POLITICA

                            TRIBUNAL DE CONTAS



ALGUNS EXEMPLOS DE DÚVIDAS QUE O TRIBUNAL DE CONTAS ENCONTROU NAS DESPESAS PÚBLICAS…
-MUNICÍPIO DE LAGOA
– 6 Kit de mala Piaggio Fly para as motorizadas do sector de águas: 106.596,00 €
-CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES
– VINHO TINTO E BRANCO: 652.300,00 €
- MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA
-AQUISIÇÃO DE VIATURA LIGEIRO DE MERCADORIAS:1.236.000,00
-CÂMARA MUNICIPAL DE SINES
– Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines: 1.236.500,00 €
-MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA
– AQUISIÇÃO DE VIATURA DE 16 LUGARES PARA TRANSPORTE DE CRIANÇAS: 2.922.000,00 €
-MUNICÍPIO DE BEJA
– Fornecimento de 1 fotocopiadora, “Multifuncional do tipo IRC3080I”, para a Divisão de Obras Municipais: 6.572.983,00 €

O JRW foi junto de alguns organismos, saber das razões das dúvidas do TC, pois as mesmas estão a colocar reticências à idoneidade dos funcionários envolvidos. O alarido à volta do assunto, retrata a situação que se vive, em que quaisquer gastos na Administração Pública e Local, têm um cariz despesista.

Em Loures, falamos com o encarregado das compras, Gilberto Castro, que nos recebeu muito amavelmente, apesar de estar num estado um pouco alegre.
P- Confirma-se o gasto de 652.000.00 euros em compra de vinho branco?
R- Confirma-se sim senhor. Porque devolvemos cerca de 2.500 garrafões, caso contrário seria 680.000.00 euros.
P-Mas não acha excessivo tanto vinho?
R-Nem por sombras. É uma pinga da melhor qualidade, cada residente teve direito a 5 garrafões. Cada munícipe que se deslocasse aos serviços camarários, levava 3 garrafas, sem excepção. O atendimento foi de tal forma bem acolhido, que tivemos muitas pessoas de outros municípios a vir tratar dos assuntos aqui, do Algarve, do Porto, Bragança, até gente de Espanha veio tratar dos assuntos camarários aqui. Eu trabalho cá há 20 anos e nunca vi tanta actividade municipal como o ano passado.
P- Mas está tudo documentado?
R- Claro que está, aqui sempre se cumpre a lei escrupulosamente. Facturas de todo o vinho, até dissemos para parar, pois já havia mais facturas que vinho, o que é natural, os facturadores também são do município e já tinham provado muito a mercadoria...
P- Estamos a ver....mas então as dúvidas do Tribunal?
R- Excesso de zelo.....é ciúme de não serem do município e não terem cheirado nada....



O JRW foi a Vale de Cambra falar com o director do serviço de viaturas, a esclarecer a tal compra de uma viatura ligeira de mercadorias por 1.236.000.00 euros.
Luís Godinho, atendeu-nos.
P- 1.236.000.00 para um ligeiro de mercadorias é um pouco excessivo...
R- Não pense nisso, ainda não viu a máquina e já está a dar a sua opinião.Venha ver.
Lá seguimos Godinho até ao cais de caminho de ferro. Fomos então ver a razão do alarido- trata-se de um TGV para transporte de mercadorias novinho em folha.
P- Os senhores compraram um TGV?
R- Novinho em folha, clindrada 25.500 cc, ar condicionado nas 7 carruagens, música ambiente, tv cabo e carruagem restaurante incluída, que acha?- perguntou-nos o director, com um sorriso rasgado, a perceber a nossa estupefacção....
P- Mas isto é necessário?
R- O Presidente cansou-se do vai haver TGV, não vai haver e....zás antecipou-se e comprou um de surpresa.
P- Mas o TC está a implicar...
R- Não faz mal, isso passa, o equipamento está cá para quem quiser cá vir.
P- Mas não há carris para o comboio...
R- Isso resolve-se para o ano, aqui somos conscientes, não pode ser tudo ao mesmo tempo. Gasta-se, mas de acordo com o orçamento, nem mais um cêntimo. Para o ano já vai ter o TGV de Vale de Cambra até Arouca. Nesta terra há obra.
P- Também foi adquirida uma viatura para transporte de crianças por 2.922.000 euros?
R- Naturalmente...
P- Mas foi muito dinheiro por uma carrinha...
R- Lá está você a emprenhar pelo que ouviu....venha ver.
Seguimos novamente Godinho, desta vez até a um descampado perto do centro de Vale de Cambra, vimos uma pista de aviação, lá estacionado um avião a jacto de médio porte...
P- A viatura é um avião????
R- Está a ver, como já viu. Claro que compramos um avião para as crianças. Aproveitamos uma campanha especial da construtora e o Presidente e bem, decidiu que tínhamos de ter um transporte rápido para as crianças, até para enraizar os munícipes à terra, que como sabe é prejudicada pela interioridade.
P- Mas o avião tem muitos gastos de manutenção...
R- Nem por isso, as revisões são de 500.000 em 500.000 klms e temos 3 gratuitas. O piloto é o mesmo motorista que andava com a Hiace. Aqui pensa-se em tudo...nada foi ao acaso e só depois de muitos estudos: ambientais, paisagísticos, engenharia alimentar, pareceres da DGOT, Ministério da Educação, Associação de pais e sei lá mais o quê....é que se decidiu comprar a viatura....tudo como mandam os procedimentos.


Finalmente fomos a Sines, conversar com Cabrita Pato, para nos esclarecer sobre a tenda que custou à edilidade : 1.236.500.00 euros, para inaugurar o Museu do Castelo.
P- Dr. Pato, confirma-se o preço do aluguer da tenda em 1.236.500.00 euros?
R- Rigorosamente, nem mais nem menos...por 3 anos.
Respondeu-nos prontamente o responsável pelo Património da Câmara de Sines.
P- Mas é muito dinheiro, por uma tenda....
R- Não e barata, é verdade, mas uma tenda que cobriu o Castelo todo e inclusive se aproveita nos dias mais chuvosos para cobrir todo o porto de Sines e que facilita o movimento portuário, já não me parece tão caro. A tenda tem uma área de 45 klm2, o que significa que podemos cobrir desde Sines até Santiago do Cacém. Tem vários módulos e temos um departamento que os aluga a particulares e instituições. Posso-lhe adiantar que estamos em fase final de contratualização, com um município algarvio para cobrir toda a praia, para evitar os perigosos dos raios ultravioletas. Se tudo correr como pensamos, teremos de alugar em 2010, mais uma tenda de 30 klm2, para poder responder a todos os pedidos. Tê-lo-iamos feito já em 2009, mas o orçamento é sempre curto...
P- Então o aluguer foi feito com duplo sentido?
R- Duplo...não....triplo, pois a tenda tem 3 coberturas e tem um processo de autolimpeza, que evita muita mão de obra.



O JRW deixa aos leitores o julgamento isento, sobre as acusações que impendem sobre os autarcas, que nos casos apresentados se revestem totalmente infundadas, pois o objectivo que fica bem vincado, foi o serviço às populações, aproveitando sinergias e numa perspectiva política de futuro.

OS PÁSSAROS-I


“Que chatice…aqui no meio desta trupe…” – pensamento de Giza, na estação do metro da Trindade, enquanto esperava a ligação que a levasse até Fonte do Cuco, onde habita um pequeno T1, que comprou com os honorários dos programas do Herman e de outros, em que se despia e se sujeitava ao ridículo, mas que dava algum dinheiro…
A estação estava apinhada, para os regressos a casa, após o dia de trabalho, com gente à espera dos comboios de superfície, que só raramente vão pelo subsolo… Do outro lado, no cais do que segue para o Dragão, estava um homem absorto nos seus pensamentos, meio cabisbaixo, com o Metro debaixo do braço, fato cinzento de outlet, camisa sem aprumo e gravata a condizer. No seu vaguear de olhar sem ver, cruzou sem atenção especial, a mulher que estava do outro lado do cais, que também o descortinou no meio de cabeças, que só a espaços lhe concediam pequenas clareiras que abriam o campo de visão. O eng.º mecânico Zé Lopes, desempregado, já lá vão 4 meses, sem grandes motivos de alegria nos últimos tempos, pausou então o olhar naquela mulher de cerca de 50 anos, mais 10 do que ele, que lhe deu um sorriso um pouco discreto, mas de qualquer modo um sorriso.
Giza adivinhava-se que quando jovem, foi uma mulher bonita e de físico impressivo, pois ainda agora, anteviam-se umas pernas bem desenhadas e fartas coxas, debaixo de uma saia um pouco curta para a idade, mas sem ser ostensiva. O implante mamário, estava à vista, pois o decote era propositado para que se percebesse. Em síntese uma mulher madura, mas ainda em muito bom estado. Ela sabia-o, pois não teve qualquer inibição de fazer o seu charme a um homem com menos 10 anos.
O eng.º Zé, divorciado, chegado ao Porto à 25 anos para estudar, oriundo da Lourinhã, sempre foi pouco afoito a conquistas, tímido por índole, recatado, passou pelo casamento muito rapidamente, pois a mulher incompatibilizou-se com a monotonia do temperamento do marido e após 2 anos de enlace, desenlaçou-se para se entrelaçar com um colega de trabalho, ela era hospedeira da CP e enamorou-se por um bilheteiro da companhia, Zé a partir daí, sempre viu no sexo oposto, algo de pouca confiança, aliás passando a seguir os conselhos da mãe, que sempre o advertiu sobre as moças da cidade, que seriam mais para passeio, que para a grande viagem.
Como a grande viagem do Eng.º Lopes foi interrompida abruptamente pelo malfadado bilheteiro, a partir daí até o passeio foi posto de lado. Levava uma vida muito insípida, a sua maior emoção, era ir à Fnac ao sábado à tarde e à Casa da Música, sempre que havia um concerto de música clássica, os bilhetes eram baratos e o subsidio de desemprego, não dava para mais. Como teve de vender o corsa, o transporte público era o recurso, particularmente o metro.
Olhou novamente Giza e desta vez afoitou-se, sorriu sem inibição e ela correspondeu com um sinal, para ele mudar de cais e vir ao seu encontro.
Lopes anuiu com a cabeça e desceu as escadas para ir ao encontro daquela mulher, que já não sendo jovem, tinha um belo porte e um sorriso atraente. Algo lhe dizia que a vida dele ia mudar……e mal ele sabia como ia mudar…
“Boa noite, desculpe a ousadia, mas...”, arremete o eng.º educadamente e com algum receio de uma rejeição, pois a autoestima não é sentimento que lhe seja muito comum...
“ Boa noite, se é que com esta confusão toda, a noite comece bem...”, respondeu gracejando Giza, mirando Lopes bem nos olhos, plena de autoconfiança, que de imediato hierarquiza o domínio no contacto.
“Tem toda a razão, está de regresso a casa?”
“Vamos ver...estava, agora talvez não...”- ataca a loira oxigenada, com alguma sedução, sem perder a feminilidade.
“Mas, porquê? Aconteceu alguma coisa para alterar os seus planos ?”- resposta carregada de ingenuidade e preocupação, que de imediato fez reflectir Giza, sobre se estaria perante um imbecil...
“Ó homem, o que quis dizer, é que se me convidar para um café, adio o regresso...”- dispara Giza algo contrafeita.
“ Zé Lopes, um criado ao seu serviço...”- salvou Lopes, com a delicadeza do cumprimento e o sorriso transparente...
Giza, percebeu de imediato que estava perante um homem de bom trato, sem esquemas, pouco experiente na arte da conquista, bom aspecto físico, mas um pouco desleixado. Optou por não ser demasiado expansiva, deixando que Lopes fosse tomando a iniciativa, para não o inferiorizar.
Toca um telemóvel, era o de Lopes, meio atarantado, tira-o do bolso do casaco, um Nokia de 1990, tamanho xl, pede desculpa a Giza e fala alguns monossílabos, Giza divertida com o atrapalhamento de Lopes, faz-se distraída, mas entendeu que era a mãe.
“Desculpe, era a minha mãe. Ainda não me disse o seu nome...”
“Quem a sua mãe???”
“ Não, a menina....”, retorquiu Lopes.
“ Ah....Giza Gomes.”
“Prazer menina Giza”- disse Lopes, cumprimentando-a com um aperto de mão.
Refira-se que Giza vivia uma situação embaraçosa, pois teve uma relação marital com um cidadão francês, que se envolveu em negócios obscuros, relacionados com moeda falsa, que acabou por a atingir, pois foi sentenciada com 3 anos de prisão, mas com pena suspensa. Trabalha actualmente numa casa de artigos religiosos na R. Das Flores. Ao ver Lopes, logo imaginou que seria o companheiro ideal, para recompor a sua imagem social e não só....“ "Vamos tomar um café, podemos ir aqui perto ?”
“ Claro, tenho muito gosto.”, disse Lopes
Lá foram, falando sobre aspectos da vida de cada um, mas ocultando aquilo que os pudesse comprometer, ela, a pena suspensa, ele, o desemprego.
Para uma mulher que viveu uma vida sempre de expedientes, trabalhar com horários e ordenado certo, mas baixo, consome-a, estava habituada a luxos, a roupa de marca, bom carro, férias nas Caraíbas e bons restaurantes. A vida actual é um inferno. A única relação que mantém com alguma assiduidade, é um diplomata francês, de 65 anos, que lhe vai ajudando às despesas da casa, em troca de disponibilidade sempre que a visita. Mas cada vez são mais rara as vindas. Giza é das que mais vale ser rainha por 1 minuto, que duquesa toda a vida.
Lopes, não se lhe afigura com o perfil para sair da borrasca, mas serve ao seu plano maquiavélico, para recuperar modo de vida.

Passado um mês do encontro, Lopes está completamente domesticado, a viver na Fonte do Cuco, fragilizado pelo conhecimento da sua situação de desempregado e submetido aos encantos de alcofa de Giza, que na matéria é devastadora, vive tempos de felicidade.
Assume todos os serviços domésticos e apoia Giza em tudo o que esta solicita. Lopes apaixonou-se e até à dependência foi um pulo. Vai buscá-la à casa de artigos religiosos quase todos os dias e assiste-a como um marido irrepreensível.
Uma noite, após sexo fogoso, em que Lopes foi arrasado, Giza dispara:
“ Zé, isto tem de acabar. Estou farta desta vidinha de pobre, Temos de fazer qualquer coisa para sair desta merda e viver a sério.”
“Mas Giza, a gente vive bem, com modéstia, mas felizes...”- responde o ingénuo Lopes.
“Como, felizes???? Deixa-te disso, felizes é ter dinheiro, para desbundar, gozar a vida. Nós aqui é para a sobrevivência, pouco mais...”
“ Tu lá sabes, mas eu até estou bem, sei que o subsídio é pequeno, mas ajuda, o pior vai ser quando acabar...”
“Vês.....vês....quando acabar, lá vais tu de requitó...eu não ganho prós 2...”
“Lá isso é verdade, mas eu ando à procura de trabalho, mas para eng.º de minas, não aparece nada....”
“Temos de fazer qualquer coisa...”
“ Mas o quê Gizinha, diz que eu faço...”
“Fazes?.....de certeza?...prometes?”
“ Prometo....”
“ Já ouviste falar do Berardo? “
“Já, aquele dos quadros valiosos...”
“ Do Baval ?”
“É o da PT”
“Sim...e do Ahmadinejad?
“Quem é esse?”
“ Do Irão”
“Ah estou a ver, mas porque perguntas isso tudo?”
“- Ouve bem tudo o que te vou dizer....”

(CONTINUA)

POLITICA

De um colaborador do JRW

                              "Sócrates e o ursinho"


José Sócrates começou a dedicar-se à caça e, com a sua conhecida mania
das grandezas, em vez de se dedicar às lebres ou às perdizes, resolveu
ir ao Alasca caçar ursos. Depois de vários dias à espreita, avistou um
urso grande, apontou e abateu o animal. Estava a pular de alegria,
quando sentiu uma pancadinha no ombro. Era um urso maior ainda,
sacudindo a cabeça em sinal de desaprovação:
- Não deverias ter feito isso - disse o urso - Mataste um dos meus
semelhantes, e agora vais ter de pagar. Preferes morrer ou ser
violado?
Diante das circunstâncias, o Sócrates escolheu a segunda alternativa,
entregando-se ao animal. Sobreviveu, mas jurou vingança.
Um ano depois, voltou ao Alasca disposto a matar o urso que o violentara. Avistou-o, apontou e abateu-o com um único tiro. Logo sentiu uma pancadinha nas costas. Era outro urso, muito maior do que o que ele tinha matado. O bicho repetiu o discurso do ano anterior:
- Mataste um dos meus semelhantes e vai ter de pagar. Preferes morrer ou ser violado?
Sócrates nem queria acreditar naquilo! A cena repetia-se! Jurando vingança, entregou-se ao animal monstruoso.
No ano seguinte, sedento duma desforra, voltou ao Alasca.
Avistou o gigantesco urso, apontou e abateu o animal com um tiro certeiro. E sentiu outra pancadinha nas costas. Era um urso descomunal, que disse:
- Diz-me a verdade, tu não vens aqui p'ra caçar, pois não?!

SOCIEDADE


De um colaborador do JRW, com pedido de publicação:
                              
                                             AMOR DE MÃE

No Rio de Janeiro..                                      Africa...                                


India...                                                        Oceano...                                                       


ESTACIONAMENTO DO SUPERMERCADO LIDL...

SOCIEDADE

 
Com a homologação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, vários casais estão já a preparar as cerimónias de enlace. É o caso de Manuel Correia, de 54 anos, e Fernando Fonseca, de 32.






O casamento civil está marcado para dia 27. Os 150 convidados reúnem-se na escadaria da Basílica da Estrela, em Lisboa. Foram convidados artistas e figuras públicas. O casal garante ter enviado convites para Cinha Jardim e as filhas, Isaurinha e Pimpinha, Carla Andrino, Paula Taborda, Carlos Veríssimo, Fernanda Freixo e a fadista Carmen Garcia. No entanto, os familiares do casal mantêm reservas na aceitação da relação.Ao CM, Manuel e Fernando desvendam pormenores do enlace e revelam o vestido de noiva que Manuel, ou melhor, a ‘Fernanda’, como é chamado pelo companheiro e amigos, vai vestir. ‘Fernanda’ emociona-se quando fala do amor pelo namorado. "É o amor da minha vida. Casar é o sonho que tenho desde que o conheci." O ‘marido’, como ‘Fernanda’ trata Fernando, não duvida dos sentimentos. "A Fernanda é a pessoa com quem quero viver o resto da vida."O vestido que ‘Fernanda’ vai usar tem alças e rendas, custou 7000 euros e foi oferecido. A tiara de brilhantes, falsos, custou 5000 euros. Irá usar pulseira de pérolas e colar a condizer. Para ‘Fernanda’, não é difícil o equilíbrio em saltos altos ou envergar vestido justo: é transformista e o nome artístico é Miss Ágata. Participou em programas televisivos, teatro de revista, espectáculos e filmes pornográficos. Hoje é chefe de cozinha. Fernando é carpinteiro e pedreiro.


O JULIUS RIMANTE WORLD, felicita os noivos; o Governo pela legislação apropriadíssima que promove estes belos desenlaces e o Sr. Presidente da República, que teve a coragem de a promulgar !!!!!!!!
A todas as verdadeiras Nandas, o JRW aconselha que se disfarcem de Nandos, pois a corrente dominante é fazer da excepção a regra e da regra a excepção. Vivam os noivos.
Para os nostálgicos e os que não sabem como eram os casamentos antigamente, a foto elucida.

SOCIEDADE


    O RIMANTE EM SERRALVES

A convite da Fundação de Serralves, o Julius Rimante World fez deslocar uma equipe de reportagem para o evento SERRALVES EM FESTA-40 horas Non-Stop.
A organização primou mais uma vez pela grande qualidade de todo o evento, que prestigia o Porto e o país.
Programa muito bem elaborado, com actividades culturais e de lazer para todas as idades, num espaço magnífico, preenchendo 40 horas com iniciativas de várias vertentes, catapultou definitivamente o evento, para a galeria do que melhor se faz no género em todo o mundo.
O JRW salienta 5 situações que lhe mereceram  destaque:



1º-POLITICA

A exposição da cama mandada fazer pelo 1º Ministro e que se aguarda a todo o momento, que se deite nela.



2º-CLASSE MÉDIA NACIONAL

Uma cidadã da classe média portuguesa, aprisionada numa redoma, exposta num desespero lancinante, sangrando e pedindo clemência, mas completamente abandonada e exaurida.
















3º-ECONOMIA

A bandeira norte-americana, que constitui a esperança de recuperação da economia mundial, apesar da séria responsabilidade na dèbacle, já que a Europa parece meditabunda e em crise existencial.



4º-JAZZ NO PRADO

Excelente mini concerto da banda do ESMAE, com grande assistência de um público essencialmente jovem, que ainda não sabe bem o que o espera.



5º- O FUTURO PROMISSOR

Apontamento curioso de um cidadão exibicionista, até na hora de desaparecer. Caiu, é certo, mas de pé.




SOCIEDADE


   Indiano há 70 anos sem comer nem beber

Um homem indiano, que diz ter sido abençoado por uma deusa quando era criança, garante que está há 70 anos sem comer nem beber

O JULIUS RIMANTE WORLD, órgão planetário e em permanente vaivém na avidez da notícia, foi a MANGALORE no Estado de KAMATAKA , situada na costa do mar da Arábia. Tem cerca de 600 mil habitantes e foi possessão portuguesa entre 1568 e 1659. Mangalore está na comunicação de todo o mundo, porque lá vive DEEPENDU DHAVAL, cidadão com 94 anos e que há 70 que não bebe nem come.



O JRW conseguiu uma curta entrevista com o ilustre indiano, que amavelmente se dispôs a responder a algumas questões.
P- Sr. Dhaval, sempre se confirma que há 70 anos que não come, nem bebe ?
R- É exacta a sua afirmação.
P- Mas como sobrevive ?
R- Normalmente...o que é estranho é o v. interesse só agora se manifestar. Já estou sem comer nem beber há 70 anos... dizem que é um milagre, mas para mim, acho que não.
P- Os seres vivos têm de se alimentar para viver...
R- Eu também me alimento, só que do ar e vento, pois como já repararam Mangalore é muito ventoso...basta-me abrir a boca ao pequeno almoço, almoço e jantar, que fico bem...
P-???
R- Compreendo a sua surpresa, com a minha idade ainda comer 3 vezes ao dia...mas é evidente que quando era mais novo, era capaz de manter a boca aberta 15 minutos e levava com aquele ar todo, por vezes até ficava afrontado, agora à noite, só abro um pouquinho, 2 minutos talvez... e não abro a boca toda, semicerrada para o vento entrar menos...e fico bem....algumas vezes quando há uma festazita na minha aldeia, lá tenho um excessozito e abro mais uma vez a boca para mais um ventito...mas isso é coisa rara....sou muito cuidadoso...


P-Mas acha possível que os outros também possam viver assim?
R-Difícil responder, eu gosto e dou-me bem, a minha 7ª mulher faz uns molhos à base de caril deliciosos e eu vaporizo o ar à hora das refeições e o vento entra com aqueles odores, que torna o ar muito apetitoso, não se pode é abusar, por causa do colesterol, mas também gosto com odor a bacalhau e a frutas exóticas...


P-Os seus amigos e vizinhos adoptam o seu regime?
R-Alguns como sabeis, adoptam esse tipo de alimentação, não por livre vontade, mas porque são obrigados...não é só na Índia que muitos andam a ar e vento, também noutras terras sei que há muita gente que faz o mesmo que eu... e na minha opinião só faz bem, pois é saudável e económico, mas advirto que se todos fizerem o mesmo... o ar e o vento vão ficar caros...há quem se vá aproveitar...
P-Mas é incrível, o Sr. Dhaval subsistir dessa forma...
R-Qual?
P-Sem comer nem beber...
R- Espere lá...pf...são 12.30, vou almoçar...é só 3 minutos...desculpe, mas ali a 50 mts, corre um ventinho maravilhoso e a minha Krisha vem com o molho de tomate, que dá um sabor ao vento delicioso...quer vir?
P- Fazer o quê?
R-Almoçar...venha que é meu convidado...
P-!!!!!Pois seja...
Fui com Dhaval e Krisha, até uma ligeira elevação com uns carvalhos...a 7ª esposa de Dhaval, abriu o saco de linho e tirou um tupperware, abriu a tampa, meteu o molho num frasco como usavam as nossas avós para se perfumarem, com uma bomba pneumática e aspergiu para o nariz de Dhaval que entretanto abria a boca e fechava os olhos...o ancião saboreava aquela brisa perfumada a tomate...a esposa aspergia e ele o vento comia ou bebia, ficamos sem perceber bem......ambos estavam felizes...
R-...krisha... que maravilha...esse molho de tomate...está um pouco picante...mas é uma delícia...venha cá você...côma e beba esta maravilha...
sim...coma e beba à sua vontade...este ventinho com o cheiro este belo molho de tomate...
Só de ver Dhaval a comer e beber aquele ar e vento com cheiro a tomate, vou ser franco...fiquei com água na boca...e lá fui eu ao almoço.
A D. Krisha encheu outra vezo frasco com o molho de tomate e borrifou todo ar que estava em frente a mim...eu abri a boca toda e deixei entrar aquele vento todo, até tive um pouco de vergonha, pois parecia que já não comia há muito tempo, mas eles não reprovaram...estavam ambos muito interessados a olhar para a minha reacção...
Que maravilha D. Kjrisha....este vento todo a entrar com o cheirinho a tomate...é de entrar todo...e cheirar por mais...-disse eu
Na realidade foi das melhoras coisas que tive até hoje, nunca tinha imaginado que o ar e vento, pudesse ser uma refeição tão deliciosa e reconfortante...só tinha experimentado algo parecido quando fui a um restaurante chic em Lisboa, mas não foi totalmente ar e vento, foi quase...mas não totalmente...aqui não...foi tudo ar e vento com odor a tomate....
P-Ó Sr. Dhaval, magnífico...
R-E vai adorar a sobremesa...ar e vento com cheiro a bolo de noz da Krisha...prove lá...
Novamente noutro frasquinho, a simpática indiana aspergiu o cheirinho a noz, para a zona do meu nariz e boca....abri outra vez a bocarra gulosa....e deixei entrar todo o ar e vento que pude...e não foi pouco...pois até me engasguei...foi um climax....
P-(D. krisha pergunta-me)...então gostou?
R- Ó minha senhora, que bolo de ar e vento fantástico, nunca tinha provado nada igual...muito obrigado...
P-Não agradeça, fico contente por ter gostado...
O marido olhava para a esposa orgulhoso, pelo prazer que tinha dado, com uma refeição daquela categoria.
Tive uma ousadia, mas não pude sublimá-la....
P- D. Krisha....cheiro a café não tem?
R- Eu sabia...eu sabia... e trouxe-lhe dois, quer cheiro de café ou descafeínado?
R-Prefiro café mesmo....


A senhora enche outro frasquinho e novamente borrifa o ar à minha volta...deixei entrar aquela brisa com cheiro a café...e vos digo...que rico café...parecia o Nespresso...


Fiquei como um abade....
P-Sr. Dhaval, desculpe lá, mas foi demais para mim...vou ter de fazer uma sestinha, pois foi ar e vento a mais...estou empanturrado...
R- Esteja à vontade amigo...descanse aí uma hora e fica bem...vai ver a surpresa que a Krisha lhe vai fazer ao lanche...


E assim se passou, a nossa ida a Mangalore foi uma surpresa, aquilo que pensávamos como insólito, transformou-se no nosso novo regime alimentar...

PEKIN OPEN


 MARATONA, que iniciou os RIMANTE´S GAMES no ano transacto, tem mantido uma regularidade de enaltecer, tendo vencido já cerca de 20 jogos, em cerca de 180 que já disputou, uma média superior a 10 % e já venceu 3 sessões.

O seu desempenho nos OPEN, tem também sido uma agradável surpresa, pois mantém o 4º lugar, no GRAND SLAM, vencendo 13 jogos e equidistante do 3º e 5º lugar com 4 vitórias.
Fomos ouvir MARATONA e avaliar a sua predisposição para o PEKIN OPEN.

P- Decorridos 111 jogos do GRAND SLAM, o que se lhe afigura dizer?
R- Estou satisfeito com a minha participação, não há a menor dúvida que o melhor estilo de jogo é o meu...
P- Contudo há 3 jogadores melhor colocados...
R- O termo está muito bem aplicado...foram lá colocados...
P- Mas o que pretende dizer ?
R- Isso mesmo, foram lá colocados...já viu a idade deles? Todos acima dos 50, muitas vezes parecem xéxézinhos...
P- Mas Caçador é senhor de um jogo potente...
R- Não faça rir com o potente...realmente é senhor de um jogo, mas de potente, só se for na berraria e na pressão sobre os mais timoratos...
P- Quem por exemplo ?
R- Olhe veja o Estaline, parece um cordeirinho, até se encolhe para o macróbio jogar...
P- Porque razão reúne um numeroso grupo de fans no Brasil, que contribuiu até para que o JRW instalasse a sua delegação em Fortaleza ?
R- Fiz vários torneios no Ceará, em que me era reconhecida, modéstia à parte, uma tacada poderosa e demolidora. Ganhei várias simultâneas, em que jogava em diversas mesas, tipo muito utilizado no xadrez. Particularmente no Mucuripe, uma sala de jogos de nível internacional, o meu desempenho foi sempre muito salientado. Devo isso aos nossos irmãos e irmãs de além mar. Também participei em torneios no Pirata, outra casa de jogos de mesa bastante afamada, em que não deixei os meus créditos por mãos alheias. Penso que esse lastro de simpatia e a memória desses emocionantes jogos, é a razão para que continuem a seguir a minha carreira.

P- Mas na Europa os desafios são mais complicados...
R- Nada disso, são é mais de bastidores, muito jogo de secretária e de conversa, porque no que respeita a tacar....é muita fantasia...muita parra e pouca uva...Os que andam no Grand Slam, desde os reformados, avozinhos, estalinistas e caçadores de gambuzinos, o taco para eles, já foi chão que deu uvas, resta-lhes os bastidores...já têm que deitar muito pó de talco, para a tacada correr...mas lá a mania têm eles...se a FEBRAS fosse isenta, já tinha castigado muitos deles como fez com o reformado.
P- Continua a manter aspirações?
R- Como é evidente, apesar de usar um taco curto, ele tem chegado para ganhar muitos jogos, ainda ontem o reformado cheio de treta e blá blá... caiu aos meus pés, sem apelo nem agravo. Outros cairão e passo a passo, vou lá chegar.
P- Pelo que se deduz das suas palavras vai atacar em Pequim ?
R- Eu vou atacar em todo lado...Pequim é já, mas tenho grandes expectativas para Rio de Janeiro, Madrid e vencer no Porto.
P- Mas vai encetar novas técnicas ?

R- Qual encestar, qual carapuça, vou mas é embocar as bolinhas desses possidónios, que já deviam estar a descansar e andam a fazer de conta que são jogadores.
P- Quem lhe tem agradado mais, dos seus adversários ?
R- Sem dúvida, Estaline, pois não é adversário de ninguém, anda só para competir. Em 90 jogos ganhou 2, mas foi sem querer. É um adversário de grande cortesia e tem uma presença moderna na mesa. Escreve muito durante os jogos, usa a técnica de Van Gaal, com muitos
apontamentos, estuda pormenorizadamente os adversários. Não ganha, porque segundo dizem, não percebe a própria letra, o que dificulta a aplicação das tácticas,. Mas na realidade, é senhor de uma tacada precisa...a precisar talvez de um pouco mais de concentração. Quando o conseguir Estaline pode certamente subir 1 lugar.
Foram estas as palavras de MARATONA, um player que tem vindo a afirmar-se no GRAND SLAM e que promete grandes cometimentos nos próximos OPEN, para alegria da sua "aficion".