-JORNALISMO DE ANTECIPAÇÃO ONLINE juliusrimante@sapo.pt-Fundado em 03/07/2008-Director: Toni Roma-Porto-Portugal(-A notícia antes da ocorrência-)
O GEURO E O PEURO
O Geuro, o Peuro, o Eeuro, o Ieuro, o Feuro e assim sucessivamente.
Está resolvido, o banco alemão (quem podia ser…) Deutsch Bank propôs a
introdução de uma nova moeda, para já para os gregos (depois virão os outros), caso os adversários
da austeridade vençam as eleições na Grécia. O difícil vai ser mesmo encontrar amigos
da austeridade infindável, talvez os alemães que continuam também infindavelmente
a lucrar com a miséria dos parceiros, nos juros e na procura da sua dívida
pública.
Estratégia teutónica para despachar os pobres da vizinhança, pois vestem
mal e cheiram pior…o pior é que começam a ser muitos e essa coisa de acenarem
com a banana ao macaco (possibilidade de desvalorização da moeda), só mesmo
para ingénuos. O que os alemães querem é desdobrar o comboio em 2, o TGV e o
regional, mas vai ser difícil sem uma grande confusão.
A Europa não quis saber de défices para coisa nenhuma durante 10 anos,
aos gregos deu abundância até para organizarem os Jogos Olímpicos e agora de um
momento para o outro virou escocesa. Alimentou a criatura, deixou-a crescer em
todo o lado e agora julga que a pode exterminar à força de Geuros, Peuros e
afins…
Conversa fiada, só há uma saída e tem um nome, solidariedade, os ricos vão
ter de abrir os cordões à bolsa para ajudarem os irmãos em dificuldades, não
lhes impondo a escolha entre a morte rápida e a agonia, tem de procurar
mecanismos que apostem no controle dos défices, mas deixe margem de manobra
para as economias respirarem, caso contrário abafam os clientes e os
fornecedores…
NORMA E DESVIO
Os partidos e os governos gerem o tema comunicação social conforme a
conveniência do momento. Se são oposição aplaudem tudo o que instabiliza o
executivo, se passam para o centro da decisão, os amigos de antes passam a
força de bloqueio.
Esquecem que à comunicação social compete noticiar factos e não avaliar as
consequências da notícia. A verdade deve ser a única política da imprensa num
país livre. É certo que muitas vezes a comunicação social deixa muito a desejar
no frémito da notícia, não impondo procedimentos que validem claramente
suspeições que mais tarde se não confirmam. Porém são excepções, a norma tem
sido acordar a sociedade para comportamentos sibilinos e oportunistas das
classes dominantes, porque dos pobres não reza a história.
Veja-se ainda recentemente a grande investigação do DN ao caso BPN, que forçou
o poder político a colocar na agenda o deslindamento desse kafkiano processo,
que provoca prejuízos incalculáveis ao Estado e aos cidadãos.
A justiça tarda demasiado e sucumbe aos procedimentos, perante situações
em que a comunicação social noticiou, investigou e julgou: Casa Pia; Duarte
Lima e Isaltino Morais, são alguns dos casos em que a condenação da imprensa se
processou muito antes dos tribunais, que as confirmaram, mas que o processo
judicial permite que se arrastem anos e prescrevam para o cumprimento de
condenações.
A investigação jornalística é incómoda e queima em lume brando os
políticos que se distraem, mas estes sabem que a proximidade quando conveniente
não pode ser cumplicidade, pois a comunicação social vive dos desvios, a norma
não se vende.
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