ABUSO


O GEURO E O PEURO


O Geuro, o Peuro, o Eeuro, o Ieuro, o Feuro e assim sucessivamente.
Está resolvido, o banco alemão (quem podia ser…) Deutsch Bank propôs a introdução de uma nova moeda, para já para os gregos  (depois virão os outros), caso os adversários da austeridade vençam as eleições na Grécia. O difícil vai ser mesmo encontrar amigos da austeridade infindável, talvez os alemães que continuam também infindavelmente a lucrar com a miséria dos parceiros, nos juros e na procura da sua dívida pública.
Estratégia teutónica para despachar os pobres da vizinhança, pois vestem mal e cheiram pior…o pior é que começam a ser muitos e essa coisa de acenarem com a banana ao macaco (possibilidade de desvalorização da moeda), só mesmo para ingénuos. O que os alemães querem é desdobrar o comboio em 2, o TGV e o regional, mas vai ser difícil sem uma grande confusão.
A Europa não quis saber de défices para coisa nenhuma durante 10 anos, aos gregos deu abundância até para organizarem os Jogos Olímpicos e agora de um momento para o outro virou escocesa. Alimentou a criatura, deixou-a crescer em todo o lado e agora julga que a pode exterminar à força de Geuros, Peuros e afins…
Conversa fiada, só há uma saída e tem um nome, solidariedade, os ricos vão ter de abrir os cordões à bolsa para ajudarem os irmãos em dificuldades, não lhes impondo a escolha entre a morte rápida e a agonia, tem de procurar mecanismos que apostem no controle dos défices, mas deixe margem de manobra para as economias respirarem, caso contrário abafam os clientes e os fornecedores…

GEURO


BOM DA CABEÇA


PERIGO DE CONTÁGIO


NORMA E DESVIO


Os partidos e os governos gerem o tema comunicação social conforme a conveniência do momento. Se são oposição aplaudem tudo o que instabiliza o executivo, se passam para o centro da decisão, os amigos de antes passam a força de bloqueio.
Esquecem que à comunicação social compete noticiar factos e não avaliar as consequências da notícia. A verdade deve ser a única política da imprensa num país livre. É certo que muitas vezes a comunicação social deixa muito a desejar no frémito da notícia, não impondo procedimentos que validem claramente suspeições que mais tarde se não confirmam. Porém são excepções, a norma tem sido acordar a sociedade para comportamentos sibilinos e oportunistas das classes dominantes, porque dos pobres não reza a história.
Veja-se ainda recentemente a grande investigação do DN ao caso BPN, que forçou o poder político a colocar na agenda o deslindamento desse kafkiano processo, que provoca prejuízos incalculáveis ao Estado e aos cidadãos.
A justiça tarda demasiado e sucumbe aos procedimentos, perante situações em que a comunicação social noticiou, investigou e julgou: Casa Pia; Duarte Lima e Isaltino Morais, são alguns dos casos em que a condenação da imprensa se processou muito antes dos tribunais, que as confirmaram, mas que o processo judicial permite que se arrastem anos e prescrevam para o cumprimento de condenações.
A investigação jornalística é incómoda e queima em lume brando os políticos que se distraem, mas estes sabem que a proximidade quando conveniente não pode ser cumplicidade, pois a comunicação social vive dos desvios, a norma não se vende.