos deste duo.
As políticas de austeridade impostas pelas Troikas, só servirão de analgésico, mas sem qualquer efeito terapêutico, pois a infecção alastrará. A recessão que afogará as economias dos países intervencionados, como exemplo no caso de Portugal, com um endividamento externo de 230 % do PIB, não deixará margem de manobra para qualquer convivência económica dentro da zona Euro.
É evidente que o pagamento da dívida e a austeridade serão processos antagónicos em vez de complementares, o 2º anulará o 1º.
A redução dos défices orçamentais é uma imposição lógica e coerente, que nada deveria ter a ver com as medidas da Troika, mas sim um voluntariado para corrigir os desvarios das governações nos diversos países, porém,  já  a contracção do crédito que advém das limitações impostas aos bancos, impactará sobre a actividade económica de uma forma brutal, fazendo disparar as falências, o desemprego e restringirá o investimento. O bom crédito será penalizado pelo crédito desperdício.
O que fazer?
Os especialistas que não vão ao sabor da corrente, entendem que os desequilíbrios dos países mais frágeis só podem ser minimizados saindo do euro. O insuportável serviço de dívida atirará a Grécia, Portugal e Espanha para fora da moeda única, pois não podem desvalorizar a moeda. Chicoteados de austeridade em austeridade, para que o sistema bancário europeu não sofra a hecatombe do incumprimento, apenas poderão adiar por algum tempo, mas o destino será implacável.
Os díspares desequilíbrios orçamentais dos vários estados, na realidade não podem ser corrigidos dentro do euro, conforme referiu Lachman.
O convívio de ricos e pobres, com aqueles a facultarem recursos que deveriam saber de antemão que seriam incobráveis em função da capacidade e competitividade dos mais fracos, foram o combustível desta derrocada. Tal como em Portugal, quando os bancos emprestaram dinheiro para compra de habitação e crédito ao consumo, a cidadãos com o ordenado mínimo, obviamente só poderiam esperar incumprimentos. A abundância dos recursos concedidos pelos mercados, quer aos governos quer aos bancos, redundou no aumento da despesa política e na concessão de mau crédito. O resultado está à vista, os pobres aceitam tudo, porque têm menos a perder, quanto mais não seja pela ilusão curta de uma vida melhor. Assim se passou nos particulares, assim se passou nos governos.


COLAPSO

                                O COLAPSO
As bolsas mundiais tiveram um dia negro, com quedas a fazer lembrar 2008 na sequência da falência do Lehman. Os índices americanos afundaram no fecho, a exemplo dos índices europeus, caindo cerca de 5 %.
O pavor que se apoderou dos mercados, sobre a provável necessidade de ajuda à Espanha, Itália e outros países, agravado pelas notícias sobre o abrandamento do crescimento económico mundial, redundou num colapso das bolsas mundiais. Os americanos, como sempre, são a génese dos crashes e mais uma vez confirmaram-no.
Quem tem curiosidade pelo comportamento dos mercados financeiros, teve hoje um dia notável, com um afundanço imparável das acções das empresas das economias mais importantes do planeta, excluindo a China.
O pavor é de tal ordem, que o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, veio a correr e a destempo, implorar o reforço do Fundo de Estabilização Financeira, que acerca de uma semana atrás havia sido alvo de um acordo considerado como a salvação do euro. Esta declaração, associada à do Presidente do BCE, de que a economia dá sinais de travagem, mais reforçaram a convicção de que a Europa anda a reboque dos especuladores que incendiaram a floresta e os líderes europeus limitam-se a apagar fogos isolados, que reacendem logo a seguir. Sem uma estratégia global de combate numa guerra, pois é de uma guerra que se trata, que tem como objectivo derrubar o euro, que ameaçava o domínio absoluto do dólar e criaria dificuldades adicionais aos americanos para a venda de dívida pública.
O mundo está novamente numa encruzilhada, que para Portugal tem um duplo perigo, se a situação global se eclipsar, o nosso esforço de reequilíbrio das contas públicas e do endividamento externo, será severamente agravado pela perda de exportações, que associado à recessão no consumo interno e investimento, é um cocktail explosivo, podendo agravar fortemente o desemprego.
A turbulência e o crash bolsista, antecipam qualquer coisa de muito delicado, como se um novo tsunami se esteja a formar no alto mar e a curto prazo inundará as economias mundiais, agravando ainda mais as condições das mais frágeis.
A questão política está sempre presente e as eleições que se avizinham nos EUA, serão o palco de todas as batalhas, por aí passará muito do que vai influenciar a economia e as finanças do planeta.


OVNI NOS PIRINÉUS




O JULIUS conseguiu imagens inéditas e em exclusivo do momento em que um alienígena tripulante  da nave, fazia um treino de cross em plenos Pirinéus (Elne-França).
O nosso repórter Bobby Macgyver em férias no local, foi surpreendido por uma nave estranha que parecia o capacete dos soldados aliados na 1ª Grande Guerra, que se deslocava em movimentos que faziam lembrar  o lançamento do disco, desporto muito praticado nas praias de Matosinhos e Leça da Palmeira nos anos 60, em alternativa ao jogo do prego que também tinha muitos apaniguados.

Chegado ao local da aterragem deparou com um sujeito todo vestido de verde, que pensou tratar-se de alguma acção de promoção da imagem do Sporting nos Pirinéus, onde o clube lisboeta tem a grande parte dos seus adeptos que acreditam numa vitória na Liga de 2011-.2012.  Refeito da surpresa, percebeu que o sujeito não tinha nada a ver com o Sporting, pois corria a uma velocidade nunca vista esta época em qualquer jogador leonino, excepto no fim do jogo  de apresentação com o Valência., no regresso ao balneário. Os olhos eram vermelhos cor de fogo e a cabeça de um verde mais forte que o corpo. Não deu para perceber se o individuo estava nu ou com roupa e o sexo também não foi possível identificar, mas tudo leva a  crer ser do sexo masculino, pois não tem boca.

O estranho cidadão não identificado, é  muito provavelmente um extraterrestre de algum planeta vizinho  em gozo de férias, que aproveitou para manter a sua forma física  ao mesmo tempo que usufruía da beleza e sossego dos Pirinéus.

DIÁRIOS...

       O diário dela vs o diário dele...sobre a mesma noite. 
DIÁRIO D' ELA
Ele ficou esquisito a partir de sábado à noite. Tínhamos combinado encontrarmo-nos num bar para beber um copo antes de jantar. Andei às compras a tarde toda com as amigas e pensei que o seu comportamento se devesse ao meu atraso de vinte minutos. Mas não. Nem sequer fez qualquer comentário, como lhe é habitual.
A conversa e o sítio não estavam muito animados, por isso propus irmos a um lugar mais íntimo para podermos conversar mais tranquilamente.
Fomos a um restaurante caro e elegante. A comida estava excelente e o vinho era de reserva. Quando veio a conta, ele nem refilou e continuava a portar-se de forma bastante estranha. Como se estivesse ausente.
No caminho para casa, já no carro, disse-lhe que o amava. Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros, de forma paternal e sem me contestar. Não sei como explicar a sua atitude, porque não disse que me queria como faz habitualmente.
Simplesmente não disse nada.
Começo a ficar cada vez mais preocupada. Chegámos por fim a casa e, nesse preciso momento, pensei que ele me queria deixar. Tentei fazer com que falasse sobre o assunto mas ele ligou a televisão e ficou a olhá-la com um ar distante. Por fim, desisti e disse-lhe que ia para a cama.
Mais ou menos dez minutos depois, ele entra no quarto e deita-se a meu lado.
Para enorme surpresa minha, correspondeu aos meus beijos e carícias e acabámos por fazer amor. Não foi tão intenso como o normal, mas ele pareceu gostar. Apesar de continuar com aquele ar distraído que tanto me aflige.
Depois, ainda deitada na cama, resolvi que queria enfrentar a situação e falar com ele o quanto antes. Mas ele já tinha adormecido. Comecei a chorar e continuei a fazê-lo pela noite dentro, até adormecer quase de manhã.
Estou desesperada, já não sei o que fazer. Estou praticamente convencida que os seus pensamentos estão com outra. A minha vida é um autêntico desastre!

DIÁRIO D'ELE
O Benfica perdeu. Pelo menos dei uma queca.
@anne lion

O CALDEIRÃO...

O TROCA...